<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344</id><updated>2012-01-29T16:40:33.473-02:00</updated><title type='text'>O Boneco Verde</title><subtitle type='html'>Juntos, procuramos o Boneco Verde e este nos deu a oportunidade de fazer o que queríamos: ESCREVER!
O resultado está aqui: Contos, Poesias, Crônicas, Estórias, Histórias e o que vier na telha!!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>500</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4501611592243786980</id><published>2012-01-27T19:21:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T19:21:53.825-02:00</updated><title type='text'>Vale a pena ler de novo - It´s a Big Trouble Rumble in Paradise</title><content type='html'>&lt;em&gt;Naufragado por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7566/4039/1600/214272/vangoberto.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7566/4039/320/864730/vangoberto.png" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;&lt;strong&gt;Vangoberto achava que sua vida era uma merda. Mal sabia ele que estava enganado! Sua vida REALMENTE ficou uma merda quando ele foi parar em uma ilha deserta com duas mulheres: sua ex-namorada e sua atual sogra!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #3333ff;"&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;ESTÁ NO AR: “&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;IT´S A BIG TROUBLE RUMBLE IN PARADISE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;”!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais de um mês sem ter um sinal do resgate, Vangoberto Jansey, Sarah Guimbors (sua ex-namorada) e Marikota Denvers (sua sogra) resolveram construir um abrigo.&lt;br /&gt;- Vangoberto, seu cretino! Espero que saiba que terá que ficar com o trabalho mais pesado, já que é o único homem aqui! - disse a sogra.&lt;br /&gt;- É isso mesmo! – disse Sarah. – Vamos ver se você presta para alguma coisa!&lt;br /&gt;- Está bem, está bem! – disse Vangoberto. – Só não fiquem me infernizando!!&lt;br /&gt;Então o jovem Vangoberto foi até à margem, a fim de cortar algumas palmeiras para conseguir madeira. Usando de sua criatividade e destreza, pegou alguns pedaços do navio que afundou e fez uma espécie de machado. Sarah estava ali por perto, recolhendo cipós.&lt;br /&gt;- Vangoberto, seu estúpido! – gritou Marikota, de longe. – Estou de olho em vocês dois! Uma só recaída e conto pra minha filha quando voltarmos à civilização!&lt;br /&gt;- Não se preocupe, D. Marikota! Eu sou um homem fiel!&lt;br /&gt;- É o que todos os cafajestes dizem!&lt;br /&gt;- E você ainda reclamava da mamãe! – disse Sarah. – Essa daí é bem pior! Cada hora ela te xinga de um nome diferente!&lt;br /&gt;- Tem razão! – disse Vangoberto. – Mas sou noivo da filha dela, não dela! Quanto à você, era bem pior do que sua mãe e minha atual sogra juntas!&lt;br /&gt;- E por quê?&lt;br /&gt;- Oras, pra começar, você nunca estava satisfeita com nada que eu fazia!&lt;br /&gt;- Mas é claro! Você nunca sabia o que fazer! Era um perdido! E agora está perdido nessa ilha também!&lt;br /&gt;- Certo. Me parece que você &lt;em&gt;também&lt;/em&gt; está perdida aqui!&lt;br /&gt;- É! Mas estaríamos em casa agora, se você não tivesse afundado o nosso bote salva-vidas!&lt;br /&gt;- Eu não afundei nada! Você é que começou a brigar comigo e o furou com sua unha!&lt;br /&gt;- Mas a culpa foi sua!&lt;br /&gt;- Bah! Nem vou discutir! Mas saiba você que eu &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; sei o que fazer, seja a situação complicada que for!&lt;br /&gt;- Ah é? Então me conte uma situação complicada em que você teve que saber o que fazer!&lt;br /&gt;- Pois bem! Houve uma vez em que eu estava sozinho em casa. Já era de madrugada, quando o interfone tocou. Eu não ia atender, mas a pessoa do lado de fora insistiu tanto, que tive que me levantar. Peguei o interfone, perguntei quem era, e a pessoa disse: “Venha aqui fora, e descobrirá!”. Eu que não sou bobo de sair de casa de madrugada assim, peguei uma faca e fui. Chegando lá fora, não tinha ninguém! Olhei na esquina e nada. Então, quando eu ia entrar em casa novamente, escutei a voz no interfone dizendo: “Vangoberto! Eu estou aqui dentro”!&lt;br /&gt;- Cruzes!!! E você não ficou com medo?&lt;br /&gt;- Um pouco. Então, entrei em casa novamente, com todo cuidado. Olhei nos cômodos, mas não achei ninguém.&lt;br /&gt;- E o que você fez?&lt;br /&gt;- Fui dormir novamente.&lt;br /&gt;- O quê??? Dormir???&lt;br /&gt;- Claro! O que você faria no meu lugar?&lt;br /&gt;- Eu sei lá!&lt;br /&gt;- Tá vendo? Você nem saberia o que fazer. Eu soube. Simplesmente fui dormir!&lt;br /&gt;- Céus, como você é idiota, Vangoberto!&lt;br /&gt;- Ah claro! Já está querendo discutir!&lt;br /&gt;- Não estou discutindo!&lt;br /&gt;- Então está brigando!&lt;br /&gt;- NÃO ESTOU BRIGANDO!!!!&lt;br /&gt;- Certo. Daqui a pouco vai bancar a dona da razão!&lt;br /&gt;- Mas eu não...&lt;br /&gt;- Ah, vai negar agora??&lt;br /&gt;- Só estou dizendo o que penso!!!&lt;br /&gt;- E você pensa que sou um merda!&lt;br /&gt;- Eu não disse isso!&lt;br /&gt;- Mas pensou!&lt;br /&gt;- Não pensei!&lt;br /&gt;- Já está negando de novo?&lt;br /&gt;- Ora seu...&lt;br /&gt;Sarah pulou em Vangoberto e ambos começaram a trocar tapas. Se bem que Vangoberto não era covarde, então só apanhou.&lt;br /&gt;- MAS QUE PORRA É ESSA, VANGOBERTO? TRAINDO MINHA FILHA? – gritou Marikota.&lt;br /&gt;- Não é nada disso! Não vê que estou apanhando?&lt;br /&gt;- Pois então! Só minha filha pode te bater! Ou ela, ou eu!&lt;br /&gt;- Aaaargh!! Vocês são malucas! E isso aqui é o inferno!!! – e Vangoberto se afastou por durante toda a tarde.&lt;br /&gt;A noite caiu, as estrelas brilhavam, o mar batia na praia, os vaga-lumes dançavam no ar alegremente... e Vangoberto dormia. Dormia um sono profundo, um sono gostoso... abraçado com Sarah e Marikota, que aqueciam um ao outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;NÃO PERCAM O PRÓXIMO EPISÓDIO, ONDE VANGOBERTO DESCOBRE MAIS DUAS PESSOAS NA ILHA!!!!.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;SEU CHEFE...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;- Vangoberto, seu paspalhão! Então você está aqui? Já fez os relatórios?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;E MARGARÉTI, SUA PRIMA BURRA (TOTALMENTE CLICHÊ)...&lt;br /&gt;- Vermelho pra mim é a cor mais bonita do alfabeto!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #993300;"&gt;IT´S A BIG TROUBLE RUMBLE IN PARADISE&lt;/span&gt; - Todas as sextas, na TV C?RO.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4501611592243786980?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4501611592243786980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4501611592243786980&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4501611592243786980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4501611592243786980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2012/01/vale-pena-ler-de-novo-its-big-trouble.html' title='Vale a pena ler de novo - It´s a Big Trouble Rumble in Paradise'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2877108113597435108</id><published>2012-01-06T07:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T17:15:30.084-02:00</updated><title type='text'>A Última Batalha Acima das Nuvens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Inspirado em imagem formada por nuvens, vista por Ciro M. Costa&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2_lrqNqbwKI/Twa_VjDzQHI/AAAAAAAAAq4/qqSjWXUP8c0/s1600/nuvens.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-2_lrqNqbwKI/Twa_VjDzQHI/AAAAAAAAAq4/qqSjWXUP8c0/s320/nuvens.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguinte história foi contada pela mestra Dayka Nikki ao guerreiro Matso Hatso, pouco antes deste último sair em busca de suas próprias lágrimas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"As batalhas acima das nuvens aconteceram há muito tempo atrás, em época bem antes de se inventarem as mitologias. Mas a história a seguir não é nenhum mito. Em um lugar inacessível, acima das nuvens, existiram vilarejos e pessoas como nós. E no meio disso tudo, dois gigantes chamados Cesarte e Fanzuh.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém nunca soube de onde eles surgiram e porque estavam sempre em guerra. Cesarte, guerreiro em sua armadura e seu cavalo, sempre respondendo pela ordem e pela justiça. E Fanzuh, criatura símia e abominável, acusada de destruir vilarejos e matar pessoas inocentes. Felizmente, para os mais fracos, Cesarte parecia dedicar sua vida à defendê-los sempre que possível. Muitas vezes o mesmo teve dificuldades e já muito foi jurado que desistiria de sua função, mas isso nunca aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cesarte também nunca falhou, quando se tratava de derrotar Fanzuh. Sempre que este último era avistado por algum vilarejo, lá estava o guerreiro para lutar e derrotar o chamado 'gorila gigante'. Casas eram destruídas e pessoas eram mortas no meio das batalhas, mas Fanzuh era sempre derrotado. Derrotado, para mais tarde retornar e outras batalhas recomeçarem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É certo que muitos se perguntavam por que Fanzuh nunca fora morto por Cesarte. Se o monstro assim o fosse, a paz reinaria no reino dos céus. Teria, afinal, algum dia, um fim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal pergunta talvez fosse respondida, naquele dia, em que Fanzuh convocou Cesarte para uma última batalha. No começo Cesarte achou estranho e até relutou um pouco, mas pressionado pelos aldeões de vários lugares, preparou-se e compareceu ao local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À beira de uma nuvem, Fanzuh lá estava, aguardando pacientemente o guerreiro. Mas o mais estranho de tudo, era o posicionamento do monstro. O mesmo estava bem na borda da nuvem, de tal forma que se desse um passo em falso, cairia dela e sua morte seria certa. Vendo isso, Cesarte redobrou seu cuidado, pois obviamente se tratava de algum tipo de armadilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabia que demoraria, mas que cedo ou tarde viria. - disse Fanzuh, pacientemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Criatura diabólica, o que quer afinal? - perguntou Cesarte com fúria nos olhos, e seu cavalo parecia compartilhar do mesmo sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se dissesse a você que apenas quero conversar pela última vez, você acreditaria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E desde quando fazemos isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que me lembre, nunca tivemos tempo pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro, você só tem tempo de aterrorizar pessoas e destruir casas. Mas acho que já está na hora de acabar com isso. Relutei muito, mas creio que já é hora de matar você, Fanzuh.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E posso perguntar por que relutou, se era algo óbvio a se fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por que não achava justo acabar com um ser bestial como você. Talvez você nunca tivesse culpa de ser assim, só estava agindo por instinto. Infelizmente, um instinto assassino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Interessante você falar desse jeito. Faz realmente muito sentido. Mas, é claro, ambos sabemos que está mentindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O quê? Como ousa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&amp;nbsp;Você é tão assassino quanto eu. Ou vai dizer que não sabia que vidas estavam sendo tiradas enquanto batalhávamos 'bestialmente'? Quantas vezes me derrubou no chão, provocando destruição em vilarejos inocentes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Foi preciso! Eu tinha que deter você, sua ameaça...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acho que combater uma ameaça, sendo mais inteligente que ela, o torna tão bestial quanto ela. Já reparou que nunca cheguei a invadir realmente uma vilarejo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como não??? Está mais insano do que é??&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sempre estive passando pelos arredores, mas no final era praticamente arremessado nas casas por você, Cesarte. Na verdade, nunca ameacei ninguém. Você e todas essas pessoas é que acabavam me julgando pelas aparências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cesarte não respondeu. Parecia pensar. Não queria, mas tinha que dar um pouco de razão ao monstro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já pensou se o grande vilão não era o tempo todo, você? - perguntou Fanzuh.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oras, não seja ridículo, símio insolente! Se era tão inocente assim, por que nunca me disse nada? Por que sempre concordou em batalhar comigo e destruir todos esses lares??&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque sempre tive raiva de você, guerreiro! Foi aí que eu errei. Me deixei levar pelas emoções, e lá estava eu tentando te matar. Mas reconheço isso, não se preocupe. Foi pra isso que o chamei aqui hoje. - dito isso, Fanzuh deu um meio passo pra trás, como se ameaçasse cair propositalmente pela nuvem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas que tipo de armação é essa? - perguntou Cesarte, apontando sua espada. - Seja o que for, não serei idiota de...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, Cesarte! Isso é realmente o que está parecendo. Estou a ponto de acabar com nossos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você não teria coragem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É aí que se engana. Tenho mais coragem do que imagina. Coragem suficiente para admitir meus erros e pedir perdão para a humanidade. Acabando com minha própria vida, darei uma oportunidade a essas pessoas de um novo modo de pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nunca ouvi nada tão absurdo em toda a minha existência!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, absurdo. Mas também necessário. Adeus, Cesarte! Boa sorte em vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim, o símio gigantesco, com amenidade nos olhos e leveza no coração, deu mais um passo pra trás e teve sua histórica queda e morte. Tal feito teria sido relatado por um homem que presenciara tudo, e mais tarde teria contado ao seu rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à Cesarte, permaneceu ali, imóvel. Sabia sim, que no fundo, aquilo não era nada bom. Ele que sempre se julgara justo, agora não se sentia assim. E assim como se sentia necessário à humanidade, agora também se sentia o contrário. Afinal, com quem agora batalharia? Como viver em um mundo em que se era o único titã ainda vivo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Maldito Fanzuh! Não é justo que tenha feito isso!! Maldito!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz-se que dias depois Cesarte matou seu próprio cavalo, e em seguida se matou, deixando dúvidas acima das nuvens se era herói ou vilão (uma vez que a morte do suicídio de Fanzuh já havia se espalhado).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à Fanzuh, seu corpo caiu na terra, vindo a ser enterrado pelas forças da natureza. Anos depois, no local de seu descanso, surgiram da terra os primeiros animais símios. Estes últimos, seres que eram semelhantes aos seres humanos, para nos lembrar que, apesar das aparências, outros seres podem ser tão heróis ou vilões como nós."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2877108113597435108?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2877108113597435108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2877108113597435108&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2877108113597435108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2877108113597435108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2012/01/ultima-batalha-acima-das-nuvens.html' title='A Última Batalha Acima das Nuvens'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2_lrqNqbwKI/Twa_VjDzQHI/AAAAAAAAAq4/qqSjWXUP8c0/s72-c/nuvens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6037870689689391113</id><published>2011-11-26T15:04:00.001-02:00</published><updated>2011-11-26T15:30:03.743-02:00</updated><title type='text'>O Diário de Ciro - página 1.328</title><content type='html'>&lt;em&gt;Das páginas do diário que Ciro M. Costa deveria ter escrito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J0JxkC053Ng/TtEcSyuFDEI/AAAAAAAAAqo/CraM9Xib-GA/s1600/top.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-J0JxkC053Ng/TtEcSyuFDEI/AAAAAAAAAqo/CraM9Xib-GA/s1600/top.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante comunicar primeiramente ao leitor que essa história já foi publicada aqui no blog sob outro título. Mas resolvi colocar novamente como parte de meu diário, pois o mesmo nunca seria completo sem esse episódio em minha vida. Portanto, se não quer ler de novo, aguarde o próximo &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. É importante dizer também que a história é verídica, e os nomes foram trocados para preservar a identidade dos mesmos. Porque se eu colocasse seus nomes reais, provavelmente eles teriam que&lt;em&gt; trocar&lt;/em&gt; de RG...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, eu simplesmente odiava&amp;nbsp;alguém fazia &lt;em&gt;aquilo&lt;/em&gt; com o carro (e ainda odeio). Não que não fosse divertido, mas eu sabia que um dia ia dar merda. Eu sabia. E deu mesmo. Se todas as merdas que o primo Breno fazia virassem &lt;em&gt;bosta&lt;/em&gt; de verdade, com certeza aquela seria uma boa hora de dar a descarga. Nosso bom e velho amigo, "Breno Top Gear"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele havia sido um dia cheio. Sabe aqueles dias onde acontece de tudo? Toda hora surge um problema e parece que seu cérebro não vai ter sossego enquanto não chegar a hora de dormir? Pois esse era um dia daqueles. E parece que quanto mais coisas acontecem, mais coisas acontecem. E aquele acontecimento foi um grande acontecido, pois eu nunca imaginei que acontecesse o que aconteceu e nem o que aconteceria depois de acontecer. Mas acontece que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele dia, eu precisava buscar um terno na casa de meu irmão. Era o dia de nossa missa de formatura e eu ainda não havia alugado roupa nenhuma. Estive na casa do primo Breno Top Gear para acertar alguns detalhes da festa e comentei sobre o tal terno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu te levo lá! – disse Breno Gear prontamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei uma boa idéia, afinal, eu não tinha carro na época.&amp;nbsp;Sem ter o que fazer, o primo Fábio (irmão do primo Top, conhecido como o ‘Químico Jóinha’) também nos acompanhou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então fomos os três no carro. Naqueles tempos, meu irmão morava em um condomínio perto da universidade, então tivemos que atravessar um trecho ‘cabuloso’ da cidade pra chegar lá. Um trecho onde uma perigosa descida terminava, dando início a uma perigosa subida. E, o mais engraçado de tudo, é que era a mesma coisa pra voltar! Já pensaram nisso? Se você vai a um lugar onde tem uma descida primeiro, depois uma subida... vai ser a mesma coisa quando voltar! Não é demais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, o caso é que, quando voltamos, Top Breno veio acelerando na descida. Ele era seguro de si. Veio ‘no gás’ e, no meio do caminho, um moleque atravessou a rua. Bom, na verdade, ele já havia atravessado, mas primo Gear, em um gesto de pura sacanagem (de leve, só pra arrancar umas risadinhas da galera) virou o volante pro lado do menino, e novamente virou pra rua. Um erro fatal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigos e amigas, o que veio depois pareceram horas, mas aconteceram em segundos. O carro saiu totalmente de controle, vindo a ‘patinar’ pela pista. Esquerda, direita, esquerda, direita... e o Gear Breno não conseguia controlá-lo. Virar? Frear? Acelerar? Foi tudo muito rápido pra que ele raciocinasse. De todas as 'costuras' com o carro, acho que aquela foi a menos divertida que ele fez em toda a sua vida. Eu, sentado no banco da frente, apenas tive tempo de falar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Filhããão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Químico Jóinha, que estava no banco de trás, apenas se segurou no banco. Pois uma coisa nós 3 tínhamos certeza: o carro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; bater. Só não sabíamos onde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas descobrimos rápido. Assim que viu uma casa com um muro pra lá de vagabundo, o carro entrou com tudo. &lt;strong&gt;CATRRAAAAASH!!!!&lt;/strong&gt; Era o fim da linha. &lt;em&gt;Game Over&lt;/em&gt;, Top Gear!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda me lembro nitidamente da cena do muro se desmaterializando na nossa frente. Parecia coisa de cinema. O muro deu lugar à imagem de uma porta aberta e uma senhora em uma cadeira de rodas que, junto com a família, assistia à TV na hora do almoço. Imagine, você está em sua casa com a família, assistindo &lt;em&gt;Globo Esporte&lt;/em&gt;, quando, de repente, você é surpreendido por um carro batendo e destruindo seu muro. Não deve ser legal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dona da casa, uma senhora de seus 76 anos e 5 meses veio nos acudir. Lembro-me do Químico Jóinha dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calma, Gear Breno! Vamos resolver tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, resolveram mesmo, como as coisas devem ser resolvidas sob olhares de vizinhos curiosos: discussões, orçamentos, polícia, bombeiros, guincho... eu sei que a coisa toda ficou tão cara, que Breno Top e Fábio Químico tiveram que gastar todo o dinheiro do acerto (ambos haviam acabado de sair de duas empresas, tendo recebido uma boa grana).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente, ninguém se machucou naquele dia (com exceção do muro, que morreu esquartejado). Mas as pessoas daquela rua devem comentar o fato até hoje. Não é algo que acontece todos os dias. Ou é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o mais engraçado disso tudo, era a cadeira de rodas. Ela ficou lá sozinha, na porta da casa, terminando de assistir o &lt;em&gt;Globo Esporte&lt;/em&gt;. E a senhora antes sentada nela, estava ali, em pé, diante de nós, somando todos os prejuízos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deve ter sido &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; um grande susto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6037870689689391113?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6037870689689391113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6037870689689391113&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6037870689689391113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6037870689689391113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/11/o-diario-de-ciro-pagina-1328.html' title='O Diário de Ciro - página 1.328'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-J0JxkC053Ng/TtEcSyuFDEI/AAAAAAAAAqo/CraM9Xib-GA/s72-c/top.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4257341306011426228</id><published>2011-08-12T07:48:00.002-03:00</published><updated>2011-08-12T07:53:18.798-03:00</updated><title type='text'>Uma Aventura das Arábias!!!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Trazido por Ciro M. Costa, originalmente publicada no blog ‘Faleciro’ &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639920199761418050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-uaEGVKapqoo/TkUFikRUV0I/AAAAAAAAAqQ/l9lh8kxLDvg/s320/L%25C3%25A2mpada.JPG" /&gt; Há muitos e muitos anos atrás, dois amigos (Tiárlie e Diônatam) saíram super empolgados para procurar novas aventuras ao redor do mundo. Sim, pois isso é que é o emocionante de estar vivo: procurar por novas aventuras! E aqueles dois sabiam muito bem disso! Rá! E como sabiam!&lt;br /&gt;Além de tudo, nossos amigos sabiam também onde procurar essas novas aventuras...&lt;br /&gt;- Ei, Tiárlie! Já chegamos no deserto!&lt;br /&gt;- Uau, Diônatam!! Então vamos viver uma grande aventura de verdade?&lt;br /&gt;- É claro que sim! E será uma aventura das Arábias!&lt;br /&gt;- Céus! Uma aventura das Arábias! E o que estamos esperando??&lt;br /&gt;- Uhúúú!!&lt;br /&gt;E foram à procura de uma nova aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dias de muita correria e aventuras no deserto. Corridas com camelos, lutas de espadas, resgates de odaliscas seqüestradas, tempestades de areia... tudo o que exige uma boa “aventura das Arábias”.&lt;br /&gt;- Uau! Estou adorando essas aventuras das Arábias, Tiárlie!&lt;br /&gt;- Eu também, Diônatam! Ei! Que tal vivermos outra aventura?&lt;br /&gt;- Depende! É uma aventura das Arábias?&lt;br /&gt;- É claro que sim!&lt;br /&gt;- Então, conte comigo!!!&lt;br /&gt;E lá se foram novamente.&lt;br /&gt;- Uau! Veja aquilo, Diônatam! Parece um sultão!&lt;br /&gt;- Estou vendo, Tiárlie, e onde há sultões...&lt;br /&gt;- ...HÁ UMA AVENTURA DAS ARÁBIAS!!! – Disseram, em uníssono.&lt;br /&gt;Assim que se aproximaram do sultão, este logo saiu correndo, deixando suas coisas caírem no chão. Com certeza, era mais um daqueles sultões covardes que estamos acostumados a ver pelas ruas todos os dias. Nada de novidade.&lt;br /&gt;- Droga! – Lamentou Tiárlie. – Perdemos uma bela aventura das Arábias agora!&lt;br /&gt;- É verdade! Mas como íamos adivinhar que era apenas mais um sultão covarde?&lt;br /&gt;- Tem razão! Ei, veja! Ele deixou cair algo!&lt;br /&gt;- Sim! Parece ser uma... uma lâmpada mágica!&lt;br /&gt;- Rá! Aventuras das Arábias, aí vamos nós!!!!&lt;br /&gt;Tiárlie pegou a lâmpada e a esfregou. Como já é batido nessas histórias, um gênio apareceu.&lt;br /&gt;- Vocês têm direito à 3 desejos! – Disse o gênio.&lt;br /&gt;Novamente, em uníssono, Diônatam e Tiárlie disseram:&lt;br /&gt;- QUEREMOS VIVER 3 AVENTURAS!!!&lt;br /&gt;- Uma aventura das Arábias? – Perguntou o gênio.&lt;br /&gt;- ISSO MESMO!!!&lt;br /&gt;- Uau! Posso ir com vocês??&lt;br /&gt;- É CLARO QUE SIM!!!&lt;br /&gt;- Uhúúúú!!!&lt;br /&gt;E lá se foram os três, viver mais fantásticas e inesquecíveis aventuras das Arábias. Nada era o limite para eles! Suas aventuras eram tão empolgantes que mais e mais pessoas foram se juntando ao grupo. Criaram até um grito de guerra:&lt;br /&gt;- AVENTURA DAS ARÁBIAS, HAI HOU!!!&lt;br /&gt;E lá iam viver outra aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passaram e, como todo mundo, Diônatam e Tiárlie ficaram velhos. Velhos, mas não cansados.&lt;br /&gt;- Diônatam! Estamos velhos! O que vamos fazer?&lt;br /&gt;- Oras, Tiárlie! Continuar com nossas aventuras!&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Eu já lhe mostro! Ei! Gênio da lâmpada! Pode nos fazer ficar novos novamente?&lt;br /&gt;- Depende. – disse o gênio – Vamos continuar com nossas aventuras das Arábias?&lt;br /&gt;- É claro que sim!&lt;br /&gt;- Então, novos vocês vão ficar!&lt;br /&gt;ZZZZZAAAAAAPPP!!!!&lt;br /&gt;E novamente começaram as aventuras das Arábias! Uma nova era, um novo tempo os aguardava! E aquilo estava ficando cada vez mais emocionante! Era sempre uma aventura das Arábias diferente, a cada dia. Qualquer um no mundo adoraria estar naquele grupo. Bobo de quem os via e não se juntava a eles. Viver uma aventura das Arábias é que é vida!!! Uau!!! Querem saber?? Eu também estou indo nessa!!! Tchau para vocês!! Eu vou viver uma AVENTURA DAS ARÁBIAS!!!! Diônatam! Tiárlie!! Esperem por mim!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ELE É MAIS SABOROSO!!&lt;br /&gt;ELE TE DEIXA MAIS EMPOLGADO!&lt;br /&gt;SEU EFEITO DURA &lt;em&gt;BEM MAIS&lt;/em&gt; DO QUE OS OUTROS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;ENERGÉTICO&lt;/span&gt; POWER TOWER&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;!!!!&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;O ENERGÉTICO DOS AVENTUREIROS&lt;/span&gt;! &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4257341306011426228?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4257341306011426228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4257341306011426228&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4257341306011426228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4257341306011426228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/08/uma-aventura-das-arabias.html' title='Uma Aventura das Arábias!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uaEGVKapqoo/TkUFikRUV0I/AAAAAAAAAqQ/l9lh8kxLDvg/s72-c/L%25C3%25A2mpada.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-5367504255949412360</id><published>2011-08-05T07:36:00.003-03:00</published><updated>2011-08-05T07:41:10.857-03:00</updated><title type='text'>O caso da Página 140</title><content type='html'>&lt;em&gt;Continuação de “O caso da Página 139”, também de Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637319836891388114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-U04DwxpPV7o/TjvIhhssmNI/AAAAAAAAAqI/7ErLLZPeWz4/s320/P%25C3%25A1gina%2B140.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- NÃO!! NÃÃO!! NÃÃÃÃÃÃÃOOOO!!! PELO AMOR DE DEUS!!!!!! ALGUÉM NOS AJUDE!!!!! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOO!!! AAAAAAAAAHHH!!&lt;br /&gt;- O que é isso, Joriel? Pra quê tanto escândalo?&lt;br /&gt;- Hein? O que? Como? Ainda estamos aqui? DEUS EXISTE!!! OBRIGADO!!!! OBRIGAAAAAADO!!! AAAAAAH!!!!!!&lt;br /&gt;- Claro que estamos aqui. Aconteceu o óbvio!&lt;br /&gt;- O que é óbvio que nem percebi?&lt;br /&gt;- Uma folha tem dois lados. Estávamos na página 139. O que há atrás da página 139? A página 140. Acabei esquecendo disso.&lt;br /&gt;- Então nossa história continua...&lt;br /&gt;- ...até o fim dessa página. Depois, não tem mais jeito! Estaremos acabados!&lt;br /&gt;- Talvez não, Tanton! Quem sabe há outras folhas pregadas junto a essa?&lt;br /&gt;- Acho meio difícil. Em todo caso, vou lá embaixo olhar uma coisinha que está me intrigando. Já volto.&lt;br /&gt;E, como mágica, lá se foi Tanton para o fim da história, para depois retornar pra cá, com algo em sua memória...&lt;br /&gt;- É, não tem jeito. Lá está escrito FIM bem grande.&lt;br /&gt;- Droga!&lt;br /&gt;- É! Mas não deixei barato não! Falei uma frase com palavrão do lado dele, pra esses leitores largarem de ser bobos! Hahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Mesmo?&lt;br /&gt;- Sim. Mas não deu pra falar tudo, senão o FIM me pegava.&lt;br /&gt;- Espere aí, Tanton! Você lembrou de algo importante! Há leitores aí! Talvez eles possam nos ajudar, parando de ler isso! Assim, não teremos um FIM! Ei, leitor! Pare de ler, agora!! Pelo amor de Deus! Vá cuidar de sua vida!!! Salve-nos!!!&lt;br /&gt;- Santa ingenuidade, Joriel! Até parece que ele vai parar de ler! Ele quer é que a gente se &lt;em&gt;exploda&lt;/em&gt;, meu amigo! Tá doido pra ver o FIM disso tudo!&lt;br /&gt;- Não! Eu ainda tenho esperanças! LEITOR! LEITOR!!! SALVE-NOS!!! PELO AMOR DE NOSSA SENHORA DOS SANTOS DO CÉU DE MARIA CRISTINA DE BENAVENTANA DOS ÚLTIMOS DIAS DA SANTA CEIA DA IMACULADA SANTÍSSIMA PEREGRINA DE SÃO SEBASTIÃO PADROEIRO DA ROMARIA DO APOCALIPSE!!!!&lt;br /&gt;- Cara, você realmente está precisando de um tratamento! Primeiro, queria me matar, agora, na virada da página, voltou maluco!&lt;br /&gt;- Leitor! Leitora! Parem!!! Vão fazer algo útil em suas vidas! Sabiam que várias pessoas morrem enquanto vocês lêem isso? Vão salvá-las!&lt;br /&gt;O desespero de Joriel era visível, enquanto Tanto pensava em outro nível.&lt;br /&gt;- Ora, ora, ora... mas é claro! – disse Tanton. – Como não pensei nisso antes?&lt;br /&gt;- O que foi? Tenho mesmo razão? O leitor vai nos ajudar?&lt;br /&gt;- Nada disso! Há outro ser na mesma situação que a gente aqui! Ele vai ter que nos ajudar, senão irá pro buraco junto! Não é, narrador???&lt;br /&gt;De repente, os personagens começaram a falar comigo. Estariam pensando ser o narrador um amigo?&lt;br /&gt;- Não se faça de besta!! Ajude-nos aqui! Você também está nessa barca furada!!&lt;br /&gt;Tanton, não precisa gritar, não sei como posso lhe ajudar.&lt;br /&gt;- Quem escreveu essa página?? Quem escreveu toda essa história??&lt;br /&gt;Ninguém importante, apenas um escritor de &lt;em&gt;bosta&lt;/em&gt;. Se quer seu nome, é &lt;em&gt;Ciro M. Costa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Ei, leitor, aposto que já faz algum tempo que não vai ao banheiro...&lt;br /&gt;- Quieto, Joriel! Estou negociando com o narrador. Amigo, há algum jeito de falar com esse escritorzinho medíocre e desleixado que deixas suas páginas por aí?&lt;br /&gt;Não tenho mais contato com este ser desleixado. Só faço o que me pediu, quando fui contratado.&lt;br /&gt;- Mas que droga! Ajude-nos, narrador! O FIM está próximo! Literalmente!&lt;br /&gt;- Leitor, parece que ouvi um barulho aí do lado de fora. Não quer verificar? Esses ladrões hoje em dia estão abusados, viu?&lt;br /&gt;- Narrador? Responda!&lt;br /&gt;- Olha só, leitor, essa posição em que você está sentado provavelmente lhe trará sérios problemas de coluna. Vá caminhar um pouco.&lt;br /&gt;- Narrador, não nos abandone!&lt;br /&gt;- Sabiam que várias pessoas já morreram de combustão espontânea, enquanto estavam sentadas lendo alguma coisa?&lt;br /&gt;- NARRADOR!!!!&lt;br /&gt;- Leitores deveriam ler uma notícia, ou algo mais educativo, não essa baboseira que um tal de Ciro andou escrevendo. É o fim da picada, né? Hein? Fala pra mim! Fala aqui no meu ouvido! Fala que... hum.. espere aí... Fim? Tanton, você disse que viu o FIM lá embaixo??&lt;br /&gt;- Sim, e ele está chegando mais perto!&lt;br /&gt;- Ué!? Então essa era a última página do livro em que estávamos? Quer dizer que a coisa toda vai acabar de qualquer jeito?? Que podíamos ter elaborado um final decente??&lt;br /&gt;- Talvez. Mas desconfio que seja outra coisa. Acho que fomos enganados.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Não há mais tempo pra explicar, mas já vai saber. Adeus, Joriel!&lt;br /&gt;- Bem, então... adeus, Tanton!&lt;br /&gt;E assim termina essa história. A história de dois personagens sem sua vitória.&lt;br /&gt;Pensavam fazer parte de uma página de livro qualquer. Mas nem desconfiaram de nada sequer.&lt;br /&gt;Na verdade fizeram parte apenas de um conto. Um conto de duas páginas, e pronto!&lt;br /&gt;Um conto que contou a história de dois rapazes, talvez loucos na medida. E que achavam fazer parte de uma grande história, já perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que bela merd&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;"&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-5367504255949412360?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/5367504255949412360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=5367504255949412360&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5367504255949412360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5367504255949412360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/08/o-caso-da-pagina-140.html' title='O caso da Página 140'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-U04DwxpPV7o/TjvIhhssmNI/AAAAAAAAAqI/7ErLLZPeWz4/s72-c/P%25C3%25A1gina%2B140.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6308753500027941828</id><published>2011-07-29T07:29:00.003-03:00</published><updated>2011-07-29T07:32:54.249-03:00</updated><title type='text'>O caso da Página 139</title><content type='html'>&lt;em&gt;Arrancada de um dos livros de Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; DISPLAY: block; HEIGHT: 337px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634719860098669506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4DuGPyaiFho/TjKL29YFG8I/AAAAAAAAAqA/l6BQ3ZpCjC4/s320/P%25C3%25A1gina%2B139.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o vento por vez acabou, uma folha de papel na sarjeta pousou. Tratava-se de uma página arrancada de um livro qualquer, sem se saber o motivo sequer. Se querem saber o que ali foi dito, basta ler o que foi abaixo escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...então o guerreiro Joriel, com sua Espada Haryma, do guerreiro Tanton ficou acima. Estava prestes a vencer a batalha, Tanton finalmente ele mataria, mas esse último, o ato interromperia:&lt;br /&gt;- Espere aí, Joriel! Dá um tempo aí, cara!&lt;br /&gt;- Não, Tanton! Esperei muito tempo por esse momento!&lt;br /&gt;- Peraí, benzinho! Olhe aquilo lá em cima!&lt;br /&gt;- Não vejo nada, estou de costas pra lá!&lt;br /&gt;- Pare aí!!! – então, de supetão, Joriel no ar Tanton jogou, e o mesmo foi pro chão.&lt;br /&gt;- Droga! O que há?&lt;br /&gt;- Lá! Está vendo?&lt;br /&gt;- Não vem com essa! Está só adiando sua morte, Tanton!&lt;br /&gt;- Tá, tá. Pode me matar, mas primeiro olha lá pra cima! Estou no chão, não posso fugir e nem te enganar, meu!&lt;br /&gt;- Hum... está bem. Deixe-me ver... “quando o vento por sua vez acabou... página arrancada de um livro qualquer... basta ler o que foi abaixo...”. Ué, não vejo nada de mais!&lt;br /&gt;- Leia de novo a parte da “página arrancada”!&lt;br /&gt;- Hum... eu não sei o q... ESSA NÃO!!!&lt;br /&gt;- Percebeu, né? Estamos fora da história, Joriel! Uma mera página arrancada! E agora, o que faremos?&lt;br /&gt;- Ué!? E temos que fazer alguma coisa?&lt;br /&gt;- É claro que sim, benzinho!!! Estamos no meio da história, assim que a página acabar, tudo se encerra!&lt;br /&gt;- Bem, então vamos continuar de onde paramos. Eu te mato, e a história se conclui. Fim!&lt;br /&gt;- Você só pode estar louco! Que eu me lembre, você é o vilão! Eu sou Tanton, o guerreiro imortal e herói! Não posso morrer!&lt;br /&gt;- Certo. Primeiro, esse papo de “imortal” é uma besteira que você inventou. Segundo, nas histórias de hoje não existe mais essa de “o herói não pode morrer”. E, terceiro e último: como sabe se sou vilão e você é o herói, se não temos as páginas anteriores??&lt;br /&gt;- Idiota! Eu sei disso, porque... porque o... o... o rei... o rei lá, como é que chama?&lt;br /&gt;- Que rei?&lt;br /&gt;- O rei lá, bobo! O nome dele... o... o coisinha lá, gente! Tá na ponta da língua...&lt;br /&gt;- Que rei nada! Admita, Tanton, a única coisa que sabemos são nossos nomes, mesmo assim porque o narrador citou no início da página!&lt;br /&gt;- Tá bom! Mas o que faremos agora? Já passamos da metade dela!&lt;br /&gt;- É como disse: deixa eu te matar pra...&lt;br /&gt;- Que matar o quêêê, chapinha!!! Sai dessa!!! Você tem problema, meu amigo!!! Vai se tratar, caaaara!!!&lt;br /&gt;- Mas eu somente...&lt;br /&gt;- Tenha santa paciência, Joriel! Vamos pensar aqui! O que faremos da vida depois que a página acabar?? Hein? Hã?&lt;br /&gt;- E eu lá vou sab... espere! Já sei! Já sei! Vamos ficar aqui quietos, assim a história não se desenvolve.&lt;br /&gt;- Boa idéia! Vamos ficar calados, assim não há mais linhas.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;E por alguns segundos, mudos os guerreiros ficaram, enquanto no céu as estrelas brilharam.&lt;br /&gt;- Ei!? – disse Joriel. – O que foi isso?&lt;br /&gt;- Droga! É o narrador! Ele fala enquanto a gente fica quieto!!&lt;br /&gt;- Nunca pensei que existisse narrador sacana.&lt;br /&gt;- Sacana e fresco, pois quer narrar tudo rimado!&lt;br /&gt;- Éééé... aí fica difícil! Só com essa frase dele e os “três pontinhos” lá em cima já foram mais de duas linhas! Aliás, pra quê serviram?&lt;br /&gt;- Deve ser para dar uma idéia de pausa, ou sei lá! Isso não é importante agora! O final da folha já está quase chegando!&lt;br /&gt;- Ai, Tanton! Estou ficando com medo!&lt;br /&gt;- Ué, você não é o guerrerinho assassino??&lt;br /&gt;- Não, não!! Eu não sei quem sou! Não sei o que fiz! Não sei o que vou fazer!! Quero sair daqui!!! Não quero mais ser personagem!!!&lt;br /&gt;- É um pouco tarde pra isso, colega! Olha aí! Estamos no fim de uma história sem conclusão! Adeus, Joriel!&lt;br /&gt;- Não! Não podemos acabar assim! Eu vou pegar minha espada e matar você!&lt;br /&gt;- Agora é tarde. A página acabou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SERÁ?? ESTEJA AQUI NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6308753500027941828?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6308753500027941828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6308753500027941828&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6308753500027941828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6308753500027941828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/07/o-caso-da-pagina-139.html' title='O caso da Página 139'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4DuGPyaiFho/TjKL29YFG8I/AAAAAAAAAqA/l6BQ3ZpCjC4/s72-c/P%25C3%25A1gina%2B139.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2369884198478617004</id><published>2011-05-13T16:13:00.001-03:00</published><updated>2011-05-13T16:18:23.800-03:00</updated><title type='text'>O Diário de Ciro – Página 1.509 – A ‘chinela’ cantora</title><content type='html'>&lt;em&gt;Da auto-biografia não autorizada de Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606282085686220178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--aLU2ah0jdM/Tc2D2oP2lZI/AAAAAAAAAp0/KLMfDG5YogA/s320/Chinela.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois que comecei a morar sozinho, percebi (depois de um certo tempo) que se não comprasse ou fizesse minha própria comida, passaria fome. Engraçado que antigamente não tinha que fazer isso, e a comida simplesmente aparecia na mesa! E, pasmem: pronta, com pratos e garfos!! É ou não é algo incrível? Pois é. Mas agora as coisas eram diferentes. Agora, se não tomo providência, apanho da vida.&lt;br /&gt;Interessante como algumas palavras nos remetem certas imagens. A palavra APANHAR por exemplo, me lembra uma mulher zangada gritando e me dando chineladas a torto e a direito. Bons tempos aqueles, em que só apanhava de minha mãe (jamais pensei que fosse dizer isso)! Como diziam, a “chinela cantava bonito”! Hits como “por favor!”, “não fui eu!”, “socorro, ai, ai, ai!” e “prometo que não faço mais isso!” faziam parte do repertório de sucessos da tal chinela cantante.&lt;br /&gt;E a coisa não era só comigo. César e Caio (meus irmãos mais novos) também adoravam entrar nessa &lt;em&gt;dança&lt;/em&gt;. Revezávamos sempre: em um dia, apanhava Ciro. No outro, apanhavam Caio e César. No outro, Ciro e César. No outro, só Caio. No outro, Ciro e Caio... e assim por diante. Éramos bastante organizados.&lt;br /&gt;Mas teve um dia em especial, há muito tempo atrás, em que apanhamos OS TRÊS. Sinceramente, não me lembro o que aprontamos, mas deve ter sido algo MUITO grave! Os três apanharem &lt;em&gt;no mesmo dia, pelo mesmo motivo&lt;/em&gt;? Por Deus, espero que não tenhamos matado alguém! Não me lembro &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;! Em minha mente a coisa começa com nós 3 correndo para o quintal. De repente sai da casa minha mãe e, vendo que não conseguiria nos alcançar e boa estrategista que era, gritou:&lt;br /&gt;- Podem ficar aí! Uma hora vocês vão ter que entrar pra dentro! – (mães adoram redundâncias como “entra pra dentro!”, “sai pra fora” ou “vai apanhar pra doer!”.&lt;br /&gt;Pois é, caros leitores. Assim começou um dos dias mais longos de minha vida. Passamos o dia inteiro do lado de fora, passando fome, sede e vontade de fazer necessidades... tudo para não ter que apanhar. Aqueles três irmãos amigos inimigos e fighteadores entre si, agora estavam unidos por uma única causa. E a dúvida cruel era: &lt;em&gt;quem &lt;/em&gt;entraria primeiro, e &lt;em&gt;quando&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Nem adiantava pensar que a mãe mudaria de idéia, ou que algum arrependimento surgisse de repente. A idéia de que só ficar do lado de fora esperando já era um castigo, então... esta já era descartada de cara. Afinal de contas, era preciso cumprir o prometido. E pobre de meus irmãos! Tive pena deles! Eu já estava acostumado com tais surras (pois sou o mais velho), mas e eles? Como ficaria o seu psicológico? Tive vontade de ir à frente e pedir para apanhar pelos dois.&lt;br /&gt;Está bem! É mentira! Se um apanhasse, era justo que os outros dois também &lt;em&gt;entrassem na dança!&lt;/em&gt; E ali ficamos do lado de fora, tentando decidir quando o pesadelo acabaria. Volta e meia minha mãe saía da casa, e já estávamos longe.&lt;br /&gt;- Podem correr à vontade. Já disse que é inevitável!&lt;br /&gt;Não desejo tal pressão psicológica nem pro meu pior inimigo. Estávamos tão abalados com aquilo, que ficamos bonzinhos uns com os outros, sempre com gentilezas, talvez pensando que aquilo amenizasse a situação.&lt;br /&gt;Mas depois de 67 horas de sofrimento, o dia estava finalmente chegando ao fim. O sol começava a se pôr no horizonte, livre e de consciência tranqüila para ir onde quisesse, sem se preocupar em levar chineladas... enquanto estávamos lá, os três, tentando ainda decidir.&lt;br /&gt;- Não adianta! Vamos acabar logo com isso!&lt;br /&gt;- Então vai na frente!&lt;br /&gt;- Já sei, vamos entrar os três juntos, assim ela fica indecisa!&lt;br /&gt;- Não! Vamos entrar em grupos de dois.&lt;br /&gt;- Mas se um grupo entrar de dois, sobra só um grupo de um!&lt;br /&gt;- Então vamos um de cada vez.&lt;br /&gt;- Não! Vamos tirar na sorte!&lt;br /&gt;- Ah, quer saber? Eu vou acabar logo com isso!&lt;br /&gt;E lá foi o mais corajoso dos três, Caio, o caçula. Na época o mais franzino, pensei que não iria sobreviver. Mas ele conseguiu. Confesso que não lembro se fiquei admirado ou com dó, quando ele entrou humildemente na sala (minha mãe deveria estar assistindo “A Gata Comeu”) e disse: “estou aqui!”.&lt;br /&gt;Eu e César observamos por uma janela qualquer, mas sem ver nada. Só ouvimos que a coisa começou com vários “PLAFTS”, depois passou para os “AI, AI, AI”, e, por fim, acabou no choro. César que parecia estar concentrado em algo, de repente olhou para mim com os olhos aterrorizados, e disse:&lt;br /&gt;- O Caio levou catorze chineladas!&lt;br /&gt;Éééé... catorze! Ele contou, podem acreditar! Se ele pensou que todos levariam a mesma quantidade, ou se queria fazer uma média de chineladas dividida entre os três, ou se adorava matemática... não faço a mínima idéia! Aquilo não me interessava! Só temia que minha hora estava chegando!&lt;br /&gt;E quando o dia finalmente estava sob penumbra, César decidiu ir também.&lt;br /&gt;- Fazer o quê? – ele disse. – Não tem outro jeito!&lt;br /&gt;Corajoso em segundo lugar. Não é a toa que é o ‘do meio’. Então ele entrou e pensei que fosse a última vez que o veria. Do lado de fora, também pude ouvi-lo se entregar:&lt;br /&gt;- Mãe, estou aqui.&lt;br /&gt;E mais “PLAFTS”, “AI, AI, AI” foram ouvidos. Mas César, bravo que era, não chorou. Simplesmente saiu da casa para me dizer:&lt;br /&gt;- Levei sete!&lt;br /&gt;Foi aí que comecei a me interessar pelos números. Pela lógica, se Caio levou 14 chineladas e César somente 7, então eu, com certeza, levaria somente uma! Não é assim que deveria funcionar?&lt;br /&gt;Bom, devo dizer que mesmo assim, não queria me entregar. Fossem 1 ou 1000 chineladas, a coisa ia doer, pois minha mãe não era das que andavam com pantufas. A “chinela” era de uma borracha diferente... um material raríssimo que fazia barulho, esquentava e deixava marcas na pele.&lt;br /&gt;É importante dizer que demorei mais que os outros, resisti bravamente até limite... mas também sucumbi. A mulher tinha razão, não havia escapatória. Era preciso entrar e fazer com que a vida continuasse, doe a quem doer. Entrei pela cozinha já escura, apareci na porta e, como um último soldado em terreno inimigo, me entreguei.&lt;br /&gt;Segundo César, levei 3 chineladas.&lt;br /&gt;Moral da história: Mães são mulheres muito fortes, violentas, cumprem o que falam. Mas são péssimas em Português e Matemática. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2369884198478617004?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2369884198478617004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2369884198478617004&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2369884198478617004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2369884198478617004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/05/o-diario-de-ciro-pagina-1509-chinela.html' title='O Diário de Ciro – Página 1.509 – A ‘chinela’ cantora'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--aLU2ah0jdM/Tc2D2oP2lZI/AAAAAAAAAp0/KLMfDG5YogA/s72-c/Chinela.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7961574221521746993</id><published>2011-05-06T08:16:00.002-03:00</published><updated>2011-05-06T08:21:39.868-03:00</updated><title type='text'>O Homem que foi esquecido pelo Céu</title><content type='html'>&lt;em&gt;Lembrado por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; DISPLAY: block; HEIGHT: 356px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603560753305499218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-C6EJh8HqW_Q/TcPY0PIYNlI/AAAAAAAAAps/0dVlEhquLu4/s320/S%25C3%25A3o%2BBililo.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era mais um dia de rotina no céu. Pessoas recém-morridas chegavam, São Bililo lia um histórico de vida... e era decidido em 1 hora se continuariam ali, ou entrariam pelos portões calorentos do Inferno.&lt;br /&gt;No entanto, esse seria um dia especial. São Bililo não se esqueceria facilmente dele, e nem daquele homem que acabava de chegar.&lt;br /&gt;- Olá.&lt;br /&gt;- Olá. – disse São Bililo. – Qual é seu nome completo?&lt;br /&gt;- Eu sou Rito de Cássio.&lt;br /&gt;- Só um instante...&lt;br /&gt;São Bililo digitou algo em seu notebook. Aquela feição de santo acostumado com a rotina se transformou um pouco.&lt;br /&gt;- Pode repetir seu nome, por favor?&lt;br /&gt;- Rito. Rito de Cássio.&lt;br /&gt;Novamente, digitou mais algumas palavras, e achou ainda mais estranho.&lt;br /&gt;- Engraçado... não consigo achar seu nome aqui. Benzinho, me fala seu nome e não &lt;em&gt;apelido&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Desculpe, mas meu nome é &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; Rito de Cássio.&lt;br /&gt;- Ceeerto, &lt;em&gt;baby boy&lt;/em&gt;. Como se chamava seu pai?&lt;br /&gt;- Priscilo de Cássio.&lt;br /&gt;- Huuum... seu pai consta na lista. Aliás, ele já está aqui no céu há 13 anos. Sua mãe era a Dona Ricarda?&lt;br /&gt;- Isso mesmo!&lt;br /&gt;- É, as informações batem. Mas não consigo encontrar você. Se for o diabo disfarçado querendo entrar aqui, pode esquecer, caboclo!&lt;br /&gt;- Eu não sou o diabo! Sou Rito de Cássio!&lt;br /&gt;- Bom, vou ter que apelar então para os arquivos diretamente da Terra. Vamos ver o que encontro. Já viu quando uma pessoa chega pra você e fala: “Fulano, você não existe, hein?”. Parece ser o seu caso, hahahahahahahhaha!!!&lt;br /&gt;- Era pra rir?&lt;br /&gt;A descontração era somente para disfarçar o medo. Na verdade, esse tipo de coisa nunca havia acontecido no Céu, e São Bililo estava com medo de levar ‘chumbo’ do “pessoal de cima” pela desorganização no cadastro.&lt;br /&gt;- Encontrei! – disse São Bililo, um pouco aliviado. – Você tinha &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; e chegou a postar algumas coisas no &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;. Vai continuar usando ou posso fechar a conta aqui?&lt;br /&gt;- Depende. Vou poder continuar usando?&lt;br /&gt;- Só para ler, sem postar nada.&lt;br /&gt;- Então pode fechar.&lt;br /&gt;- Senha?&lt;br /&gt;- Rito3955.&lt;br /&gt;- Hum... prooonto, balofinho! É estranho, você tem muitos arquivos na Terra... mas no meu sistema não consta NADA! Nem seu nascimento, sua árvore genealógica, seu falecimento... parece que você foi esquecido pelo Céu!&lt;br /&gt;- Nossa! Não sei se fico surpreso ou decepcionado com vocês! Como podem me esquecer? &lt;em&gt;Justo&lt;/em&gt; eu?&lt;br /&gt;- Por que? O que fez de tão especial, gordinho sapeca?&lt;br /&gt;- Oras, eu sempre fui uma pessoa honesta, trabalhadora e com todas as obrigações em dia! Nunca fiz nada de errado!&lt;br /&gt;- Nada?&lt;br /&gt;- Nada!&lt;br /&gt;- Nada mesmo?&lt;br /&gt;- Nadinha!&lt;br /&gt;- Certo, bacana... – disse São Bililo, com ironia. – Deixe-me ver aqui... você era pedreiro. É isso?&lt;br /&gt;- Sim, e dos bons!&lt;br /&gt;- Realmente. Aqui consta que você era um pedreiro bastante honesto. Sabia calcular perfeitamente a quantidade de cimento e tijolo seria gasto em uma casa. E nunca sobrava nada? Não deixava sequer cair um pingo de cimento no chão??? Espere aí, o arquivo está com algo errado...&lt;br /&gt;- Não senhor! Está tudo certo!&lt;br /&gt;- Ah, pára! Vai falar que nunca fez nada errado em uma construção? Não deixou nem um azulejinho torto???&lt;br /&gt;- Nunca!&lt;br /&gt;- Uma janela fora do lugar, por poucos centímetros?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Um buraquinho na parede, jovem? Só pra entrar formiga?&lt;br /&gt;- Jamais!&lt;br /&gt;São Bililo não acreditava, mas os arquivos não mentiam. Ligou para a filial do Céu na Terra, e eles confirmaram tudo. Foi mais além: ligou para o celular do Diabo, e este disse que também nunca ouvira falar de Rito.&lt;br /&gt;- Uma pessoa tão boa assim, agradeço a Deus por não saber da existência. – disse o chifrudo.&lt;br /&gt;“Pro Diabo agradecer a Deus, então a coisa é séria!”, pensou São Bililo.&lt;br /&gt;- Éééé... – disse ele. – Eu não entendo, ao mesmo tempo que tudo aponta que você esteve na Terra, nada aponta que você exista para o Céu ou Inferno. Como uma pessoa tão boa e honesta pode ter sido esquecida por nós?&lt;br /&gt;- Eu quem deveria perguntar isso. Como podem ser tão desorganizados?&lt;br /&gt;- Não é esse o caso, batutinha! No começo pensei que fosse um erro meu, mas o sistema aqui nunca falha. E pense bem: você foi um pedreiro que sempre fez tudo certinho, sem nunca relaxar ou deixar algum servicinho mal-feito! E além diss... espere aí!!!&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Rá! Achei um deslize seu, garotinho maroto!!!&lt;br /&gt;- Que deslize? Onde?&lt;br /&gt;- Aqui ó! Ó! Espia aqui, bobo! No dia 02 de janeiro de 2011, ó! Você quebrou um tijolo! Rá!&lt;br /&gt;- É verdade... Mas pedi pro dono da casa descontar do meu pagamento!&lt;br /&gt;- Aaaah, então está explicado! Como sempre, o Céu não se enganou!&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Você, realmente, NÃO EXISTE! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7961574221521746993?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7961574221521746993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7961574221521746993&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7961574221521746993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7961574221521746993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/05/o-homem-que-foi-esquecido-pelo-ceu.html' title='O Homem que foi esquecido pelo Céu'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-C6EJh8HqW_Q/TcPY0PIYNlI/AAAAAAAAAps/0dVlEhquLu4/s72-c/S%25C3%25A3o%2BBililo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2317936481914585693</id><published>2011-04-29T08:18:00.000-03:00</published><updated>2011-04-29T08:17:45.193-03:00</updated><title type='text'>Pulmão Esquerdo contra a Artéria Poplítea</title><content type='html'>&lt;h2 style="FONT-STYLE: italic; FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trazido de volta por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/SOT3zpA0h7I/AAAAAAAAAUM/YXSenItK9h8/s1600-h/popxpulmao.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252595531975526322" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/SOT3zpA0h7I/AAAAAAAAAUM/YXSenItK9h8/s400/popxpulmao.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Olá amigos e amigas. Estão todos bem? Todos saudáveis? Todo mundo cuidando direitinho do seu organismo? Então está ótimo. Pra quem não me conhece, eu sou Hért, o Coração. Isso mesmo! Sou um coração que narra histórias. Depois que meu dono morreu e vim parar dentro deste vidro nessa faculdade de medicina, é só que me resta: narrar histórias.&lt;br /&gt;Bom, por falar em histórias, me lembrei de uma bem interessante hoje. Foi há muito tempo atrás, quando resolvi deixar a presidência do organismo para cuidar de minha vida. Sim, precisava dar um tempo, sabem como é...&lt;br /&gt;Depois de minha decisão, dois órgãos se candidataram à presidência: o Pulmão Esquerdo e a Artéria Poplítea (legal esse nome, né?). Mas um deles só poderia ser eleito com o voto da maioria dos órgãos. Bem, vou contar como foi:&lt;br /&gt;Mal anunciei que ia deixar o cargo, e o Pulmão foi logo se candidatando:&lt;br /&gt;- Sem mim, não há respiração e nem vida! Sou o mais indicado para o cargo. – disse ele.&lt;br /&gt;Logo depois, veio a Artéria Poplítea:&lt;br /&gt;- Está na hora do mundo conhecer mais sobre mim! Estou cansada de viver no anonimato!&lt;br /&gt;E assim começou uma campanha eleitoral que entrou para a história do organismo. Se eu ainda tivesse contato com o Cérebro e a Boca, eles poderiam dar mais detalhes a vocês.&lt;br /&gt;Sabem, aqueles foram dias agitados no organismo. Muitos glóbulos vermelhos corriam de um lado ao outro, para distribuir panfletos da campanha. Como a Artéria tinha muitas amigas como ela (e ainda era amiga das veias), pra ela foi bem mais fácil de espalhar sua propaganda eleitoral. Já o Pulmão, chegou a apelar algumas vezes, prendendo o ar dentro do organismo. Passamos por maus bocados:&lt;br /&gt;- Só fiz isso pra se lembrarem de mim. – ele ameaçava.&lt;br /&gt;Nem é preciso dizer que o Pulmão Esquerdo era totalmente apoiado pelo Pulmão Direito.&lt;br /&gt;Por muitas vezes, os Tímpanos me contaram que a Artéria Poplítea alegava que o Pulmão estava jogando sujo, assim como fez o Intestino em outra eleição, há alguns anos atrás. Mas não se podia levar o Intestino em conta, afinal, ele só fazia merda. Lembro-me que ele jogou tão sujo naquela eleição, que acabou &lt;i&gt;preso&lt;/i&gt;. Porém, teve que ser solto em pouco tempo, pois ninguém agüentava mais e ele precisava ser solto o quanto antes, senão algo mais grave (e sujo) poderia acontecer. Intestino preso não é bom, vocês entendem, não é?&lt;br /&gt;Mas voltemos à eleição recente. Muitos órgãos comentavam que a Artéria Poplítea não teria muita chance de ganhar. “O Pulmão é bem mais forte e importante”, disseram alguns. Os Rins chegaram a falar:&lt;br /&gt;- Desse jeito a Artéria Poplítea vai ter que subornar o Cérebro pra fazer a cabeça da galera.&lt;br /&gt;Hahahahahahaha!! Sabem, às vezes os Rins era tão gozadores quanto o pessoal do Sistema Reprodutor. Saudades daqueles caras. Alguns órgãos chegavam a urinar de tanto rir de suas chacotas!&lt;br /&gt;Apesar da brincadeira, a Artéria Poplítea pensou &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; em subornar o Cérebro, mas com que meios? Ela era apenas uma artéria, não tinha muitos poderes ali dentro. Sem falar que quase nunca era lembrada e às vezes os órgãos nem sabiam qual artéria era candidata (se era a da perna esquerda ou da direita). Aliás, nem &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; lembro...&lt;br /&gt;Estava na cara que o Pulmão Esquerdo ia ganhar. Por isso, a Artéria Poplítea teve que apelar. E digo a vocês que ela apelou feio! Não sei como, mas ela (talvez através de alguns contatos) conseguiu convencer o pessoal do Sistema Imunológico a ficar do lado dela, e foi aí que a coisa tomou rumos extremos. Alguém daquele setor libertou um Vírus da Gripe que estava incubado (esse era o mais forte e perigoso, estava cumprindo prisão perpétua) e aí a coisa piorou. Pessoalmente, nunca confiei no pessoal do Sistema Imunológico. Nunca eram competentes o bastante e muitas vezes eram acomodados, só trabalhavam com a ajuda das Vacinas. Quando não era com a ajuda delas e um novo vírus chegava no organismo pela primeira vez, alegavam:&lt;br /&gt;- Não conhecemos esse vírus e não sabemos do que ele é capaz. Mas da próxima vez que ele tentar entrar de novo, vamos barrá-lo! Nós prometemos!&lt;br /&gt;Eram um bando de covardes, isso sim! Era como diziam os Rins:&lt;br /&gt;- Esse sistema é imunológico sim... IMUNE A TRABALHO!!!!&lt;br /&gt;Hahahahahahah!!! Ai, ai... Bem, continuando, nesse período de gripe forte, houve um rebuliço danado no organismo, e os Pulmões chegaram a ter dificuldade de trabalhar. Foi nessa época que a Artéria Poplítea perdeu o apoio da Garganta e das Narinas. O Cérebro, coitado, chegou algumas vezes a delirar:&lt;br /&gt;- É quente como a polpa de júbilos escandinavos. É escarlate, meu amigo. É escarlate girofônico.&lt;br /&gt;Levou alguns dias até que o Sistema Imunológico prendesse o tal Vírus novamente. Isso porque o Estômago interveio, pois estava vazio há alguns dias e já não agüentava mais ingerir tantos remédios.&lt;br /&gt;Bem, depois disso, todo mundo passou a respeitar mais a Artéria Poplítea. Ela não era pouca merda no organismo. Provou ter muitos contatos poderosos ali dentro e bem poderia ser uma boa presidenta. Mas o Pulmão Esquerdo continuava confiante. Tinha certeza de que o cargo já era dele.&lt;br /&gt;Chegado o dia da eleição, o organismo ficou bastante movimentado. Ficamos tão movimentados que pedíamos água e comida a toda hora. Nosso dono engordou uns 3 quilos naquele dia (segundo me contou o Estômago depois). Com isso, o Intestino e os Rins tiveram que trabalhar bastante.&lt;br /&gt;- É mole? Trabalhar em dia de eleição! Dá-lhe água verde! – disseram os Rins.&lt;br /&gt;Bem, é preciso dizer que aconteceu uma coisa muito engraçada naquele dia. Engraçada mesmo, podem ter certeza. No final da tarde, houve a contagem de votos... e adivinhem o que aconteceu? Sim, isso mesmo! Um empate. Bem previsível nesse tipo de história, não é?&lt;br /&gt;- Exijo uma recontagem! – disse a Artéria.&lt;br /&gt;Mas não havia nada de errado com a contagem. Isso havia ficado a cargo do Cérebro e dos Nervos, um pessoal bem confiável. Foi aí que apelamos para a lei do organismo, e era bem clara: “Havendo um empate na contagem de votos, o presidente atual dará um exame aos candidatos. Aquele que for aprovado, será o eleito”. Ou seja, &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; daria o tal exame.&lt;br /&gt;Foi o que eu fiz. Dei um exame bem difícil para o Pulmão Esquerdo e a Artéria Poplítea. Eles até que se saíram bem. Mas no meio dessa bagunça toda, eu havia resolvido não deixar mais a presidência do organismo. Sei lá, eu até que ganhava bem e, no final das contas, sendo presidente ou não, iria trabalhar de qualquer jeito.&lt;br /&gt;Então, dei bomba para os dois. Entenderam? Sou um Coração, eu BOMBEI eles.&lt;br /&gt;Legal, né? Então, até a próxima! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2317936481914585693?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2317936481914585693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2317936481914585693&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2317936481914585693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2317936481914585693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2008/10/pulmo-esquerdo-contra-artria-popltea.html' title='Pulmão Esquerdo contra a Artéria Poplítea'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/SOT3zpA0h7I/AAAAAAAAAUM/YXSenItK9h8/s72-c/popxpulmao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7481455470476786452</id><published>2011-04-09T09:11:00.004-03:00</published><updated>2011-04-09T09:19:25.821-03:00</updated><title type='text'>Os três - parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O segundo que chegou era como um resto de rio ou de fonte, que se enche somente quando cai a chuva. Parecia uma existência daquelas que sobrepujam os ares com semblante idôneo de leveza, mas na verdade era algo parecido com o tempo-que-ainda-será-e-não-foi. Era como a nuvem agreste em temperamento sórdido. Uma sordidez íntima de momentos anteriores à passagem para o futuro, um sentimento de angústia misturado com pura calma. Como era belo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Eu já havia percebido tipos de belezas em diversos lugares, mas aquela era uma beleza feia, dessas que ao voltarmos ao passado recente soem alegrias e infâmias gritantes. Porque ele somente queria, e para ser não basta somente querer. Ser necessita de presença e afeição. Ser precisa da aprovação, senão não se é. É por isso que só soem ser os que logram buscar temperamentos gentis nos passeios que faz o mundo-que-dança e alcança de novo as gotas de um cálido instante que não passa nunca, e que quando chega não passa mais. O próximo instante deverá ser de uma talvez calma inóspita, junto às incertezas de quem passa pelo mundo e não chega a visitar a si mesmo, sua casa é vazia e habitada por seres inversos à visão crescente. Assim somos quem já vivenciou a chegada do segundo que chegou e não deverá chegar mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O segundo que chegou também trouxe o cheiro que era infame, quente e atraente da rosa sem espinhos. Mas a rosa que não tem espinhos não é digna de si mesma, por isso traz o sofrimento do não-saber-vencer, ou ainda o dilema do ser-sem-ser, este quase inexistente em todo o universo anterior ao sol-do-amor. Ser para o segundo que chegou não era só fingimento, era também argumento de busca e encantos perdidos nas águas paradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7481455470476786452?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7481455470476786452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7481455470476786452&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7481455470476786452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7481455470476786452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/04/os-tres-parte-2.html' title='Os três - parte 2'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4055868248162573245</id><published>2011-04-03T11:27:00.004-03:00</published><updated>2011-04-09T09:20:02.281-03:00</updated><title type='text'>Os três - parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O primeiro que chegou era como uma explosão dupla, com seus dotes de rei e aconchegante como verde solar. Este primeiro momento crucial na sobrevivência do dia-a-dia é que faz aqueles que amam dançarem sem desconfianças perenes, sem nenhum motivo para ter vida, porque um pedaço de suas vidas já se foi, como quem perde uma parte de tudo. O primeiro chegou trazendo consigo uma música que tinha algo de céu e algo de trevas. Liberdade sem fantasia e prisão sem motivo. Algo como madrugada fria e rua em noite de chuva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chegou trazendo a vida que lavra o espaço da selva e ergue as mais antigas árvores onde não há céu de estrelas. Sonhou-me com uma voracidade tão maravilhosa que nem eu mesmo acordei-me do sonho. Era um misto de paz e pavor, garantia de felicidade mórbida. Mas aconteceu. E nos músculos que haviam em seu corpo pude perceber a sutileza da relva que corria dentro de todas as florestas, com cheiro de mato e saúde solar. O primeiro que chegou veio no meio de uma tempestade. Esse foi o primeiro beijo, o primeiro sonho e o primeiro tudo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Bookman Old Style', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4055868248162573245?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4055868248162573245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4055868248162573245&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4055868248162573245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4055868248162573245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/04/os-tres-parte-1.html' title='Os três - parte 1'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-38913699191078925</id><published>2011-03-26T00:15:00.002-03:00</published><updated>2011-05-05T15:04:01.753-03:00</updated><title type='text'>A SOMBRA-QUE-CAMINHA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Giovanni Oliveira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Dividindo caminhos iguais, a Sombra-que-caminha sombreia a água da morte. A sombra que se nos vai revelando aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;O nosso sorriso some, e ela disse seu nome não. Ela é simplesmente a Sombra-que-caminha. Ou unicamente Ela. Seu nome não sabemos, porque, na verdade, não SE chama solidão, como as pessoas concebem, porque é a Sombra-que-caminha. Ou simplesmente Ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Ela acompanha os que sentem desejos de ser. Aqueles que buscam encontrarem-se com o Grá são aqueles cobertos por Ela, a Sombra-que-caminha. Parece que quem busca o Grá não o encontra, pois o Grá possui maneiras de se apresentar somente àqueles que não procuram nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Não é o caminho do lugar onde se quer ir, mas a Sombra-que-caminha balança-SE sobre todos. Alguns atendem-NA, deixando-se congelar pela Sua influência irritante. Pobres criaturas que se dividem em pedaços de si mesmas, para poderem esperar pelo amanhã inóspito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Talvez se compuséssemos notas longínquas que tomassem voo longínquo até sabe-se lá para onde, talvez não sentíssemos faltar o ar ao vermos outras pessoas juntas sendo. Porque ser sozinho é deixar de ser, é o não-ser. É o que os gregos chamavam de mé ón, isto é, o não-ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Porque encontrar-se com a Sombra-que-caminha é tornar-se o rouxinol que canta tão somente para si mesmo. É também ser o peixe nascido e criado no deserto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Seco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Ou ainda a abelha em estado latente de nascente congelamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Porque o canto d’Ela é o som do silêncio que destrói ou corrompe a essência, e derrama luzes ásperas sobre o que ainda existe enquanto a sensação de Sua úmbrida túnica não chega. A Sombra-que-caminha é a sombra do mês de março.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Às vezes Ela cobre as pessoas depois que muitos amaram e choraram, vem após o completo desespero gritante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Outras vezes, no entanto, envolve-nos ainda no útero, fazendo-nos nascituros fracassados. É porque amamos o que não existe. Assim nos inteiramos da vida seca que levaremos desde sempre e até o final. A música seca do silêncio que funde-se com o vento seco a trazer-nos secas folhas do outono, sem retorno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Então quero afundar mais e mais em mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Quero andar em direção ao tudo, ou ao nunca mais. O nunca mais não existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Quero esquecer que nasci para não ser e assim poder um dia ser para conseguir nascer. Ser, para mim, é encontrar-me com o Grá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Vede-vos, pois, a natureza com suas aves se amando, a migrarem unidas para onde o sol brilha. Porque amo o sol que ilumina o céu azul. E por amar o céu azul, também amo ainda mais o mar. Felizmente, quem ama o mar é menos atingido por Ela, a Sombra-que-caminha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Senti-vos, ainda, a brisa tocando cada montanha e sendo feliz em dividir-se com o vento. A brisa e o vento são únicos, unidos. Eles É.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Contempla-te o dia e a noite. Há nada mais completo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A Sombra-que-caminha pode ser para todos nós o momento da anti-chuva, já que, quem não é, é gente seca. Essa leveza que fica no coração transforma-se em árida planície a estender-se diante do nunca mais. Mas o nunca mais não existe, e isso é a mais pura verdade, pois quem disse foi a Hilda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Então ser só é beijar diariamente o desejo que jamais há de realizar-se, abraçando o tempo que nunca passa, amando somente o que não existe. Atravessando a vida em se apaixonando por várias vezes e não viver nenhum desses amores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A Sombra-que-caminha surge do silêncio da música, sem cantares. Onde a umidade única provém da lágrima única que jorra despencada até o fim do nunca mais. Mas o nunca mais não existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas a Sombra-que-caminha existe. Ela há.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Ninguém sabe quando ela chega e Ela não Se preocupa em desvencilhar-Se das vestes que A cobrem. Seu aproximar-se é tido como lento, mas é inconsequente. Ela é rápida para cobrir melhor quem não se dispõe a conhecê-La, Ela é inviolável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Em derredor, as múltiplas folhas caídas do outono perene é o que se faz nascer em resultado da extinta vontade de conseguir amanhecer o dia sem amarguras. Ela chega. E não, mais uma vez, não diz nada. Somente aproxima de nós Ela mesma. E tão logo se aproxima, acerca-se de nossa existência para depois contemplar o que de mais sem importância há em redor. Serve-se da consciência em estado de puro-sangue e comtempla-a em asco recente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;O perfume d’Ela recende por sobre o pátio, mesmo do lado de fora, levando ilusórias sensações sombrias aos que soem fingirem-se de si mesmos. Não finjo que sou, pois ser para mim é realmente integrar-me com o Grá, e é impossível fingir que se conhece o Grá, pois o Grá apresenta-se diferente para cada um. Então Ela, sempre sombria, repugna-nos com temperamento soez, porque Ela quer fingimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Porque ela não tem escrúpulos, sempre tenta ou tenta sempre ludibriar Suas pseudo-vítimas em intentos ociosos de leveza dolorosa. Em vez de pensar, Ela age rápido, mais rápido que o mel em pingamento sobre a pedra rosa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Gostaria eu de conhecer o Grá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas Ela diz que será para sempre assim, embora o para sempre também não exista. Ela sói agir assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Não há como esquivar-se d’Ela, porque Ela te acompanha por onde quer que vás e quando pensas que te encontras livre, Ela se encontra atrás de ti a cobrir-te. Ela, a Sombra-que-caminha, Ela que mantém noivado contigo mesmo sem saberes ou quereres. Ela caminha sordidamente contigo sendo noiva tua, impedindo-te de encontrar quem quer que seja pelo teu caminho de tentar ser; Ela torna-se dona de ti, não permite que outrém se aproxime de ti; não economiza meios de manter os outros afastados de ti, ou manter-te dos outros ao longe. Ela desce contigo por onde fores, enroscando-se em ti sobre ti mesmo, levando-te a pairar por sobre as nuvens altas, ou ainda sob a terra fofa. Contudo, não és tu em pessoa que vais, porque é tua mente volitante que sói ir onde quer que Ela queira. Então tu e Ela descem juntos a lugares onde há frio e a palidez de outras sombras escuras. E de todas, Ela só é a Sombra-que-caminha, pois das sombras só Ela caminha sobre os que querem ser e não podem. Assim é Ela, a Sombra-que-caminha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Senta-te então, assim, sobre o tapete perto da porta fria e espera por Ela, a Sombra-que-caminha. Deixa, porque Ela se aninha sobre ti para tirar-te da palavra em que te encontras, fazendo te percas em teus próprios desejos. Isso é para que Ela coloque em ti a frieza inerente a Ela própria, impondo sempre sobre ti aquilo de que não gostas, ou não suportas. Mas tens de suportar todo o peso d’Ela, porque a Sombra-que-caminha é como a noite fria que te envolve em névoa gelada, fazendo-te gemer em calafrio fino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Ela faz com que te sintas em desespero azul. Ou branco, às vezes branco. Outras vezes, na aridez pura do silêncio agreste, presente n’Ela mesma. Porque Ela se comunica contigo pelo silêncio, unicamente. Só isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A hora da verdade...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Se acaso pretenderes livrar-te d’Ela, deves primeiro despir-se do desespero azul, ou branco, às vezes branco, e procurares por ti mesmo naquilo que é puro azul, ou puro branco. Podes também consegui-lo em se libertando do desespero branco, ou azul, às vezes azul.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas para te libertares do desespero azul, ou branco, às vezes branco, é preciso que ouças, nas sombras da noite, o grilo. É o que precisas para que despertes ao desejo azul, ou branco, às vezes branco, e então te encontres além d’Ela, a Sombra-que-caminha. É a condição: encontrares tua própria vida na pureza da sombra pura azul, ou branca, às vezes branca, para, para sempre, te livrares d’Ela, a Sombra-que-caminha. Porque o para sempre não existe. Porque o para sempre&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=36495344&amp;amp;postID=38913699191078925" name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt; é branco, ou azul, às vezes azul. É isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-38913699191078925?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/38913699191078925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=38913699191078925&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/38913699191078925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/38913699191078925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/03/sombra-que-caminha_26.html' title='A SOMBRA-QUE-CAMINHA'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4043652947967790770</id><published>2011-03-20T11:40:00.002-03:00</published><updated>2011-03-20T11:50:07.593-03:00</updated><title type='text'>Ela...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: purple; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;...e aquilo que eu mais temia aconteceu esta manhã.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: purple; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Descobri hoje que Ela está de volta. Ela, a Sombra-que-caminha. Para quem não se lembra d'Ela, no próximo sábado contarei a história d'Ela, a Sombra-que-caminha.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4043652947967790770?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4043652947967790770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4043652947967790770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4043652947967790770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4043652947967790770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/03/ela.html' title='Ela...'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8369433719243957225</id><published>2011-03-19T21:09:00.003-03:00</published><updated>2011-04-09T09:20:48.321-03:00</updated><title type='text'>SEMPRE HOJE SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Alguém disse um dia: “se tivesses estado ao meu lado, estas páginas jamais teriam sido escritas, porque SER me teria ocupado bastante...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E eu digo: se não tivesses me telefonado, estas linhas jamais haveriam sido escritas, pois a busca infeliz pelo Grá me teria ocupado bastante. Também estaria muito ocupado em me esconder d’Ela, a Sombra-que-caminha. Mas estou SENDO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Esse teu olhar, como disse Tom Jobim, quando encontra o meu, fala de umas coisas que eu nem posso acreditar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Hoje o dia amanheceu mais lindo ainda do que os outros, porque ontem te vi, e pude sentir a presença do seu corpo próximo ao meu, pude ouvir o som da sua voz aos meus ouvidos. Pude sentir a sutileza de um início de algo que poderá ser muito lindo. Assim é o nascer dos amores. Tão lindos, tão brancos, tão puros. Doce é pensar em você o tempo todo, e mesmo à distância sentir sua presença e o toque de teu coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Hoje é dia de lembranças do que vivemos ontem. E lembrar-se é viver pela primeira vez o que já foi vivido um dia pela primeira vez. Que maravilha que choveu ontem e também hoje. Que haja chuva sempre!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;No dia de hoje...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Quando conhecemos alguém, como é bom viver cada um dos momentos! Confesso que a única vez em que havia me ocorrido isso foi há muitos anos, quase dez anos atrás. Mas desta vez está sendo bárbaro, porque estou, pela primeira vez na minha vida, sendo correspondido. A euforia, o entusiasmo e a alegria são coisas muito grandes que acontecem a todo momento. É a emoção de quando o telefone toca, a palpitação de quando o celular dá sinal de mensagem recebida...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Mas também há o medo. Medo de quê? Medo talvez de perdê-lo, medo de eu não conseguir corresponder ao que ele procura em mim, medo de o decepcionar, porque por mais que nos esforcemos para atender aos desejos do ser amado, há o fato de sermos seres humanos ainda falíveis. Então quando o telefone demora a tocar, vem a ansiedade e o receio de ele não querer mais saber de mim. Mas isso faz parte, porque o nascimento do amor é um processo que deve ser construído.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;A ponte que existe entre o agora e o futuro do agora é construída aos poucos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;A vida é linda...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E ele, mais ainda, em todos os sentidos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Ontem ele também me abraçou. Que sensação maravilhosa essa de o sentir junto de mim! É uma sensação que não tem tempo, não tem espaço nem conceito, pois está circunscrita na própria natureza íntima nossa, vinda do mais profundo instante. É como se estivéssemos a um passo de enxergar a face iluminada do Grá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E como foi bom dormir ainda com a lembrança daquele abraço maravilhoso e sincero, abraço de carinho... Esta é a maneira que temos de nos livrar d'Ela, a Sombra-que-caminha. Feliz mais este dia feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Não sei que sensação é esta de agora, mas sei que é uma sensação estranha. Não tão estranha, porque parece que eu já senti isso em algum momento...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Está muito parecido com uma sensação de quando Ela se aproxima de nós. Sim, Ela, a Sombra-que-caminha. Espero que não seja ela, porque se for...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Cantares do Sem Nome e de Partidas - Hilda Hilst&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E por que, também não doloso e penitente? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Dolo pode ser punhal. E astúcia, logro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E isso sem nome, o despedir-se sempre &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Tem muito de sedução, armadilhas, minúcias &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Isso sem nome fere e faz feridas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Penitente e algoz: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Como se só na morte abraçasses a vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;É pomposo e pungente. Com ares de santidade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Odores de cortesã, pode ser carmelita &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;ou Catarina, ser menina ou malsã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Penitente e doloso &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Pode ser o sumo de um instante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Pode ser tu-outro pretendido, teu adeus, tua sorte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Fêmea-rapaz, ISSO sem nome pode ser um todo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Que só se ajusta ao Nunca. Ao Nunca Mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;V&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;O Nunca Mais não é verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Há ilusões e assomos, há repentes &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;De perpetuar a Duração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;O Nunca Mais é só meia-verdade: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Como se visses a ave entre a folhagem &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E ao mesmo tempo não. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;(E antevisses &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;Contentamento e morte na paisagem). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;O Nunca Mais é de planície e fendas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;É de abismos e arroios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;É de perpetuidade no que pensas efêmero &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;E breve e pequenino &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: large;"&gt;No que sentes eterno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nem é corvo ou poema o Nunca Mais.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8369433719243957225?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8369433719243957225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8369433719243957225&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8369433719243957225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8369433719243957225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/03/sempre-hoje-sempre.html' title='SEMPRE HOJE SEMPRE'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2659079451028684524</id><published>2011-03-04T08:43:00.003-03:00</published><updated>2011-03-04T08:47:19.383-03:00</updated><title type='text'>O Cemitério das Patys</title><content type='html'>&lt;em&gt;Enterradas por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580189332233149346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TngRp4jZLbs/TXDQoe8uW6I/AAAAAAAAApk/tK6_UBxktlU/s320/t%25C3%25BAmulo%2Bpaty.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Lá não tem dinheiro&lt;br /&gt;Não tem ouro ou iates&lt;br /&gt;Não tem rico fazendeiro&lt;br /&gt;Lá é o Cemitério das Patys&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece com uma Paty&lt;br /&gt;Quando ela envelhece?&lt;br /&gt;Arruma emprego? Vai para o abate?&lt;br /&gt;Morre. E enterrada onde ela merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Túmulos enfeitados&lt;br /&gt;Com diamantes de 18 quilates&lt;br /&gt;Velas de ouro floreado&lt;br /&gt;Isto é o Cemitério das Patys&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cemitério é muito luxuoso&lt;br /&gt;Cobram caro na entrada&lt;br /&gt;Homem só entra estiloso&lt;br /&gt;E mulher de roupa dourada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música emo e muita animação&lt;br /&gt;Um poodle mimado que late&lt;br /&gt;Caviar, whisky e camarão&lt;br /&gt;Assim lá é o velório de Paty&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada tem mistério&lt;br /&gt;As mortas se levantam faceiras&lt;br /&gt;E nesse chique cemitério&lt;br /&gt;Ouve-se o chacoalhar de pulseiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa balada misteriosa&lt;br /&gt;Ouve-se mp3 pop também&lt;br /&gt;Tem até celular cor-de-rosa&lt;br /&gt;Trocando idéia com o além&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Já viste?&lt;br /&gt;Pobres dizem disparates&lt;br /&gt;Mas não importa, ele existe&lt;br /&gt;O enigmático Cemitério das Patys &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2659079451028684524?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2659079451028684524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2659079451028684524&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2659079451028684524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2659079451028684524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/03/o-cemiterio-das-patys.html' title='O Cemitério das Patys'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TngRp4jZLbs/TXDQoe8uW6I/AAAAAAAAApk/tK6_UBxktlU/s72-c/t%25C3%25BAmulo%2Bpaty.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8476950578000654840</id><published>2011-03-02T14:12:00.000-03:00</published><updated>2011-03-02T14:12:45.625-03:00</updated><title type='text'>Askzar 111 - Parte 1 . Invasão Branda</title><content type='html'>Naves passaram pelo céu de Askzar agora. &lt;br /&gt;Percebi-as olhando para elas estático.&lt;br /&gt;Iam em velocidades inimagináveis ao centro do planeta.&lt;br /&gt;Daí então , peguei minha mochila e minha arma , saí pelos desfiladeiros.&lt;br /&gt;Tranquilamente pensei que nada fossem fazer.&lt;br /&gt;Askzar se encontrava em uma nova era.&lt;br /&gt;As tropas planetárias askzarianas estavam em preparo para a guerra.&lt;br /&gt;Como cães de guerra e bruxas satânicas.&lt;br /&gt;Lá foram os soldados para o rio de ferro.&lt;br /&gt;Era uma noite tranquila eu e meu regimento.&lt;br /&gt;Avistamos as mesmas naves.&lt;br /&gt;Pousaram na colina discórdia 111.&lt;br /&gt;Todos nós corremos gritando em direção à elas.&lt;br /&gt;Disparando tiros de plasma atacamos.&lt;br /&gt;As naves com aparência inimiga ... ficaram estáticas.&lt;br /&gt;Daí então desceram seres normais como nós.&lt;br /&gt;Vieram todos em missão de paz.&lt;br /&gt;Askzar precisava deles ... afirmaram aqueles homens...&lt;br /&gt;Essa foi a parte da invasão branda esperem por capítulos emocionantes...dessa vez eu termino a novela interplanetária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8476950578000654840?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8476950578000654840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8476950578000654840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8476950578000654840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8476950578000654840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/03/askzar-111-parte-1-invasao-branda.html' title='Askzar 111 - Parte 1 . Invasão Branda'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1682237566259279363</id><published>2011-02-25T08:19:00.002-03:00</published><updated>2011-02-25T08:22:33.437-03:00</updated><title type='text'>Crônicas da Cripta – Disse ou não disse?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dito (ou não dito?) por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577585825818681826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-QO7gzVvRW68/TWeQwdwtIeI/AAAAAAAAApc/JghYPy3fU-A/s320/Clarilda.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olá, leitores que ainda estão aqui, e também olá para os que já se foram. Sou Clarilda, a adolescente que morreu anos atrás de frente o computador, e agora está presa na internet, contando histórias.&lt;br /&gt;Hoje vou contar a história de um casal muito interessante, os Ribirots. José Ribirot e Maria Ribirot viviam felizes em sua casa, que ficava naquela esquina perto daquela rua. O bairro, claro, era o daquela cidade, perto do viaduto.&lt;br /&gt;No entanto, é preciso dizer que nenhum casal é 100% feliz, e sempre há as diferenças. Com esse, não era diferente. Muitas das vezes, José Ribirot e Maria Ribirot discutiam sobre coisas que um havia dito dizer, e o outro havia dito não dizer (espero que tenham entendido).&lt;br /&gt;- Mas, querida, eu já tinha te avisado sobre isso antes. Você se esqueceu?&lt;br /&gt;- Não, querido! Você não disse. Você &lt;em&gt;pensa&lt;/em&gt; que avisou.&lt;br /&gt;- Não senhora! Eu tenho certeza!&lt;br /&gt;- E eu tenho certeza que você não avisou.&lt;br /&gt;No começo fora apenas uma pequena discussão. É engraçado, leitor, dizer que “discussão” foi pequena, sendo que a palavra tem um “ão” no final. Mas é verdade. Não foi um “discussinho”, e sim uma “pequena discussÃO”.&lt;br /&gt;Mas depois, aquilo foi virando rotina, e José Ribirot ficava cada vez mais estressado, quando sua mulher fazia algo contrariando algo que ele já dissera. E ela dizia: ele não dissera.&lt;br /&gt;- Mas, querida! E já tinha te avisado! Como pode?&lt;br /&gt;- Querido, querido... você só pode estar ficando maluco. Você não me avisou nada!&lt;br /&gt;Mas José Ribirot tinha certeza absoluta de que tinha avisado. Chegou a se observar mais quando dava avisos à esposa. Tentava marcar mais aqueles momentos de avisos. E mesmo assim, ela sempre dizia que ele não havia avisado. E o pior de tudo, é que ela realmente não parecia estar mentindo.&lt;br /&gt;José Ribirot chegou a filmar um momento em que dava um aviso para Maria. E nem assim deu certo...&lt;br /&gt;- Mas, querida! Está tudo aqui filmado! Viu? Eu tinha te avisado!&lt;br /&gt;- Não, meu querido. Pra mim você não avisou nada.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;Então, nesse momento dos 3 pontinhos depois da palavra “mas”, José Ribirot teve a resposta. Uma pessoa entrou na sala, mexendo um espanador. José levou um susto de cara, pois parecia algo impossível, mas ao mesmo tempo teve todas as respostas que queria.&lt;br /&gt;- Maria? – disse Maria Ribirot.&lt;br /&gt;- Sim? – respondeu Maria Ribirot.&lt;br /&gt;- Por acaso foi para você que o José avisou sobre o que está no vídeo?&lt;br /&gt;- Sim. Foi para mim. Eu já estava avisada sobre isso, José, meu querido. Me desculpe.&lt;br /&gt;José estava pasmo. Como aquilo era possível? O tempo todo ele estava certo sobre seus avisos... só não estava avisando para a &lt;em&gt;mesma&lt;/em&gt; Maria Ribirot sempre!&lt;br /&gt;- C-como pode isso?? – ele perguntou. – Vocês são gêmeas?&lt;br /&gt;- Não. – respondeu uma Maria. – Somos duas Marias Ribirots, com o mesmo nome, sobrenome, tipo sangüineo e até CPF. Já se esqueceu, José?&lt;br /&gt;- É! – disse a outra. – Que tipo de pergunta é essa que você está fazendo?&lt;br /&gt;- E-eu... – disse José, ainda confuso. – Que história é essa?? Todos esses anos... eu nunca soube que morava com duas pessoas iguais!!&lt;br /&gt;Então, ambas disseram:&lt;br /&gt;- Mas, querido! Nós já tínhamos te avisado!!&lt;br /&gt;Eu sou Clarilda, e não se esqueçam: cerca elétrica e tranca nas portas não impedem fantasmas de entrar na sua casa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1682237566259279363?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1682237566259279363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1682237566259279363&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1682237566259279363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1682237566259279363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/cronicas-da-cripta-disse-ou-nao-disse.html' title='Crônicas da Cripta – Disse ou não disse?'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QO7gzVvRW68/TWeQwdwtIeI/AAAAAAAAApc/JghYPy3fU-A/s72-c/Clarilda.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8790022657941212714</id><published>2011-02-18T08:39:00.002-02:00</published><updated>2011-02-18T08:52:50.171-02:00</updated><title type='text'>O genro de José Rafaskos - Parte final</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Pintado por Ciro M. Costa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574979521706371490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-UxIFS3ZJukc/TV5OVmViqaI/AAAAAAAAApU/FZ_9hJ0eaX4/s320/bricha.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Meia hora se passou, e Ramildo retornou com seis garrafas de cerveja e uma garrafa térmica.&lt;br /&gt;- Olha a cerveja! – Ele disse, alegremente.&lt;br /&gt;- Hum... – Disse Rafaskos. – Essa é da cerveja que eu gosto!&lt;br /&gt;- Claro que é! Eu comprei especialmente para o senhor!&lt;br /&gt;- Já que eu não bebo, então acho que vou...&lt;br /&gt;- Calma aí, sogrinha! Eu sabia que a senhora não bebia, então trouxe um suco de uva que minha mãe fez!&lt;br /&gt;- Bom, eu gostaria muito, mas...&lt;br /&gt;- Por favor! Um suco de uva feito por minha mãe é mais do que um presente, D. Sebastina! Garanto que a senhora nunca bebeu um suco de uva assim!&lt;br /&gt;- Bom... está bem!&lt;br /&gt;Satisfeita, Jaynara deu um beijo em Ramildo, por este estar tentando agradar seus pais. Rafaskos, por sua vez, queria mais era beber aquela cerveja logo para que o genro fosse embora de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, Sr. Rafaskos? – Disse Ramildo, alegremente, após a quarta cerveja. – Vai querer mesmo que eu pinte sua parede com minha brocha? Hahahahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Ramildo? – Disse Jaynara.&lt;br /&gt;- Hahahahahahaha!!! – Riu Rafaskos. – Acho que não! Sua brocha é tão brocha que não vai conseguir pintar é &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt;! Hahahahahaaha!!&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahah!! Boa, boa! – Riu Ramildo.&lt;br /&gt;- Hahahahahah! – Riu a D. Sebastina. – Como vocês são bobos! Ramildo, devo lhe dizer que sua mãe está de parabéns! Realmente esse suco de uva é muito bom! – E bebeu outro copo.&lt;br /&gt;- É o melhor suco de uva que há, D. Sebastina, isso eu lhe garanto!&lt;br /&gt;- Mamãe, desse jeito a senhora vai beber a garrafa toda! – Disse Jaynara.&lt;br /&gt;- Minha filha, esse suco é tão bom que acho que vou beber a garrafa toda e ainda ficar com vontade de beber mais!&lt;br /&gt;- Pode apostar que sim, D. Sebastina! Hahahahaha!!! – Disse Ramildo.&lt;br /&gt;Rafaskos abriu mais uma garrafa de cerveja. Já estava ficando meio tonto e percebera que estava começando a gostar do genro. No entanto, ainda não entendia como o mesmo podia ser tão superior àquela situação toda. Não depois que ele (o sogro) lhe tirara tanto sarro na frente da namorada.&lt;br /&gt;Quanto à Jaynara, somente observava a tudo...&lt;br /&gt;- Jaynara, seu pai é mesmo demais! Hahahahahah!!! – Disse Ramildo. – O cara é o maior piadista que já vi em toda a vida!&lt;br /&gt;- Que bom que pensa assim, Ramildo! – Disse Jaynara, sorrindo.&lt;br /&gt;- Ramildo... – Disse Rafaskos.&lt;br /&gt;- Sim, sogrão?&lt;br /&gt;- Quando você brocha, você ri também? Hahahahahahahahahahah!!!!&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahahahah!!! Acho que não, sogrão!!! Hahahahahahaha!!! E você?&lt;br /&gt;- Hahahahahah!!! Eu? Brochar? Hahahahahah!!! Eu sou o Rafaskos, rapaz!&lt;br /&gt;- Sei... vai me dizer então que nunca brochou na vida?&lt;br /&gt;- Claro que não! Nunca!&lt;br /&gt;Neste instante, Sebastina, que já estava com um comportamento meio estranho, entrou na conversa:&lt;br /&gt;- Larga de ser mentiroooooso, Rafaskos!!!&lt;br /&gt;Os outros a olharam.&lt;br /&gt;- Mamãe?&lt;br /&gt;- Hahahahahaha!!! – Riu Rafaskos. – Resolveu entrar na brincadeira também, Sebastina?&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahahaha!!! Mas eu não estou brincando, Rafaskos! Hahahaahahahh!!&lt;br /&gt;- Mamãe? A senhora está... bêbada?&lt;br /&gt;- Só um pouquinho! Hahahahahahahahaha!!&lt;br /&gt;Rafaskos olhou para Ramildo, severamente.&lt;br /&gt;- O que há nesse suco de uva, rapaz?&lt;br /&gt;- Bom... talvez um pouquinho só... de vinho! Hahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- O quê???&lt;br /&gt;- Então – continuou Ramildo - temos outro brocha aqui na roda?&lt;br /&gt;- Brocha uma ova!!!&lt;br /&gt;- Brocha sim, Rafaskos! – Disse Sebastina. – Eu é quem posso falar disso!&lt;br /&gt;- Conte mais, D. Sebastina! – Disse Ramildo, olhando com olhar sacana para Rafaskos.&lt;br /&gt;- Ramildo!!!! – Disse Jaynara.&lt;br /&gt;- Ela não vai falar nada! – Disse Rafaskos, já meio nervoso.&lt;br /&gt;- Ora, Rafaskos – disse Sebastina – você fica tirando sarro do rapaz, mas você também não consegue se manter sempre... sempre... firme! Hahahahahahahahaha!!!!&lt;br /&gt;- Não diga...! – Disse Ramildo.&lt;br /&gt;- É sério! Hahahahahahahah!!! A gente custou a fazer a Jaynara!!! Hahahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Mamãe!!!!!!&lt;br /&gt;- Ela está mentindo! – Disse Rafaskos.&lt;br /&gt;- Não estou não, Rafaskos! E você sabe disso!&lt;br /&gt;- Que coisa, hein sogrão? Ou devo dizer... brochão? Hahahahahahahahahahahaha!!!&lt;br /&gt;Jaynara foi até sua mãe e lhe tomou garrafa de “suco de uva”. Era tarde, pois D. Sebastina já havia tomado tudo.&lt;br /&gt;- Que coisa mais feia, hein Ramildo?&lt;br /&gt;- Desculpe, Jaynara! Mas é que eu queria tornar essa noite um pouco mais agradável! Hahahahahahah! Não é, D. Sebastina?&lt;br /&gt;- Hahahahahahahaha!!! Boa, meu genro! E a noite será mais agradável ainda se o Rafaskos conseguir fazer alguma coisa hoje na cama! Hahahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahahahahahahahahahahahah!!!! – Desta vez, Ramildo riu com vontade.&lt;br /&gt;- Agora, já chega! – Disse Rafaskos. – Você vai pra cama, Sebastina!&lt;br /&gt;- Pra quê? Pra dormir? Hahahahahahahahahaha!!! Só se for, porque para “outras coisas”, tá difícil!!! Hahahahahahahahaha!!!!&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahahahahahahahahahah!!!! – Riu Ramildo novamente.&lt;br /&gt;- Bah! Ela não sabe o que está falando! – Disse Rafaskos.&lt;br /&gt;Neste instante, D. Sebastina deu uma risadinha infantil e saiu correndo para dentro de casa.&lt;br /&gt;Jaynara virou-se para Ramildo, e disse:&lt;br /&gt;- Tá vendo, Ramildo? Aposto que ela foi vomitar!&lt;br /&gt;- Isso é normal, Jaynara! Amanhã ela estará melhor! Isso, se o sogrão não brochar hoje... de novo! Hahahahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Há-há-há! – Disse Rafaskos, nada satisfeito.&lt;br /&gt;- O que é isso agora, sogrão? Tá estressado?&lt;br /&gt;- Não. Apenas não sei do que é você está achando tanta graça!&lt;br /&gt;- Oras, de nada! Só de sua... incapacidade para certas coisas! Hahahahahahahaha!!!&lt;br /&gt;- Bah! Todos aqui sabem que isso é mentira, rapaz! Sebastina está completamente bêbada e não sabe do que está falando! Você não tem como...&lt;br /&gt;- QUEM QUER VIAGRA???? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! – Riu D. Sebastina, jogando um punhado de comprimidos azuis para cima. – UHÚÚÚÚÚ!!!!&lt;br /&gt;- Mamãe!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;Ramildo riu tanto, que caiu da cadeira.&lt;br /&gt;- Hahahahahahaahahahahahahahahahahahaahhahahahahahahahahahah!!!!!!&lt;br /&gt;Rafaskos colocou as mãos na cabeça. Teve vontade de matar Sebastina. E Ramildo também.&lt;br /&gt;- Há tempos não me divirto assim! Hahahahahahaha!!! – Disse Sebastina.&lt;br /&gt;- Hahahahahahahahaha!!! Nem eu!! Hahahahahahahahah!! – Riu Ramildo.&lt;br /&gt;O sogro o olhou furiosamente.&lt;br /&gt;- Hahahahahaha... ai... ai... bom, acho que já está na hora de ir! – Disse o rapaz, e levantou-se. – Até D. Sebastina! Até Sr. Rafaskos! – Ao dizer este nome, Ramildo fez o mesmo sinal com o dedo caindo que Rafaskos lhe fizera na mesa de jantar, e assobiou – Fiiiiuuuuu!!!! Hahahahahaha!!!!&lt;br /&gt;- Até genro! Volte mais vezes! – Disse D. Sebastina.&lt;br /&gt;- Suma daqui! – Disse Rafaskos.&lt;br /&gt;Jaynara acompanhou Ramildo até a porta.&lt;br /&gt;- Bom, acho que está tudo acabado depois de hoje, não é? – Disse Ramildo.&lt;br /&gt;- Não se faz o que você fez hoje, Ramildo! – Disse Jaynara.&lt;br /&gt;- Oras, querida! Você sabe que seu pai mereceu!&lt;br /&gt;- Sim, mas minha mãe não pode beber! Você a enganou!&lt;br /&gt;- Desculpe, mas algumas brincadeiras exigem certos sacrifícios! Hehehehehe!!!&lt;br /&gt;- Adeus, Ramildo!&lt;br /&gt;- Adeus, Jaynara! Mais sorte com o próximo namorado! Hahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;Ramildo voltou para casa e, naquela noite, dormiu muitíssimo bem. Como há muito tempo não dormia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8790022657941212714?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8790022657941212714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8790022657941212714&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8790022657941212714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8790022657941212714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/o-genro-de-jose-rafaskos-parte-final.html' title='O genro de José Rafaskos - Parte final'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UxIFS3ZJukc/TV5OVmViqaI/AAAAAAAAApU/FZ_9hJ0eaX4/s72-c/bricha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-9188841296258506940</id><published>2011-02-11T08:47:00.002-02:00</published><updated>2011-02-11T08:50:28.770-02:00</updated><title type='text'>2 textos em 1 só dia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É isso aí, pessoal. Sem se preocupar com os poucos leitores e comentários, estou postando DOIS textos de uma só vez hoje: a continuação do texto de José Rafaskos, e mais uma página do 'Diário de Ciro'.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leiam os dois, ou leiam só um... ou não leiam nenhum! Como diria o Capitão Planeta: "o poder é de vocês"! (que merda...!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Parar de escrever? Jamais!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ass.: Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-9188841296258506940?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/9188841296258506940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=9188841296258506940&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/9188841296258506940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/9188841296258506940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/2-textos-em-1-so-dia.html' title='2 textos em 1 só dia!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2212780567657664332</id><published>2011-02-11T08:42:00.003-02:00</published><updated>2011-02-11T08:47:51.456-02:00</updated><title type='text'>O genro de José Rafaskos - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;em&gt;Mais um sarro tirado por Ciro M. Costa&lt;br /&gt;Texto não apropriado para menores de 14 anos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572380900477744130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CMMRY16BGbc/TVUS574ltAI/AAAAAAAAApM/oW-nxctkAwo/s320/Garfo.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abraçados, Ramildo e sua namorada voltaram para a sala de jantar. Assim que entraram, Rafaskos e Sebastina pareceram interromper um assunto muito sério.&lt;br /&gt;- E então? Achou o banheiro? – Perguntou Rafaskos, com um sorriso maroto.&lt;br /&gt;- Claro que sim! – Respondeu Ramildo.&lt;br /&gt;- Ótimo! – Disse Sebastina. – Eu vou buscar a sobremesa!&lt;br /&gt;- Eu vou com você, mamãe! – Disse Jaynara.&lt;br /&gt;- Jaynara, eu...&lt;br /&gt;- Fique aí, Ramildo! Acho que você e meu pai precisam conversar!&lt;br /&gt;- Isso! – Disse Rafaskos. – Deixe as mulheres na cozinha, Ramildo! Vamos conversar...&lt;br /&gt;- Está bem, está bem! – Disse Ramildo, contrariado.&lt;br /&gt;Os dois ficaram na mesa, calados. Sem ter o que fazer, Rafaskos começou a brincar com um garfo. Deixou-o cair no prato, e disse:&lt;br /&gt;- Ops! Caiu! Heheheheh!! Engraçado como as coisas &lt;em&gt;caem&lt;/em&gt;, não é Ramildo? Hahahahah!!&lt;br /&gt;Ramildo o olhou com seriedade, e respondeu:&lt;br /&gt;- Muito engraçado mesmo.&lt;br /&gt;- Heheheheh!! E então? Gostou do jantar? Sei que quem deveria perguntar isso é minha esposa, mas estou me esforçando para puxar algum assunto.&lt;br /&gt;- Entendo... sim, gostei muito do jantar. Dona Sebastina é uma mulher de muitos talentos.&lt;br /&gt;- É verdade! Eu que o diga! Hahahahaha!!!&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Só não pode falhar na hora H! Hahahahahahahaha!! Preciso fazer minha parte, não é mesmo? Hã? Hã?&lt;br /&gt;- Heheheh... o senhor é bastante engraçado, sabia? Deveria voltar a ser piadista!&lt;br /&gt;- Oras, o que é isso, rapaz? É preciso levar a vida sem estresses e... ei! Que droga é essa? – Rafaskos começou a tirar uma lasca de tinta seca da parede.&lt;br /&gt;- Qual o problema? – Perguntou Ramildo.&lt;br /&gt;- Esse pintor de uma figa! Veja só que trabalho mal-feito!&lt;br /&gt;- Talvez seja a tinta...&lt;br /&gt;- Não... acho que o problema é o pintor.... ou a brocha! Hahahahahahahaha!!! Não gostaria de pintar isso pra mim com uma BROCHA, Ramildo? Hahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Claro! Eu vou lhe mostrar a minha “brocha” num instante!&lt;br /&gt;- Xiiii... nem vem! Não estou a fim de ver nada que não funcione! Hahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Ok, ok! Agora já encheu, seu velho babaca!&lt;br /&gt;- Ei, rapaz! O que é isso? Você está na minha casa!&lt;br /&gt;- Eu sei! E isso não lhe dá o direito de falar assim comigo!&lt;br /&gt;- Oras, não venha bancar o durão comigo! Aliás, “durão” é algo que você não é! Hahahahhahahah!! Entendeu? Hã?&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem! Vamos colocar as cartas na mesa, sogrinho! Está me tirando sarro porque não consegui...&lt;br /&gt;- Porque não conseguiu 'dar uma' na minha filha! Hahahahahahahah!!! Eu sempre quis dizer isso!&lt;br /&gt;- PAPAI!!!!!!&lt;br /&gt;- Hahahaahah!! Quando me disseram que Jaynara estava namorando, fiquei muitíssimo preocupado! No entanto, acho que me preocupei à toa, você não acha? Hahahahahahaha!!!&lt;br /&gt;- Vou providenciar para que se preocupe muito em breve!&lt;br /&gt;- Hahahahahaha!! Você? Hahahahaahah!!! O que vai fazer? Usar Viagra? Hahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Ora, seu...&lt;br /&gt;Nisso, as duas voltaram da cozinha. Dona Sebastina colocou um pudim sobre a mesa e Jaynara distribuiu as colheres e pratos. Rafaskos e Ramildo se encaravam. Rafaskos, com aquele olhar de quem está segurando para não rir. E Ramildo, com olhar furioso.&lt;br /&gt;De repente, Rafaskos fincou sua colher no pudim, e disse:&lt;br /&gt;- Ei! Esse pudim parece &lt;em&gt;mole&lt;/em&gt; demais! Você não acha, Ramildo? Hahahahahahha!!!&lt;br /&gt;- Papai!! – Gritou Jaynara.&lt;br /&gt;- Rafaskos, pare com essa palhaçada! – Disse D. Sebastina.&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom! – Disse Rafaskos. – Mas que está mole, está!! Hahahahahaha!!!&lt;br /&gt;Ramildo não disse nada. Apenas comeu o seu pudim sossegadamente, enquanto pensava em alguma coisa para não sair dali tão humilhado. Sim, pois Ramildo não era do tipo que aceitava esse tipo de coisa, nem mesmo do próprio sogro. Em toda sua vida, mal alguém tirava sarro de Ramildo e este já começava a fazer planos em sua cabeça.&lt;br /&gt;Depois da sobremesa, os quatro foram para sala de estar para conversarem um pouco. Rafaskos ainda tirou mais alguns “sarros discretos” de Ramildo, mas este parecia não se importar mais. Algumas das vezes, até “dava corda” para o sogro:&lt;br /&gt;- ... porque saco vazio nunca pára em pé, não é Ramildo? Hahahahahaha!!!&lt;br /&gt;- Hahahahah!! – Riu Ramildo. – É verdade, Sr. Rafaskos! Agora, &lt;em&gt;saco cheio&lt;/em&gt; já é outra história, não é mesmo?&lt;br /&gt;Assim foi durante toda a noite, até que ficou tarde e todos foram se cansando. Bem, todos, menos Ramildo.&lt;br /&gt;- Não está com sono, Ramildo? – Perguntou-lhe Jaynara.&lt;br /&gt;- Que nada! Está tão divertido aqui! Não é, Sr.Rafaskos?&lt;br /&gt;- Claro! – Respondeu o sogro, tentando não ser grosseiro. – Mas acho que você deveria dormir! Senão, você pode &lt;em&gt;cair&lt;/em&gt; por aí e minha filha não gosta de ver seus namorados &lt;em&gt;caindo&lt;/em&gt;! Hahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Papai!!&lt;br /&gt;- Hahahahahahahah!! Tudo bem, Jaynara! Seu pai é mesmo demais!! Estou me divertindo muito! Ei! Não vão me oferecer nada para beber?&lt;br /&gt;Os três se entreolharam. Jaynara perguntou:&lt;br /&gt;- Mas a essa hora?&lt;br /&gt;- O que é que tem? Por acaso existe horário para beber alguma coisa?&lt;br /&gt;Os três se entreolharam de novo.&lt;br /&gt;- O que gostaria de beber, Ramildo? – Perguntou-lhe a sogra.&lt;br /&gt;- Oras, está tão divertido aqui, que acho que seria uma ótima idéia se bebêssemos uma cervejinha! O que acham?&lt;br /&gt;- Bom, nós...&lt;br /&gt;- Nós não temos cerveja em casa! – Respondeu Rafaskos rapidamente.&lt;br /&gt;- Não tem problema! – Disse Ramildo, levantando-se. – Eu busco!&lt;br /&gt;- Ramildo, acho melhor...&lt;br /&gt;- Não se preocupe, Jaynara! Nossa noite só está começando, não é sogrão? Hã? – E Ramildo piscou um olho.&lt;br /&gt;- Bem... sim... deixe-o ir, Jaynara. Acho que uma cervejinha não vai fazer mal.&lt;br /&gt;- É isso aí! Eu já estou voltando! – Disse Ramildo, e saiu.&lt;br /&gt;- Este rapaz não tem desconfiômetro! – Disse Rafaskos. – O que você foi me arrumar, hein filha?&lt;br /&gt;- Oras, querido! – Disse Sebastina. – Ele só está tentando nos agradar!&lt;br /&gt;- É isso aí! – Disse Jaynara. – Depois de tudo o que senhor fez, ele ainda está tentando agradá-lo!&lt;br /&gt;- É verdade! Além de brocha, ainda é idiota!&lt;br /&gt;- PAPAI!!!!&lt;br /&gt;- Brincadeirinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Veja o que Ramildo pretende na última parte, na próxima sexta-feira!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2212780567657664332?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2212780567657664332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2212780567657664332&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2212780567657664332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2212780567657664332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/o-genro-de-jose-rafaskos-parte-ii.html' title='O genro de José Rafaskos - Parte II'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CMMRY16BGbc/TVUS574ltAI/AAAAAAAAApM/oW-nxctkAwo/s72-c/Garfo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8539300179844283066</id><published>2011-02-11T08:40:00.001-02:00</published><updated>2011-02-11T08:42:29.713-02:00</updated><title type='text'>O Diário de Ciro – Página 1.504</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Das páginas de Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira. Dia. Assim que terminei de dar mais uma aula de Legislação de Trânsito (pela milionésima vez, expliquei aos alunos todo o processo de habilitação) voltei para meu carro, e percebi que o mesmo estava com o porta-malas destrancado. Percebi também que ele estava assim desde sábado. “Alguém poderia ter aberto e roubado algo aqui dentro!”, pensei.&lt;br /&gt;É engraçado o estágio em que chegamos. Quase todos os dias, precisamos tomar cuidado para não sermos roubados. Seja um carro que está estacionado em local suspeito, seja aquela bolsa que ficou em cima da mesa, seja o celular que está ali em cima, seja a bicicleta que ficou trancada lá fora... arrisco a dizer que tomamos precauções &lt;em&gt;na maior parte do tempo&lt;/em&gt;. Por quê? Por que o mundo já não é mais o mesmo, há muito tempo.&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, fui roubado há pouco mais de um ano. Tinha um bom tocador de Mp3 em meu carro, com vários CDs (90% deles de rock e heavy metal). Uma bela noite, um filho de uma mãe e um pai, entortou minha porta do passageiro, abriu o pino e levou tudo. O cara foi tão descuidado, que se machucou na porta e um fiapo de cabelo do braço ficou lá. Se tivéssemos C.S.I por aqui, ele estaria em apuros. Me pergunto até hoje o porquê de ter levado meus CDs. O som eu entendo... mas os CDs??? Eram todos gravados e, cá entre nós, ladrão não costuma gostar desse tipo de música!? Se fosse sertanejo, axé ou funk eu até entenderia...&lt;br /&gt;Bem, o caso é que depois disso, adaptei um amplificador no carro, onde eu apenas encaixava meu mp4 quando quisesse. Era simples e um pouco mais seguro, já que o amplificador ficava bem escondido e eu não deixava o mp4 dentro do carro.&lt;br /&gt;Mas a gente não é inteligente todos os dias. A gente esquece dos traumas. A gente facilita. A gente relaxa. Nessa última quarta-feira, deixei meu carro nos arredores da faculdade, à noite (porque a burocracia me ‘descadastrou’ do estacionamento do lugar), e o arrombaram novamente (da mesma forma da outra vez) e levaram meu mp4 e meu amplificador. Quando entrei e vi tudo revirado, não sabia se chorava ou se ficava puto. Acho que estava mais pra última opção. “Por que fui deixar isso aqui dentro?? Por que deixei o carro nesse lugar escuro?? Por que não vi pessoa arrombar? Por que a gente &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt; pega no flagra?? Por que fui tão burro??? Por que?? Por que???”.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso, enquanto voltava pra casa, e o arrependimento hoje ainda é forte. Entro em meu carro e o silêncio do caminho até o trabalho é insuportável. Não vivo mais sem aquela música...&lt;br /&gt;Vocês podem estar pensando agora: “Tá, roubaram você, Ciro. E daí? Isso acontece todos os dias! O que há de interessante na sua historinha de hoje??”. Pois aí é que está o ponto, pessoal. A coisa se tornou rotina. Não nos surpreendemos mais quando uma história de roubo é contada, pois já não é mais novidade. TODO MUNDO já foi roubado um dia. E é isso que me assusta. É uma coisa muito errada, e continuamos de braços cruzados. Estamos muito conformados com tudo isso. A gente rala, passa apertado, é honesto... para vir um filho de P e levar na facilidade? “Por que você não coloca um alarme no carro?”, vocês me perguntam. Claro, como se adiantasse.&lt;br /&gt;Penso eu que está na hora do mundo dar um BASTA. Se nós, pessoas de bem, nos uníssemos, isso dificilmente aconteceria. Se vigiássemos mais uns aos outros... ah, como seria diferente! Somos a maioria, pessoal, podem acreditar. Talvez seja hora de começar a observar tudo ao redor, e se virmos algo suspeito, acionar outras pessoas de bem (porque com a polícia também não se pode contar sempre). Talvez possamos usar a tecnologia de hoje, para sair avisando que “alguém está roubando um carro na rua tal” ou “alguém está com atitude suspeita na sua vizinhança, fiquem atentos!”. Sempre tem alguém com um notebook por perto, então... por que não? E o celular então? Já pensaram no poder que ele tem?&lt;br /&gt;Outro dia, um de meus grandes amigos, o Flávio (que por acaso mora uma rua de cima de minha casa) me ligou, dizendo que seu alarme havia disparado. Infelizmente, não pude ir verificar a casa, pois estava em outro bairro, muito longe. Mas, segundo fiquei sabendo depois, ele ligou pra mim, pra polícia, pro irmão... e eles chegaram a tempo de ver que fora apenas um alarme falso. Graças ao bom Deus. Temos aqui uma espécie de ‘acordo’, onde nos observamos sempre. Sempre que há algo de errado em nossas casas, avisamos um ao outro. Seja um barulho diferente, se escutamos, o celular é usado.&lt;br /&gt;Vocês percebem como a comunicação e a união são fortes? Se fizermos isso sempre, imagine a cara do ladrão, quando chegar aquele tanto de pessoas e pegá-lo no flagra! O que ele vai fazer? Se vingar de cada um? Com essa união? Muito difícil! Eu disse: somos a maioria.&lt;br /&gt;E volto a dizer que o notebook e o celular são poderosas armas para combater o crime hoje. Isso, se não roubarem eles de você...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8539300179844283066?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8539300179844283066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8539300179844283066&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8539300179844283066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8539300179844283066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/o-diario-de-ciro-pagina-1504.html' title='O Diário de Ciro – Página 1.504'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7995916207013858841</id><published>2011-02-06T11:11:00.000-02:00</published><updated>2011-02-06T11:11:30.442-02:00</updated><title type='text'>Rush , como foi o show dos meus sonhos .</title><content type='html'>Numa bela tarde de agosto de 2010 chega em minhas mãos uma coisa que mudaria minha vida para sempre, em um envolope azul bem lacrado com meu nome escrito em fortes letras imprimidas com o maior carinho do mundo , como se aquilo fosse somente para mim. Abro o pacote, olho dentro dele um papel branco mas, para mim aquilo brilhava que nem ouro. Eram momentos difíceis estava vivendo o final de um relacionamento que se encontrava em degradação devido à adversidades pessoais. Então quando peguei&amp;nbsp;aquele papel que era o ingresso de entrada para uma das maiores celebrações feitas pelos homens na face da terra , um show de rock. Li em alto em bom tom para toda a vizinhança escutar , RUSH MORUMBI OITO DE OUTUBRO DE DOIS MIL E DEZ,pronto , aquilo ali foi dádiva dos deuses do olímpo ou até mesmo um presente de Deus por ter sido um bom filho até hoje.(bom, pelo menos não matei ninguém)&lt;br /&gt;Assim que peguei o ingresso eu o li e reli várias vezes até acreditanr. Meses antes de ir comprei um DVD da banda e assisti repetidamente, era o maior momento da minha vida , parecia um jovem menino quando ganhava seu primeiro brinquedo, preferiria ficar horas olhando para aquele papel do que sair com os amigos ou jogar video game. Os dias foram se passando , paguei o transporte e então a data se aproximava cada vez mais, arrumei um honroso ofício de professor substituto na rede pública de ensino do estado, fiquei lá por 40 dias. Daí então trabalhando e contando os dias ia me preparando, cantando as músicas , falando com os amigos que iria ao maior show de minha vida. &lt;br /&gt;Sem mais delongas a data tão esperada chegou, depois de oito anos esperando o grupo canadense embarcar em territórios brasileiros pela segunda vez, lá estava eu na Praça Rui Barbosa , cidade de Uberaba em&amp;nbsp;8/11, chegando lá encontrei um dos amigos que foram comigo à essa sonhada viagem , o Ronaldo popularmente conhecido como Galo. Aos poucos chegaram as pessoas combinadas , enquanto muitos trabalhavam , dez desocupados entravam em uma van rumo à uma das cidades mais movimentadas do mundo. Chegamos à São Paulo por volta das seis horas da tarde , após um pequeno tour pelo interior de São Paulo. Já eram sete horas , os meninos foram comprar o ingresso para o show do Twisted Sister banda da qual eu gosto mas, nunca tive interesse de vê-los ao vivo. &lt;br /&gt;Passamos ao shopping comemos algo e fomos ao encontro do que eu mais esperava em 2010 , um show de rock do qual iria me lembrar por toda a minha vida , RUSH uma das bandas mais completas do mundo até os músicos mais criteriosos e os críticos mais rigorosos os elogiam fortemente.&lt;br /&gt;À um mar de mais de 40.000 pessoas , entrei naquele Coliseu , o estádio do Morumbi parecia uma nave interplanetária. Às 21 horas as luzes do estádio se apagaram, quando isso aconteceu achei que não iria ter coração, quando um curta metragem estrelado pelos integrantes da banda era exibido eu abria a boca e chorava pelo nível técnico de produção ali apresentado. Assim então meu coração dispara quando Geddy Lee toca a introdução da Spirit of Radio , canção que eu já apreciava e forçava meus instrutores de&amp;nbsp; musculação à ouvirem quando estávamos sozinhos na academia eles odiavam , principalmente quando eram músicas complexas e longas, eu confesso fazia aquilo para enfezar qualquer um ali presente. Durante o show não tive tempo de fechar a boca eu ficava imóvel à cada movimento dos músicos, aquelas obras faraônicas com as luzes me deixaram perplexo pela qualidade da equipe de palco e dos músicos experientes, sempre me encantei com a bateria e o baixo , mas aquele dia toda a banda me conquistou como um fiel fã, não é atoa alguns os chamam de Santíssima Trindade do Rock and Roll e eu concordo , três únicos homens e uma fantástica fábrica de sons e letras de hipnotizar qualquer rockeiro que se prese. Eu agradecia à deus à cada acorde, à cada nota lançada por aqueles rapazes. A produção foi perfeita , depois dizem que só Deus é perfeito , nós também somos. Quando saímos do estádio eu estava sem rumo , custei achar a van que nos levava, mas enfim achei . Fiquei tão feliz que adormeci e somente acordei na primeira parada , tomei algo para dar uma energia a mais e dormi novamente, chegamos aqui à 10 da manhã no dia seguinte, sem maiores comentários eu digo quem foi amou, quem não foi perdeu pois é a maior apresentação vista pelos meus olhos até os dias de hoje. DEUS SALVE RUSH !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7995916207013858841?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7995916207013858841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7995916207013858841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7995916207013858841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7995916207013858841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/rush-como-foi-o-show-dos-meus-sonhos.html' title='Rush , como foi o show dos meus sonhos .'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1328787679644793132</id><published>2011-02-04T08:16:00.001-02:00</published><updated>2011-02-04T08:19:30.794-02:00</updated><title type='text'>O genro de José Rafaskos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sarro tirado por Ciro M.Costa&lt;br /&gt;Texto não apropriado para menores de 14 anos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569776550191509602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TUvSQzB3MGI/AAAAAAAAAo8/qobwP9rLVkE/s320/brocha.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ramildo teve uma vontade imensa de chorar! Aquilo não podia estar acontecendo! Não com ele! Não naquele dia! Não com &lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt; garota!&lt;br /&gt;- Isso nunca aconteceu antes! – Ele disse.&lt;br /&gt;“É o que todos dizem!”, pensou Jaynara, e disse:&lt;br /&gt;- Tudo bem! Não tem problema algum! Isso acontece com qualquer um!&lt;br /&gt;“É o que todos dizem!”, pensou Ramildo.&lt;br /&gt;Começaram a se vestir. A noite estava acabada para ambos.&lt;br /&gt;- Da próxima vez, isso não vai acontecer! – Disse Ramildo.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Ramildo! – Disse Jaynara. – Não fique preocupado com isso! Acontece, oras!&lt;br /&gt;- Será que você pode me fazer um grande favor? Não conte isso pra ninguém, tá bom?&lt;br /&gt;- Isso você nem precisava pedir!&lt;br /&gt;- Promete?&lt;br /&gt;- Prometo!&lt;br /&gt;Ramildo teve mais tristeza ainda em pagar a conta do quarto, sabendo que tudo fora inútil. “Jaynara bem que podia pagar a metade!”, ele pensou.&lt;br /&gt;Quando saíram do motel, Jaynara convidou Ramildo para um jantar em sua casa no dia seguinte, talvez com intenção de fazê-lo se esquecer do ocorrido. E ela se esquecer também.&lt;br /&gt;- Acho que já está na hora de você conhecer meu pai! – Ela disse.&lt;br /&gt;- Se ele for tão gente boa quanto sua mãe, por mim está bom! – Disse Ramildo.&lt;br /&gt;- Não se preocupe! Tenho certeza de que ele vai adorar você tanto quanto ela!&lt;br /&gt;Ramildo a deixou em casa e despediram-se.&lt;br /&gt;O rapaz ainda ficou pensando naquilo à noite toda. Como podia? Por quê? Era a pior coisa do mundo para um homem! E se mais alguém soubesse? Não! Jaynara prometera! E ele também não iria contar para ninguém! Nem para seu melhor amigo! Isso mesmo! O assunto estava morto e enterrado.&lt;br /&gt;“Morto e enterrado”, ele pensou, “Essas palavras me dão uma sensação terrível! Espero não falhar da próxima vez!”, e tentou dormir.&lt;br /&gt;No dia seguinte, aprontou-se para o jantar na casa de Jaynara. Ensaiou mil coisas de mil maneiras para dizer ao sogro. Jaynara dissera que o pai era ex-humorista e Ramildo achou que seria interessante bolar alguns assuntos sobre humoristas famosos, só para puxar um assunto com &lt;em&gt;o homem&lt;/em&gt;. Estava muito nervoso para tal encontro, pois conhecer o pai da namorada era sempre terrível. A sogra ele já conhecia. Dona Sebastina. Um amor de pessoa. Certa vez, Jaynara lhe contara que a mãe já fora uma “pingona”em tempos antigos, mas que tinha melhorado bastante nos últimos anos. Ramildo nunca acreditou nisso. Não parecia ser do feitio da D. Sebastina beber daquele jeito. Não. Não ela.&lt;br /&gt;Já era mais de 20:00 horas quando Ramildo chegou na casa da namorada. Ela havia marcado 20:30, mas ele achou melhor chegar um pouco mais cedo. Quem atendeu foi ela.&lt;br /&gt;- Ramildo! Chegou cedo, hein? – Disse Jaynara, dando-lhe um beijo.&lt;br /&gt;- Achei que seria mais...&lt;br /&gt;- Venha! Meu pai e minha mãe estão na sala! – Disse ela, interrompendo-o.&lt;br /&gt;Ramildo pensou que se já não conhecesse a casa e a sogra, estaria mil vezes mais nervoso do que já estava. No entanto, isso não amenizava as coisas.&lt;br /&gt;- Ramildo! – Disse a sogra, abraçando-o.&lt;br /&gt;- Olá, Dona Sebastina!&lt;br /&gt;- Pai – disse Jaynara – este é o Ramildo! Ramildo, este é meu pai!&lt;br /&gt;Mal Ramildo pôs os olhos no sogro e já não gostou. Era estranho, mas o homem tinha olhos grandes... olhos sacanas. Foi isso o que Ramildo pensou. Mas não podia pensar nisso!&lt;br /&gt;- Ora... então esse é o famoso Ramildo? – Disse o sogro. – Hahahahaahhaha!!&lt;br /&gt;Ramildo não gostou da risada. Nem um pouco.&lt;br /&gt;- S-sim. – Disse Ramildo. “Droga! Não era pra gaguejar!”. – E o senhor? Como se chama? – “Isso! Firmeza na voz! Vamos lá!”.&lt;br /&gt;- Meu nome é José Rafaskos.&lt;br /&gt;- Prazer, Sr.Rafaskos. – E ergueu a mão. “Vamos lá, velho! Pegue na minha mão! Pelo amor de Deus, não me faça o que estou temendo que faça!”&lt;br /&gt;O sogro olhou de cima a baixo, hesitou um pouco, mas pegou na sua mão. Eram mãos grandes e fortes.&lt;br /&gt;“Ufa!”, pensou Ramildo.&lt;br /&gt;Mas o sogro ainda tinha olhar intimidador. Como todo sogro deve ter.&lt;br /&gt;- Então? Vamos jantar? – Disse Jaynara, e foram.&lt;br /&gt;- Está com fome, Ramildo? – Perguntou Rafaskos.&lt;br /&gt;- Um pouco.&lt;br /&gt;- Precisa comer! Está um pouco magro, hã?&lt;br /&gt;- Acho que sim.&lt;br /&gt;- E precisa de forças também! Para qualquer coisa! Hahahahahah!!&lt;br /&gt;- Hehehehehe... – “Acho que esse cara está fazendo hora comigo! Não... eu é que estou nervoso! Só isso!”.&lt;br /&gt;Ramildo esforçou-se ao máximo e o jantar fora o mais normal possível. Conseguiu responder à todas as perguntas do sogro, sem gaguejar uma vez sequer. O velho ainda parecia um demônio sacana com aquela cara, mas Ramildo pensou que fosse só para intimidá-lo.&lt;br /&gt;- O que seu pai faz, rapaz? – Perguntou Rafaskos, tomando um gole de suco de limão.&lt;br /&gt;- Ele já se aposentou! – Respondeu Ramildo. “Isso! Perguntas simples, respostas simples!”&lt;br /&gt;- Hum... então seu pai não faz nada, assim como o meu!&lt;br /&gt;- Seu pai também é aposentado?&lt;br /&gt;- Não! Ele está morto! Hahahahahahaahha!! – E deu um tapa na mesa.&lt;br /&gt;- Querido! – Disse a Sra. Sebastina.&lt;br /&gt;- Hehehehe... – Riu Ramildo, forçadamente.&lt;br /&gt;- Oras, querida! Foi apenas uma piada para deixar meu genro à vontade e tirar o nervosismo! Não é, Ramón?&lt;br /&gt;- É ‘Ramildo’, papai! – Corrigiu Jaynara.&lt;br /&gt;- Isso! Está nervoso, Ramildo?&lt;br /&gt;- Não senhor! – Respondeu Ramildo, mentindo.&lt;br /&gt;- Que bom! Muito nervosismo pode ser um desastre, não é verdade? – E o sogro o encarou.&lt;br /&gt;- Tem toda razão. – “O que ele quis dizer com isso?”.&lt;br /&gt;- Querido, vamos comer, sim?&lt;br /&gt;- Claro! Vamos comer, não é Ramildo! Porque para comer comida, não é preciso tanto esforço para comer quanto outras coisas! Hahahahahahahaha!!!&lt;br /&gt;- O que? – Perguntou Ramildo, ainda mais confuso.&lt;br /&gt;- Querido!! Quer parar? – Disse Sebastina.&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem! – E, sem que a filha e a mulher vissem, Rafaskos olhou para Ramildo e fez um sinal com seu dedo indicador, de forma que o mesmo caísse para baixo. Junto com o gesto, ele assobiou. – Fiiuuuu....&lt;br /&gt;Ramildo levantou-se.&lt;br /&gt;- Eu... eu preciso ir ao banheiro! – Ele disse, e saiu.&lt;br /&gt;- O que você disse, papai? – Perguntou Jaynara.&lt;br /&gt;- Eu? Nada, ué!? Vocês me ouviram dizer alguma coisa?&lt;br /&gt;Jaynara levantou-se também e foi atrás de Ramildo. Este, estava no meio do corredor.&lt;br /&gt;- Ramildo, espere aí!&lt;br /&gt;O rapaz parou.&lt;br /&gt;- Putz, esqueci onde fica o banheiro! – Disse ele.&lt;br /&gt;- Ramildo, o que há?&lt;br /&gt;- “O que há”? Eu é quem pergunto! Por acaso você contou sobre &lt;em&gt;aquilo&lt;/em&gt; pra mais alguém?&lt;br /&gt;- Aquilo o quê?&lt;br /&gt;- Oras, você sabe! Ontem! A bro...&lt;br /&gt;- Aaah, tá!! Bom... eu...&lt;br /&gt;- Você...?&lt;br /&gt;Jaynara hesitou, e então disse:&lt;br /&gt;- Eu só contei para os meus pais!&lt;br /&gt;- Você o quê????&lt;br /&gt;- Eu disse que...&lt;br /&gt;- Tá, tá! Eu ouvi! Putz, Jaynara! Eu te disse para não contar pra &lt;em&gt;ninguém&lt;/em&gt;!!! Você prometeu!&lt;br /&gt;- Mas eles são meus pais! Se eu não puder confiar neles...&lt;br /&gt;- Ah, claro! Seu pai é muito direito pelo que vi até agora!&lt;br /&gt;- Ei! Não fale assim do meu pai!&lt;br /&gt;- E ele pode me tirar sarro, não é?&lt;br /&gt;- Ele não...&lt;br /&gt;- Sim, Jayanara! Ele fez assim para mim enquanto você e sua mãe não olhavam! – E Ramildo repetiu o sinal que Rafaskos fizera.&lt;br /&gt;Jaynara balançou a cabeça, negativamente.&lt;br /&gt;- Eu vou falar com ele e...&lt;br /&gt;- Não, Jaynara! Melhor não!&lt;br /&gt;- Mas ele não pode fazer isso com você!&lt;br /&gt;- Está tudo bem! Melhor não falar nada, senão essa noite pode ficar pior do que já está! Deixa ele comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CONTINUA...!!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1328787679644793132?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1328787679644793132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1328787679644793132&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1328787679644793132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1328787679644793132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/o-genro-de-jose-rafaskos.html' title='O genro de José Rafaskos'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TUvSQzB3MGI/AAAAAAAAAo8/qobwP9rLVkE/s72-c/brocha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3254154216301962967</id><published>2011-02-03T00:21:00.000-02:00</published><updated>2011-02-03T00:21:30.993-02:00</updated><title type='text'>Muay Thai</title><content type='html'>Feliz aniversário...&lt;br /&gt;Vísceras saindo pela boca..&lt;br /&gt;Sangue no olho.&lt;br /&gt;Boca sangrando ... e o coração tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não uso camisa...&lt;br /&gt;Feliz aniversário...&lt;br /&gt;Dentes quebrados...&lt;br /&gt;Demência pugilistica..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha guerra não é nas ruas ...&lt;br /&gt;Não é em escritórios&lt;br /&gt;É no ringue&lt;br /&gt;Aonde faço a minha história&lt;br /&gt;E no tatame aonde me faço como gente&lt;br /&gt;Para lutar contra os espectros chamados leigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário...&lt;br /&gt;Quer saber como cai?&lt;br /&gt;O meu nome é muay thai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3254154216301962967?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3254154216301962967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3254154216301962967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3254154216301962967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3254154216301962967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/muay-thai.html' title='Muay Thai'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2897849857201820898</id><published>2011-02-01T03:48:00.000-02:00</published><updated>2011-02-01T03:48:51.460-02:00</updated><title type='text'>Vote !</title><content type='html'>Vote !&lt;br /&gt;Vou lhe ajudar !&lt;br /&gt;Para começar tomo seu emprego... descance&lt;br /&gt;Você não precisa de um salário, sou o estado faço tudo para ti.&lt;br /&gt;Desde que eu lhe veja aos meus pés ou em uma sarjeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote !&lt;br /&gt;Vou lhe ajudar !&lt;br /&gt;Tomarei sua mulher e seus filhos... merece liberdade&lt;br /&gt;Desde que esteja em uma prisão por roubo ou assassinato.&lt;br /&gt;Eu sou o estado ... e isso é o que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bolso cheio...&lt;br /&gt;Pobres à beira do meu gabinete...&lt;br /&gt;E homens que nem bulldogs à lhe espancar.&lt;br /&gt;Pois é violência gratuíta não reclame !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote !&lt;br /&gt;Vá à igreja....&lt;br /&gt;Pague o dizimo com mondex&lt;br /&gt;E seja bem vindo ao século XXI&lt;br /&gt;O século do Inferno !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2897849857201820898?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2897849857201820898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2897849857201820898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2897849857201820898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2897849857201820898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/vote.html' title='Vote !'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8832016012306359071</id><published>2011-02-01T03:43:00.000-02:00</published><updated>2011-02-01T03:43:07.788-02:00</updated><title type='text'>O médico</title><content type='html'>O erro é lucro.&lt;br /&gt;Certo mesmo é levar prejuízo.&lt;br /&gt;Eu gosto sabe !?&lt;br /&gt;Sou um médico bem sucedido ...&lt;br /&gt;zelo pelo meus pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu gosto do que é errado.&lt;br /&gt;Me dá prazer...&lt;br /&gt;Digo à um homem não fume !&lt;br /&gt;Estou aqui sentado fumando !&lt;br /&gt;Passo o dia dizendo que os outros devem fazer !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço nada e ganho muito.&lt;br /&gt;Pois foi o que sempre quis.&lt;br /&gt;Não ligo para a mulher pobre sem dinheiro...&lt;br /&gt;Eu apenas sou um médico e não Jesus.&lt;br /&gt;Jurei mas, nunca quis cumprir nada !&lt;br /&gt;E nem cumprirei ...&lt;br /&gt;Reclame se quiser , qualquer coisa ...&lt;br /&gt;Tá aqui o meu cartão...&lt;br /&gt;Um beijo e um pé no butão !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8832016012306359071?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8832016012306359071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8832016012306359071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8832016012306359071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8832016012306359071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/02/o-medico.html' title='O médico'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2188733991032755511</id><published>2011-01-28T13:44:00.003-02:00</published><updated>2011-01-28T13:50:25.439-02:00</updated><title type='text'>TV C?RO – “O Interruptor Falante”</title><content type='html'>&lt;em&gt;Acendido por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TULkj0jN2II/AAAAAAAAAo0/XiyZC5luKhk/s1600/interruptor.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567263393436260482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TULkj0jN2II/AAAAAAAAAo0/XiyZC5luKhk/s320/interruptor.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Vem aí, o novo programa da nova programação de novos horários da TV C?RO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O INTERRUPTOR FALANTE!!!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele era um interruptor de uma casa qualquer...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Querido, acenda a luz por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas, devido a um acidente radioativo, uma experiência química e ondas que vieram do espaço, ele começou a FALAR...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- E aí, pessoal? "Tô ligado"! Hahahahahaha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E esse interruptor vai dar o que falar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Não to grávido não, gente! Mas já dei a luz! Hahahahahahha!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele vai divertir você!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Se eu fosse uma campanhia ia dizer: toca aqui, cara!!! Hahahahahahha!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele vai divertir a sua família!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ia chamar uns amigos meus, mas estou com ‘mau contato’! Hahahahahahahha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele vai divertir o seu vizinho!!!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Ei, você aí embaixo!&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Qual decisão deve ser TOMADA?? Hahahahhahahahahahah!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele vai divertir todo mundo!!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Opa! Tá tudo muito claro! LIGA não!! Hahahahahahhahhaha!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não perca, todas as quintas, depois de “Cemitério das Patys”...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Na hora de minha morte, eu digo: Jesus apaga a luz! Hahahahahah!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;DJEIKS, O INTERRUPTOR FALANTE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Que belo programa. Estou TOCADO. Hahahahahahhahahahahahahah!!!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2188733991032755511?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2188733991032755511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2188733991032755511&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2188733991032755511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2188733991032755511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/01/tv-cro-o-interruptor-falante.html' title='TV C?RO – “O Interruptor Falante”'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TULkj0jN2II/AAAAAAAAAo0/XiyZC5luKhk/s72-c/interruptor.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4719643561263141524</id><published>2011-01-24T09:49:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T09:49:04.959-02:00</updated><title type='text'>O ONTEM QUE ERA HOJE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TT1mx5AsdYI/AAAAAAAAANY/dGs5RHH0zq0/s1600/bordado0012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TT1mx5AsdYI/AAAAAAAAANY/dGs5RHH0zq0/s320/bordado0012.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ontem acordei com vontade de fazer nada o dia todo, uma preguiça desgramada tomando conta de mim. Mas era dia de fazer alguma coisa, porque apesar de estar de férias, se todo o universo se move não faz sentido ficarmos parados. Arrumei logo uma coisinha pra fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Com o computador ligado, entrei no site da Globo e assisti o capítulo da novela das sete, do dia anterior. Que beleza a tecnologia!!! Há anos atrás quando perdíamos um capítulo da novela, somente o que restava era a memória dos amigos e colegas de trabalho. E enquanto me deliciava com as peripécias da Jaqueline, preparei uns riscos de bordado e fiz um pouco de crochê num caminho de mesa bordado em ponto cruz. Apesar da tecnologia, que maravilha os trabalhos manuais!!! Ainda não inventaram a possibilidade de um bordado a mão ser feito pela máquina de forma fiel. Ainda bem!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Hoje acordei com vontade fazer tudo. Por experiência própria, a coisa mais fácil do mundo é o tudo tornar-se nada ou o nada tornar-se tudo. Por isso, esta vontade louca de fazer tudo tornou-se nada. E eis-me aqui, no final do dia, sem ter feito nem um terço de tudo aquilo que tive vontade fazer hoje. Apenas fiz um pouco de crochê num caminho de mesa (o mesmo do parágrafo acima). A tarde, no horário daquelas novelas que valem a pena a gente ver de novo, fiz ponto ajur num pano de prato e depois montei um outro pano de prato num bastidor para, amanhã, quem sabe, ser bordado a máquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #2e2e2e; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Essa pode ser a essência da vida: o desejo por alguém que nunca me notou da maneira como eu gostaria de ser notado ser transformado em desenhos que se entrelaçam e vão tomando forma no bordado, criando um universo de cores e formas lindíssimas. É preciso torcer para as coisas darem certo, mas com uma certa certeza de que o mundo gira e a vida muda, por mais avessa que possa nos parecer a primeira vista. Meu desejo avesso por alguém que me vê apenas como amigo, mas que me ama como amigo, apesar de ser como amigo. Esse é o avesso da vida: as coisas não acontecerem como desejamos. Entretanto, isso é maravilhoso! Afinal, a parte mais importante do bordado é o avesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4719643561263141524?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4719643561263141524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4719643561263141524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4719643561263141524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4719643561263141524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/01/o-ontem-que-era-hoje_24.html' title='O ONTEM QUE ERA HOJE'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TT1mx5AsdYI/AAAAAAAAANY/dGs5RHH0zq0/s72-c/bordado0012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3593397793083382793</id><published>2011-01-21T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-01-21T00:01:00.521-02:00</updated><title type='text'>O Diário de Ciro - página 219</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Ciro M. Costa, tentando agora escrever sobre sua vida cotidiana&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;TÍTULO:&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Saindo de casa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos de nós, quando criança, fica imaginando como será o futuro. O que vou ser quando crescer? Serei rico? Vou me casar? Com quem? Como será minha casa? Quando vou sair da casa de meus pais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, com 33 anos, posso dizer com certeza que já consigo responder a todas essas perguntas (com exceção da primeira). E a resposta da última pergunta é: 03/01/2011.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de muito trabalho, dinheiro e papelada, finalmente conseguimos a nossa tão sonhada casa própria. E bote DINHEIRO nisso. Se você está pensando em comprar sua casa própria pela Caixa e acha que a coisa é fácil e barata como eles prometem, pense duas vezes. O dinheiro que eles "dão" do subsídio é uma mera ilusão. Mas isso é outra história...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há tempos estava "ensaiando" para sair de casa, mas foi em dezembro (quando peguei as chaves) que comecei a me preparar de verdade. A primeira coisa que se pensa é: terei dinheiro suficiente para me sustentar? Penso eu que se fôssemos pensar sempre nisso antes de fazer as coisas, então não faremos mais nada nessa vida! Principalmente casar! Heheheheh!!! Então, tive que descartar essa idéia do dinheiro. Era preciso mudar o quanto antes, pois a casa nova não poderia ficar sozinha. Como diria Baltazar Jocasto: "Dinheiro a gente arruma pelo caminho". E lá fui eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No começo não tinha muita coisa. Levei a roupa do corpo, objetos pessoais de higiene e mais os "babilaques" que já tinha: Uma televisão pequena (que ganhei do meu irmão, que era de seu falecido sogro), um aparelho de dvd, um ventilador pequeno, um criado-mudo antigo (nunca falou), um video-game (morar sozinho sem um não dá!!), uma garrafa vazia (para roubar água dos amigos), um cabideiro, um livro de Allan Kardec e um garfo verde. Felizmente, minha noiva já havia deixado uma cama e um colchão lá pra mim, então não precisaria de mais coisas (pelo menos por enquanto). O primeiro dia fora bastante tumultado, pois coincidiu de ser minha volta ao trabalho (o pior das férias é quando elas acabam!!!) e o nascimento de Pedro (filho de Bruno Carvalho, um dos fundadores do blog)... mas no final acabou dando tudo certo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, 'final' nada. Era apenas o começo. E o começo não foi muito fácil. Não que tivesse dificuldades financeiras ou problemas maiores... o difícil foi trabalhar o psicológico. "Caramba, estou sozinho aqui. E agora?". Nas primeiras noites, tive um certo 'medinho'. Os muros da casa ainda estavam meio baixos, e você fica imaginando o que diabos são aqueles barulhos que fica ouvindo a todo momento. Pensei: "se alguém entrar aqui, sou &lt;em&gt;eu &lt;/em&gt;quem vai ter que dar jeito!!". Ééééé... e a casa fica num bairro distante, talvez a polícia ainda nem consiga chegar lá!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda na primeira semana, antes de dormir, pensei comigo várias vezes: "Pra quê estou fazendo isso? Não poderia esperar pra mudar depois do casamento? Eu estava em casa, de boa, no conforto, tinha comida e roupa lavada, tinha tv por assinatura pra ver de madrugada... tinha &lt;em&gt;gente&lt;/em&gt; morando comigo! O que estou fazendo aqui? Só eu e Deus estamos aqui nesse fim de mundo!?". Você fica lembrando do que as pessoas te falam alguns dias antes, sobre perder o 'conforto' da casa dos pais. Jamais havia imaginado a tamanha &lt;em&gt;consistência&lt;/em&gt; dessa palavra! E vocês só vão entender se morarem sozinhos também!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso a vocês que estive por muito pouco de pegar minhas coisas e voltar pra casa na 4ª noite. Era um frio na barriga, um pensamento desesperado! Estava na cama com essas idéias, quando ouvi barulhos vindo do telhado e a luz do quarto se queimar (isso porque estava apagada). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas então, pensei de novo: "Voltar? Não! Isso seria descer um degrau na escada da vida! Não posso! Tantos amigos conseguiram fazer isso (alguns até foram morar sozinhos &lt;em&gt;em outra cidade&lt;/em&gt;!)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; por que justamente &lt;em&gt;eu &lt;/em&gt;não conseguiria? Além do mais, preciso me desprender desses confortos, das coisas materiais! É vital que aprenda a me virar sozinho! Eu sou Ciro!".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trabalhei 1 dia nesse pensamento, e desde então minha vida morando sozinho tem sido um pouco mais tranquila. Uma semana foi o prazo para começar a me acostumar com a idéia. Outras pessoas levariam bem mais, principalmente aquelas que têm medo de espíritos. Essa parte eu pulei, pois tenho comigo que se um espírito começa a fazer barulho em sua casa, das duas uma: ou ele precisa de sua ajuda, ou ele está querendo apenas brincar com você. Além do mais, não sou médium de efeitos físicos, então eles não me incomodariam. Agora, se a pessoa tem medo, então vai ficar complicado, principalmente se ela se lembrar do filme &lt;em&gt;Atividade Paranormal&lt;/em&gt; no meio da noite. Aí, meus amigos, sai de perto!! Trabalhar o psicológico é essencial quando se está sozinho em uma casa. E posso dizer a vocês, com certeza, que "sozinho em uma casa" é a melhor hora para se fazer isso. E se conhecer melhor também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse foi um resumo resumido de minha primeira semana morando sozinho. Se agradar, postarei mais episódios e experiências sobre minha nova vida, até o dia do meu casamento (quem sabe no final do ano!!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora... será que alguém sabe como eu tiro aquele gosto de plástico do meu filtro de água novo???&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3593397793083382793?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3593397793083382793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3593397793083382793&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3593397793083382793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3593397793083382793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/01/o-diario-de-ciro-pagina-219.html' title='O Diário de Ciro - página 219'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7060498321215147647</id><published>2011-01-14T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-01-14T08:02:49.962-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE FINAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Ciro M. Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Bem, é engraçado estar aqui, no final das contas. Depois de tudo o que passei, assim como tudo, deveria, claro, haver um fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha jornada foi longa. Para quem leu essa história pode ter parecido tudo um piscar de olhos. Os fatos pareciam acontecer muito rapidamente... mas, acreditem, para mim foi uma eternidade. E essa eternidade ainda não acabou, como toda eternidade tem que ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra mim, na verdade, fora tudo um aprendizado. Claro! Que tragédia em nossas vidas que não é? Você está num bom momento, cuidando de sua vida, sua rotina... e, de repente, as coisas ruins começam a acontecer. Então você tem que se desviar do caminho, e é aí onde aprende coisas novas sobre a vida. Ou a morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Quem é você?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Eu já lhe disse. Meu nome é Alice.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- Você... você existe mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;- É difícil explicar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas pessoas dizem que Deus nos envia uma espécie de 'ajuda' nos momentos mais difíceis. Será isso verdade? Será que nós mesmos não somos capazes de pedir uma ajuda especial, mesmo inconscientemente? Por que tantas pessoas aparecem em nossa vida, e depois desaparecem para sempre? Pare pra pensar. Talvez elas nunca tivessem estado ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Quero tocar você.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Você não pode, Joshua.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Por que???&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;- Não sou quem você pensa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas mesmo que você não acredite em Deus, saiba que há uma força por trás de tudo. Seja de você ou de algo do 'além', ela vem até você. Você pode não aceitar, mas ela estará lá e, de alguma forma irá te ajudar. Ou te atrapalhar. Ou estará lá apenas para te confundir. Por que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Estou apaixonado por você, Alice.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Então, escreva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Hein?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Escreva sobre mim. Há séculos escrevem sobre mim, seja em histórias ou em canções. Faça sua parte, e me darei por satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Mas o qu...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;- Escreva o que quiser.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jamais viram Alice na árvore comigo. Muitos afirmam ter-me visto sozinho, lá em cima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. Alice não foi fruto de minha imaginação. Tampouco fora um sonho. Alice não era um espírito de uma garota que veio me visitar. Não sou médium e nunca fui esquizofrênico. Quem ou quê era Alice então?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- &lt;em&gt;Quero que seja feliz, Joshua.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Isso é uma despedida?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Sim. Você não me verá nunca mais, mesmo em outra vida. Eu disse que estaria aqui enquanto você precisasse, e esse tempo já passou. Agora é hora de você seguir seu caminho, e eu o meu. Se é que existe um caminho pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como eu, você pode querer se perguntar várias vezes quem era a 'menina das ávores', mas jamais irá conseguir. Imagine: se Deus criou o mundo, então... quem criou Deus? Você vai penetrar nesse pensamento profundo, e por mais que se esforce, jamais irá encontrar uma explicação lógica. É apenas um exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim é com Alice. É preciso aceitar que estamos nesse mundo sem precisar saber de tudo. Pra tudo há uma explicação, mas nossas mentes estão limitadas. E é se aproveitando disso, que criaturas como Alice aparecem em nossas vidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alice se alimentou dos mistérios que a rondaram. E depois de satisfeita, ela simplesmente foi embora, como tem feito há muito tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;- Você não pode me abandonar...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;- E você não pode dizer o que se pode fazer, Joshua. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos de nós querem fugir de seus problemas. Vamos para um lugar sossegado para pensar na vida e curtir um pouco de nós mesmos. Alguns sobem em árvores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;- Essa árvores te trouxe bons momentos, Joshua?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;- Os melhores de minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;- Então, não deixe de vir. Suba aqui quando puder, assim como fez no primeiro dia. Converse com ela, assim como fez todo esse tempo. Acredite, a árvore gosta de você. Ela me disse que pode pegar seus frutos sempre que precisar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;- Alice, eu...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;- Tome, Joshua bobo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele dia, Alice me jogou uma bela goiaba. Mas quando peguei a fruta no ar, a menina das árvores havia desaparecido. Desapareceu, como se jamais houvesse aparecido...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje encerro a história que Alice me pediu. Não sei se os autores antigos escreveram algo verídico sobre ela. Vai saber de que forma ela apareceu para eles, ou o que lhes disse. Não me importa mais. Achei que Alice fosse uma exclusividade minha. Um presente do "outro lado" para Joshua. Mas não fora nada disso. Fora apenas 'algo' que apareceu e que já havia aparecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"E então Joshua morreu um dia, e para sempre estava naquela árvore, rindo e conversando com Alice, a sua menina das árvores". Era esse o final que esperavam? Sinto desapontá-los. Também estou desapontado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E todos nós aprendemos uma lição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(VEJA O &lt;em&gt;FINAL ALTERNATIVO&lt;/em&gt; NO BLOG &lt;a href="http://estourou.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ESTOUROU&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E aguarde &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;NOVAS NOVIDADES&lt;/span&gt; EM 2010, aqui &lt;span style="color:#009900;"&gt;NESTE BLOG&lt;/span&gt; !!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7060498321215147647?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7060498321215147647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7060498321215147647&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7060498321215147647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7060498321215147647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/01/menina-das-arvores-parte-final.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE FINAL'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4444768091738139218</id><published>2011-01-07T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-01-07T00:01:00.544-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TSXiSDVWVeI/AAAAAAAAAos/U2OgHIDazw4/s1600/Olhos.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559098114819118562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TSXiSDVWVeI/AAAAAAAAAos/U2OgHIDazw4/s320/Olhos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por um momento, pensei que aqueles dois estavam ali me encurralando para acabar comigo. Mas descartei esse pensamento no mesmo instante. Aquilo não era nenhum tipo de filme, seria ridículo demais fazerem isso. Ou não?&lt;br /&gt;Ainda sorrindo e me encarando, Lucíola tirou um canivete do bolso, e rasgou um dos sacos de ração pra cachorro.&lt;br /&gt;- Isso vai dar trabalho pra limpar depois... – eu disse, querendo parecer tranqüilo.&lt;br /&gt;- Não tem problema. – ela disse. – Somos eu e Alberto quem vamos limpar a bagunça, assim que formos os donos desse armazém.&lt;br /&gt;- Estou me sentindo em uma novela das nove agora. Você sabe que os vilões nunca vencem, não é?&lt;br /&gt;- O único vilão aqui é você, moleque! Nunca deu duro na vida como eu e Alberto para o seu pai. Sempre fomos empregados fiéis a ele e deveríamos ter herdado 100% deste lugar!&lt;br /&gt;- “Deveríamos”?? Que eu saiba, foi somente &lt;em&gt;você&lt;/em&gt; quem recebeu uma parte desse lugar. Alberto não ficou com nada. Estou enganado, amigo?&lt;br /&gt;- Não sou seu amigo. – disse Alberto, secamente.&lt;br /&gt;- Talvez não hoje, mas já foi um dia. Um dia desses, antes de Lucíola aparecer em nossas vidas.&lt;br /&gt;- Eu era seu amigo somente para agradar seu pai...&lt;br /&gt;- Talvez, Alberto. Ou talvez você esteja apaixonado por essa daí e, sem querer, acabou virando o cachorrinho dela.&lt;br /&gt;Súbito, Alberto pulou em cima de mim e agarrou meu pescoço. Idiotice a minha ter dito tal coisa, ele era bem mais forte que eu, e poderia me matar ali mesmo.&lt;br /&gt;- O que foi que disse, moleque???&lt;br /&gt;- Alberto... está... me machucando, cara...&lt;br /&gt;- Por é que você não é como seu pai, hã? Por que é que tem que ser assim? Por que não foi legal com a gente?&lt;br /&gt;- E-eu? O... que foi que... eu fiz??!?&lt;br /&gt;Comecei a engasgar, então Alberto me soltou. Olhou para Lucíola, e esta continuava sorrindo, sem falar nada. Ele me olhou de novo, enquanto eu mal conseguia ficar de pé. Tive a impressão de que ele esperava que Lucíola o impedisse de algo.&lt;br /&gt;Deve ter ficado um pouco decepcionado.&lt;br /&gt;- Isso está errado. – ele disse. – O que estamos fazendo, Lucíola?&lt;br /&gt;- Eu não fiz nada. – ela respondeu.&lt;br /&gt;- Não fez? Que droga, você me obrigou a isso!&lt;br /&gt;- Eu não obriguei ninguém. Você está fazendo tudo por conta própria.&lt;br /&gt;- Eu pensei que o rapaz fosse nosso inimigo aqui dentro... mas ele tem razão! O que foi que ele nos fez? Eu gostava dele! Gostava de conversar com ele nesse depósito! Deus, pela primeira vez na vida, pensava comigo: “achei um lugar onde os patrões são pessoas boas!”. Então... tudo mudou quando você chegou! Você me pôs contra o garoto... e no final acabou ficando com metade do armazém!! Que idiota eu sou??&lt;br /&gt;- Oras, pensou que sendo amigo desse imbecil conseguiria ficar com algo?&lt;br /&gt;- Não!!! Nunca me interessei em ficar com nada disso aqui!! Eu era feliz! Tinha um grande amigo... e você estragou tudo para conseguir o que queria!!! Você não vale nada, sua...&lt;br /&gt;- Olha a boca, Alberto! Não diga nada do que irá se arrepender.&lt;br /&gt;- Você é uma vadia, Lucíola!! – dito isso, Alberto me estendeu sua mão. – Ei, Joshua, levante-se. Vamos embora daqui.&lt;br /&gt;Ainda meio atordoado, peguei em sua mão.&lt;br /&gt;- O que está fazendo?? Ainda não terminei minha conversa!! Mudando de lado, não me impedirá de conseguir...&lt;br /&gt;- Eu sei o que você quer, Lucíola. – eu disse. – Vou conversar com o advogado amanhã de manhã e doar minha parte para você. Se quer tanto esse armazém, que fique com ele. Você tem razão, sempre deu mais duro aqui do que eu. Merece ficar com ele.&lt;br /&gt;- E eu estou me demitindo! – disse Alberto, encarando-a.&lt;br /&gt;Lucíola perdeu seu sorriso. Nunca soube se naquele momento ela estava arrependida, ou se estava excessivamente satisfeita com minha decisão, pois nunca mais a vi em minha vida.&lt;br /&gt;Quando estávamos do lado de fora, Alberto, com lágrimas nos olhos, me disse:&lt;br /&gt;- Ei, amigo, desculpe por tudo. Eu não quis dizer aquilo.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, Alberto. Sei como são as coisas. – e fui sincero. De certa forma, já o havia perdoado bem antes.&lt;br /&gt;- Não, Joshua. Quero que &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; me perdoe por tudo. Eu fui um tolo, e você sempre foi um bom rapaz. Seu pai o obrigava a ficar aqui contra sua vontade, mas sempre percebi que você tinha capacidade de arrumar coisa melhor, ao contrário de mim.&lt;br /&gt;- Percebi isso hoje, Alberto. Mas você também tem capacidade para coisas maiores. Tem bom coração, amigo. Só não se deixe mais levar pela ambição dos outros.&lt;br /&gt;- Não, aprendi minha lição. Vou voltar pra minha cidade natal e recomeçar minha vida.&lt;br /&gt;Naquela tarde, eu e Alberto ainda fomos para uma lanchonete e conversamos ainda mais um bocado. Quem nos visse ali, rindo daquele jeito, nem imaginaria que mais cedo ele estava com suas mãos em meu pescoço, tentando me matar.&lt;br /&gt;- Gostaria de ver a cara de Lucíola agora. – ele disse. – Com certeza, ainda está naquele armazém, paralisada! Hahahahhahahaha!!!&lt;br /&gt;- Hahahahahhahahah!! Pois é, imagine você se ela...&lt;br /&gt;Então, pela janela, eu a vi.&lt;br /&gt;Alice.&lt;br /&gt;Pedi licença a Alberto, dizendo que precisava resolver um assunto urgente. Ele não se importou e ainda pagou a conta.&lt;br /&gt;- Esse foi o nosso “lanche do perdão”, certo? – ele disse, e piscou um olho.&lt;br /&gt;Quando cheguei do lado de fora, Alice não estava mais lá.&lt;br /&gt;Mas de alguma forma, eu sabia onde ela estava. E era pra lá que iria. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4444768091738139218?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4444768091738139218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4444768091738139218&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4444768091738139218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4444768091738139218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2011/01/menina-das-arvores-parte-viii.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VIII'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TSXiSDVWVeI/AAAAAAAAAos/U2OgHIDazw4/s72-c/Olhos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-9110699035219324815</id><published>2010-12-31T02:12:00.002-02:00</published><updated>2010-12-31T02:14:28.214-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES (intervalo)</title><content type='html'>Olá leitores e leitoras. Eu sou Alice, a menina das ávores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto informar, mas hoje não teremos o oitavo capítulo desta saga. Infelizmente, a continuação só virá na semana que vem, dia 07/01/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que todos compreendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-9110699035219324815?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/9110699035219324815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=9110699035219324815&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/9110699035219324815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/9110699035219324815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/menina-das-arvores-intervalo.html' title='MENINA DAS ÁRVORES (intervalo)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-56963945219237909</id><published>2010-12-26T21:36:00.001-02:00</published><updated>2011-01-02T11:56:00.428-02:00</updated><title type='text'>ENTÃO É NATAL...</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;ENTÃO É NATAL...&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sendo Natal, então ele viajou para ver a família, e mais uma vez de muitas já precedentes fiquei aqui pensando nele e pensando no que não há porque pensar. De fato, há tantas coisas mais importantes para fazer, como trabalhar mais, procurar sempre fazer o bem aos nossos semelhantes, buscar a felicidade de diversas formas... Mas que pena que nunca pudemos ficar juntos eu e ele. Que pena eu ter me apaixonado e nunca ter podido viver esse amor tão grande!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mais um ano já está acabando, e que pena esse amor já ter quase dez anos de duração. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas que maravilha haver um amor assim, que mesmo não correspondido de uma forma o é de outra forma, porque a amizade é algo tão sublime, tão doce! Ainda bem que amores assim geralmente nos fazem mais tolerantes com a vida, pois nos ensinam a valorizar mais os momentos com nossos amigos e familiares. Sim, porque paixões muito fortes nos afastam de pessoas que também amamos muito, e isso não faz bem ao nosso espírito. Amar e ser amado pode ser muito bom, sem dúvida. Mas ter que aprender a amar mesmo sem ser amado é uma bênção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É por isso que nem sempre ser correspondido em um amor, da forma que esperamos, é a melhor maneira de tornarmos seres humanos melhores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-56963945219237909?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/56963945219237909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=56963945219237909&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/56963945219237909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/56963945219237909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/entao-e-natal.html' title='ENTÃO É NATAL...'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2736872676263058272</id><published>2010-12-24T00:01:00.002-02:00</published><updated>2010-12-24T00:01:02.240-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VII</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TRPVvm817lI/AAAAAAAAAog/UDh38eQ0T8s/s1600/Armazem.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TRPVvm817lI/AAAAAAAAAog/UDh38eQ0T8s/s320/Armazem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554017779364261458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É desnecessário dizer que aquele foi o pior final de ano de minha vida. Três semanas após a morte de meu pai e minha mãe, lá estava eu, tentando decidir com meu advogado e meus inimigos, quem, afinal, ficaria com o armazém de meu pai.&lt;br /&gt;Na verdade, não me interessava nenhum pouco ficar com aquele armazém. Por mim, dava ele pra qualquer um. Mas não podia aceitar a idéia daquilo tudo ficar com Lucíola e Alberto. Talvez para Alberto, se não tivesse virado um cachorro mandado idiota.&lt;br /&gt;Durante a leitura do testamento, os dois ficavam me encarando constantemente. Com certeza, se tivessem os poderes do Super-Homem naquele momento, eu já teria morrido queimado há muito tempo...&lt;br /&gt;- ... a casa, o carro e um terreno na Rua Santa Geórgia ficarão com seu único filho, Joshua Peres. – dizia o advogado. – Quanto ao armazém, era desejo do Sr. Peres que ele ficasse...&lt;br /&gt;Neste momento, os olhos de Lucíola pareceram querer saltar das órbitas, de tanta ansiedade.&lt;br /&gt;- ... 50% para Joshua Peres... e 50% para sua dedicada empregada, Lucíola Tavares.&lt;br /&gt;- Não!! Não pode ser!! Como meu pai...&lt;br /&gt;- O Sr. Peres entendia que Lucíola, como bom tempo sendo sua funcionária, tinha direito a metade do armazém, Sr. Joshua.&lt;br /&gt;- Não achou justo, Joshua? – perguntou Lucíola.&lt;br /&gt;- Não, eu não achei, sua aproveitadora de uma...&lt;br /&gt;- Acho melhor nos acalmarmos! – disse meu advogado, me puxando para um canto. – Você já ficou com a casa, o carro e o terreno! Para quê queria também 100% do armazém de que você nem gosta??&lt;br /&gt;- Você não entende, Dr. Saul!! Lucíola não merecia 1% sequer daquele lugar! Meu pai deveria estar ‘de rolo’ com essa mulher, só pode!&lt;br /&gt;- Isso é algo desagradável para se dizer, Sr. Joshua.&lt;br /&gt;- É que estou furioso!!!&lt;br /&gt;- Então, sugiro que venda sua parte para essa mulher. Ou aprenda a conviver com ela no mesmo local de trabalho.&lt;br /&gt;Dr. Saul não sabia realmente o que estava falando. As pessoas vivem nos dizendo isso de “tem que aturar”, “tem que ter paciência com seu inimigo”... mas só quando a situação não é com elas! Eu conhecia Lucíola. Ela faria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tudo&lt;/span&gt; para ficar com o armazém só para ela. E duvido muito que ela quisesse comprar minha parte. Com certeza, ela daria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outro&lt;/span&gt; jeito nisso...&lt;br /&gt;Saí daquele lugar pensativo. Do lado de fora, vi Lucíola comentar com Alberto que comemorariam naquela noite. Pareciam satisfeitos, mesmo ela tendo levado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;só&lt;/span&gt; a metade.&lt;br /&gt;- Vamos ver se leva as coisas um pouco a sério agora, molengão! – disse-me Alberto, com cara de poucos amigos, e Lucíola riu.&lt;br /&gt;Ignorei aquilo, apesar da imensa vontade de revidar.&lt;br /&gt;Para completar minha infelicidade às vésperas daquele natal, Alice havia sumido. Todos os dias eu estava lá, naquele mesmo parque, esperando por ela, e nada. O que afinal, havia acontecido? Depois daquele dia e de sua reação estranha, eu não podia deixar de ficar pensativo. Por que é que tudo estava dando errado na minha vida?? Será que, de alguma forma, Alice estava ligada a tudo isso? Não, impossível! Uma moça tão bela e de tez tão agradável, jamais poderia trazer desgraças a um homem! Tudo não passava de coincidência. Triste coincidência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, depois do final de semana de natal, levantei-me bem cedo e fui até o armazém. Era preciso começar a colocar as coisas e ordem e ver como ficariam as minhas funções e do “casalzinho do inferno”.&lt;br /&gt;Quando cheguei lá, Lucíola e Alberto já estavam trabalhando.&lt;br /&gt;- Até que enfim, chegou, rapazinho. – disse ela, cínica. – Alberto está precisando de ajuda no depósito.&lt;br /&gt;Com vontade de rir, respondi:&lt;br /&gt;- E quem disse que vim para trabalhar no depósito?&lt;br /&gt;- Eu estou dizendo, Joshua. Você sabe que minha função aqui é a mais importante e...&lt;br /&gt;- Sua função é a mesma porcaria de sempre, minha amiga. Só que agora, cada um de nós faz metade dela. Só precisamos entrar em um acordo, como quem faz o quê.&lt;br /&gt;- Eu não preciso de ninguém fazendo metade do meu trabalho. Além disso seu pai dizia...&lt;br /&gt;- Meu pai está há sete palmos de terra abaixo agora, senhorita. E, antes de ir pra lá, ele deixou metade disso daqui pra mim. Portanto, você não manda mais ou menos que eu.&lt;br /&gt;Parecendo prever que uma discussão estava por vir, Alberto apareceu:&lt;br /&gt;- O molengão tá te respondendo aí, Lucíola?&lt;br /&gt;- É o que parece, Alberto. Ele não quer aceitar o lugar dele, como sempre.&lt;br /&gt;Virei as costas e fui para o lugar onde era o escritório de meu pai. Ali fiquei durante toda a semana, tentando achar algo pra fazer (verificar papéis e notas em pendência, documentos que não eram mais necessários, etc). Ao mesmo tempo, eu discutia com Alberto e Lucíola todos os dias, sobre os mesmos motivos de sempre. Juro que tentei ser amigável na maioria das vezes, mas parecia que eles queriam me provocar pra valer. Como se quisessem que eu desistisse de tudo de uma vez.&lt;br /&gt;Devo dizer que aquela demorada semana não terminou nada bem, como se aquele final de ano já estivesse sendo trágico o suficiente...&lt;br /&gt;Estranhamente, na sexta-feira, quase de noite e já no final do expediente, Alberto me chamou no depósito.&lt;br /&gt;- Venha até aqui, preciso que me ajude com um cadeado.&lt;br /&gt;Estava um pouco desconfiado pelo seu tom de voz, mas fui até lá. Quando entrei, Lucíola fechou a porta atrás de mim e a trancou.&lt;br /&gt;- O que foi agora, pessoal? – perguntei. – Que palhaçada é essa?&lt;br /&gt;- Está na hora de se fazer justiça à moda antiga. – disse Alberto.&lt;br /&gt;E Lucíola deu um sincero sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2736872676263058272?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2736872676263058272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2736872676263058272&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2736872676263058272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2736872676263058272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/menina-das-arvores-parte-vii.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VII'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TRPVvm817lI/AAAAAAAAAog/UDh38eQ0T8s/s72-c/Armazem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4362731821374239552</id><published>2010-12-17T14:13:00.001-02:00</published><updated>2010-12-17T14:15:43.722-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VI</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" src="http://www.youtube.com/embed/LQZLPV6xcHI" width="480" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem, algumas pessoas devem achar o velório uma coisa curiosa. Enquanto uns sofrem mais, outros menos. Por outro lado, outros não sofrem nada. Pelo contrário, até se divertem um pouco.&lt;br /&gt;Como o velório de meu pai não poderia fugir à regra, as coisas foram assim também. Embora, claro, eu não fosse um dos que se divertiam. Fiquei vendo as crianças brincarem do lado de fora, e lembrei-me de mim mesmo, quando pequeno. A bela idade da vida, quando o pai ainda é um herói. Se algum bandido invadir a casa no meio da noite, ou um monstro sair debaixo da cama, é só chamar que ele vem e resolve tudo. Se você está se afogando na piscina do clube, ele é o primeiro a pular para te tirar de lá. Se algum valentão está te incomodando, lá está ele para botar o pivete pra correr. Se você não tem força para fazer qualquer coisa, já está ele com seus fortes braços ao seu lado.&lt;br /&gt;Embora a gente não tenha se dado muito bem nos últimos meses, não conseguia ficar com raiva dele, naquele momento. Aquele triste momento. Não fiquei aos prantos como minha mãe, mas podem ter certeza que lágrimas escorreram de meu rosto. Uma dor ruim, algo que apertava meu coração durante todo o momento. Magno estava lá, ao meu lado, tentando me animar um pouco, mas a gente sabe é inútil.&lt;br /&gt;Enquanto isso, as crianças continuavam brincando. Acho que o grau de tristeza em um velório é equivalente ao grau que você conhecia e convivia com o falecido. Então por que Lucíola chorava falsamente? Conheço a tristeza muito bem, e aquilo mais parecia um choro de alegria. “Agora o armazém é meu!”, devia estar pensando. E Alberto ali, bem do lado dela. De vez em quando trazia um lanche para a megera, como um cão idiota. Nenhum dos dois sequer veio me dar os pêsames naquele dia. A que ponto chega a maldade e ambição de uma pessoa? Mas não era algo pra se preocupar no momento.&lt;br /&gt;Preocupado estava mesmo com minha mãe. Estava praticamente sozinha agora. Seus pais já haviam falecido. Era filha única. Os primos moravam em cidades distantes. Eu era seu único filho, e ela sabia que um dia me casaria (se Deus quisesse, com Alice!) e iria embora de casa. Apesar de meu pai ser rude comigo, era muito bom pra ela. Era daqueles homens caseiros que ficavam em casa conversando e rindo com a esposa quando possível. Não se pode negar, era um ótimo esposo e companheiro. Nesse momento de tristeza, começo a perceber que foi bom pra mim também. Ser rude fazia parte do meu amadurecimento. Virar um homem de verdade, sem nunca precisar de ninguém, até mesmo para as pequenas coisas. Era isso que meu pai queria que eu fosse, e agradeço por isso.&lt;br /&gt;Bem de longe, ouvi a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sunday Bloody Sunday&lt;/span&gt;(*), do U2.  Mais um motivo para essa banda ter marcado minha juventude. Toda vez que a ouço, me lembro daquele dia (que por acaso, era domingo) e sinto essa tristeza. Uma tristeza ruim demais. Queria que meu pai estivesse aqui. Queria ter aproveitado mais o tempo ao seu lado. Queria ter tido coragem de dizer coisas que o deixassem feliz, mesmo que parecesse piegas!&lt;br /&gt;Queria... queria que Alice estivesse lá. Por um momento, pensei tê-la visto sentada em um dos túmulos, bem de longe. Quando chamei Magno para mostrá-la, para ver se não era apenas uma ilusão, ela havia sumido. Estaria eu já imaginando coisas?&lt;br /&gt;Por que ela não estava lá? Já éramos conhecidos (não queria usar a palavra “amigos”) e era o mínimo que podia fazer por mim. Será que ela não ficara sabendo de nada? Acho impossível, uma vez que aquela cidade era pequena demais e as notícias voavam como águia.&lt;br /&gt;Talvez seja por que Sheila estava lá. Sim, minha ex-namorada, estava presente, para demonstrar compaixão e talvez uma possível volta.&lt;br /&gt;- Eu sinto muito por tudo, Joshua. – ela disse.&lt;br /&gt;- Está tudo bem.&lt;br /&gt;- Espero que não esteja se importando com minha presença. Mas é que, apesar de tudo, eu gostava muito de seu pai e ainda tenho muita amizade com sua mãe.&lt;br /&gt;- Não há problema nenhum, Sheila. Pode ficar despreocupada.&lt;br /&gt;- Vejo que está bastante triste, apesar do relacionamento que tinha com seu pai.&lt;br /&gt;- Bem... ele era meu pai, apesar de tudo, não é?&lt;br /&gt;- Sim, claro. Desculpe perguntar, mas por que está sozinho hoje?&lt;br /&gt;- Sozinho? Como assim?&lt;br /&gt;- Pensei que a tal moça das árvores estaria aqui com você hoje.&lt;br /&gt;Claro que Sheila sabia. Cidade pequena.&lt;br /&gt;- Ela se chama Alice. – respondi. – É apenas uma conhecida.&lt;br /&gt;- Não foi o que eu ouvi fa...&lt;br /&gt;- Com licença, Sheila. Preciso tomar um ar. Até mais.&lt;br /&gt;Não adianta. Ex é ex em qualquer lugar e em qualquer situação. Será que algumas pessoas não sabem respeitar os sentimentos das outras, mesmo nos momentos mais difíceis? Será? Será que tive a impressão de ver Lucíola e Alberto sorrindo pra mim?&lt;br /&gt;Precisava tomar uma água. Fui até a cozinha onde estava o café e os biscoitos. Engraçado, que antes de entrar lá, vi uma poça com um líquido vermelho saindo pela porta. Talvez alguém tivesse derramado algo. Um suco talvez!?&lt;br /&gt;Mas não. Eu sabia que era algo mais grave. O cheiro e a sensação ruim não me deixaram imaginar algo diferente. E quando entrei, vi que a coisa era realmente séria.&lt;br /&gt;Minha pobre mãe, havia se suicidado há poucos minutos lá dentro.&lt;br /&gt;Sunday, Bloody Sunday...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domingo, sangrento domingo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4362731821374239552?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4362731821374239552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4362731821374239552&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4362731821374239552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4362731821374239552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/menina-das-arvores-parte-vi.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE VI'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LQZLPV6xcHI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7797076653725153300</id><published>2010-12-10T07:43:00.001-02:00</published><updated>2010-12-10T07:44:31.957-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE V</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TQH2cV-XppI/AAAAAAAAAnI/B9NsitDNEnI/s1600/luto.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548987182692673170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TQH2cV-XppI/AAAAAAAAAnI/B9NsitDNEnI/s320/luto.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7797076653725153300?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7797076653725153300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7797076653725153300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7797076653725153300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7797076653725153300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/menina-das-arvores-parte-v.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE V'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TQH2cV-XppI/AAAAAAAAAnI/B9NsitDNEnI/s72-c/luto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6738174276141526492</id><published>2010-12-03T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-03T00:01:02.541-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE IV</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enquanto lê, ouça essa canção:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UWHEcIbhDiw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UWHEcIbhDiw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;        - Você os odeia, Joshua bobo? – ela me perguntou com aqueles belos lábios. Percebi que a palavra “odeia” não combinava com o som de sua voz.&lt;br /&gt; - Não. Na verdade, não odeio ninguém. – respondi, enquanto tentava mais uma vez me equilibrar naquele galho.&lt;br /&gt; - Por que será que as pessoas não admitem odiar outras, não é?&lt;br /&gt; - Não, eu realmente...&lt;br /&gt; - Joshua, bobo! Pare com isso! Ninguém quer admitir, porque ninguém quer ser imperfeito.&lt;br /&gt; - Tudo bem, mas “ódio” é uma palavra muito forte, Alice.&lt;br /&gt; - É. Mas as pessoas vivem nos dizendo que para resolver um problema, primeiro temos que admiti-lo. Como vamos resolver o problema do ‘ódio’ se nunca admitimos? – dito isso, ela pegou mais uma fruta da árvore e a mordeu.&lt;br /&gt; Não sei se era porque estava apaixonado demais por aquela moça, mas acabei concordando. Do jeito que estava, concordaria com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;qualquer coisa&lt;/span&gt; que saísse daquela boca.&lt;br /&gt; - Você odeia alguém, Alice?&lt;br /&gt; Ela pareceu surpresa com minha pergunta. Mas não demorou muito a responder:&lt;br /&gt; - Já odiei. Antigamente tinha a péssima mania de dizer as “coisas na cara” das pessoas. Admiti odiar muitos e magoei muita gente. Mas hoje não tenho mais nenhum problema com essas pessoas. Problemas admitidos, problemas resolvidos.&lt;br /&gt; - É uma boa frase.&lt;br /&gt; - Obrigada, acabei de inventá-la.&lt;br /&gt; - Gostaria de usá-la no armazém.&lt;br /&gt; - E por que não? Você não deve ser tão odiado por lá.&lt;br /&gt; - Você que não sabe...&lt;br /&gt; - Oras, e o tal de Alberto? Ele não era seu amigo? E seu pai? Ele o ama!&lt;br /&gt;- Às vezes tenho dúvidas...&lt;br /&gt;- Não seja tão bobo, Joshua, por favor!&lt;br /&gt;Dei de ombros e então sorri pra ela. Ela não resistiu, e sorriu de volta pra mim. Será que estava apaixonada por mim também? Aquele já era nosso terceiro encontro, se nos encontrássemos mais uma vez e conversássemos sobre mais 2 assuntos, então aquilo corria o sério risco de virar amizade!&lt;br /&gt;- Acho você tão bonita, Alice...&lt;br /&gt;- Obrigada. Você também não é de se jogar fora. – disse ela, envergonhada.&lt;br /&gt;- Contei tanto sobre meus problemas, mas ainda não sei nada sobre você.&lt;br /&gt;- Minha vida não vale a pena ser contada nessas belas árvores. Iria estragar os frutos.&lt;br /&gt;- Agora quem está sendo boba é você...&lt;br /&gt;- Eu gosto de ser conhecida apenas como “a menina das árvores”. Contar sobre mim e meus segredos estragaria muita coisa entre nós.&lt;br /&gt;- O que quer dizer? – Então havia “nós”. Era um bom começo&lt;br /&gt;- Ué!? Você não está gostando disso?&lt;br /&gt;- “Disso”? “Disso” o quê?&lt;br /&gt;- Disso, Joshua.&lt;br /&gt;- Explique melhor...&lt;br /&gt;Enquanto íamos conversando, fui chegando cada vez mais perto dela através dos galhos. Tinha que dar o beijo naquele momento, ou tudo iria por água abaixo.&lt;br /&gt;- Bem... – ela disse – há uma certa magia aqui entre nós. Essa nossa simpatia um pelo outro foi tão repentina, não é?&lt;br /&gt;- Sim... – e cheguei mais perto. – Mas de que tipo de ‘magia’ você está falando?&lt;br /&gt;- Uma magia boa. Uma magia agradável. Nem sei se estou usando a palavra certo.&lt;br /&gt;- Então, diga a palavra certa “disso”...&lt;br /&gt;- Acho que nós temos aqui uma bela...&lt;br /&gt;- Uma bela o quê? - “Por favor, não diga a palavra ‘amizade’!!”, pensei comigo.&lt;br /&gt;- Uma bela... ei, Joshua! O que está fazendo?&lt;br /&gt;- Bem... eu... queria fazer uma coisa.&lt;br /&gt;Estendi a mão para segurar a dela, mas algo estranho aconteceu.&lt;br /&gt;- Não! Não, Joshua, por favor, não me toque.&lt;br /&gt;- Hein? O que há de errad...&lt;br /&gt;- Está na hora de ir embora. – ela disse, e desceu rapidamente da árvore.&lt;br /&gt;- Alice, me desculpe, eu...&lt;br /&gt;- Não tem problema.&lt;br /&gt;- Espere aí...&lt;br /&gt;- Até outro dia, Joshua! Tchau.&lt;br /&gt;- Ei! Alice, não faça isso...&lt;br /&gt;Mas já era tarde. Alice saiu apressadamente, e em pouco tempo já havia sumido de vista. Fiquei ali ainda, naquele galho, tentando entender o que se passara. Será que eu havia entendido tudo errado? E se tinha estragado tudo?&lt;br /&gt;Não tive muito tempo para pensar mais. De repente, vi minha mãe, me gritando ao longe.&lt;br /&gt;- Joshua! Joshua!!&lt;br /&gt;Como ela sabia que eu estava ali? Ninguém sabia sobre Alice e o parque.&lt;br /&gt;- Joshua!! Venha rápido!&lt;br /&gt;- O que houve, mãe?&lt;br /&gt;- Seu pai! Ele não está bem!&lt;br /&gt;Um frio me subiu a espinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6738174276141526492?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6738174276141526492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6738174276141526492&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6738174276141526492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6738174276141526492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/12/menina-das-arvores-parte-iv.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE IV'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6282945234461871741</id><published>2010-11-26T00:01:00.001-02:00</published><updated>2010-11-26T00:01:00.993-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE III</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TO6a_K1e2pI/AAAAAAAAAnA/jf5zAm5yQ4k/s1600/ra%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528menina%2Bdas%2B%25C3%25A1rvores%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TO6a_K1e2pI/AAAAAAAAAnA/jf5zAm5yQ4k/s320/ra%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528menina%2Bdas%2B%25C3%25A1rvores%2529.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543538601370770066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alberto e Lucíola. Esses eram os funcionários de meu pai. Lucíola trabalhava ali no caixa há quase 2 anos e Alberto já estava lá há quase 15, no depósito, desde o início, quando meu pai comprara o armazém.&lt;br /&gt; Lembro-me de quando pequeno, quando costumava ir ao armazém com meu pai, e Alberto me levava pro depósito, pra contar histórias sobre as mercadorias. Ele sempre com aquele jeito simpático e brincalhão, inventava histórias malucas sobre como as balas e chocolates haviam chegado lá, e eu adorava. Muitas vezes meu pai me chamou a atenção, dizendo que estava atrapalhando o serviço de Alberto. Porém, esse sempre me defendia, dizendo que não estava fazendo nada demais.&lt;br /&gt; Mas Alberto mudara. E isso acontecera desde a chegada de Lucíola. Lucíola era dessas mulheres bonitas, dominadoras... e acredito que Alberto tenha se apaixonado. Alguns homens costumam mudar pra pior quando se apaixonam pela mulher errada. E Lucíola era &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;a &lt;/span&gt;mulher errada. Nunca soube se eles chegaram a namorar, mas Alberto parecia um cão mandado quando estava com ela. E, acreditem, Lucíola não gostava de mim. Demorei um certo tempo até perceber que Alberto não era mais o mesmo comigo. Mal me cumprimentava quando chegava lá e muitas vezes me tratou com certa falta de educação. Estava irreconhecível.&lt;br /&gt; Lucíola parecia ter uma ambição cretina. Sim, cretina. Por que querer ter um mero armazém? Talvez por vir de família muito humilde, ela acreditasse que aquilo seria o auge. Ou talvez quisesse o armazém para si e depois vendê-lo, para investir em algo melhor. Mas mesmo assim eu não entendia. Por que diabos ela pensaria que o armazém ficaria pra ela ou Alberto, depois que meu pai morresse, sendo que ele tinha um filho? Penso que ela me subestimava. Eu realmente não queria aquele armazém, mas essas desconfianças fizeram com que me dedicasse ainda mais.&lt;br /&gt; Mas, pra variar, as coisas não foram fáceis...&lt;br /&gt; - Joshua, sente-se aí. – disse meu pai, certa manhã, em seu mini e sujo escritório nos fundos do armazém.&lt;br /&gt; - O que foi, pai? – perguntei, prevendo o pior. Conhecia aquele olhar severo.&lt;br /&gt; - Ouvi falar que você anda fazendo corpo mole por aqui. Não quero saber disso.&lt;br /&gt; - Quem falou isso?&lt;br /&gt; - Não importa.&lt;br /&gt; - Escute aqui, pai! Não tem que ficar ouvindo o que Lucíola fala pra você sobre mim. Ela não é boa pessoa!&lt;br /&gt; - Quem é você pra falar uma coisa dessas? Saiba que Lucíola é uma pessoa de minha inteira confiança e está aqui há mais tempo que você.&lt;br /&gt; - Sim, mas ela não está me ensinando o serviço como você recomendou. Ela fica me enrolando, pedindo para fazer outras coisas que não têm nada a ver com o serviço do caixa ou com os produtos. Certo dia ela falou o preço errado de uma lata de marrom glacê e por isso teve aquele problema com o freguês!&lt;br /&gt; - Naquele dia você devia ter prestado mais atenção!&lt;br /&gt; - Mas ela quem me disse o preço errado, então vendi errado!&lt;br /&gt; - Mas você devia ter consultado. Lucíola tem muito serviço por aqui e é normal que se confunda algumas vezes!&lt;br /&gt; - Ah, faça-me o favor!&lt;br /&gt; - Não me responda, rapazinho! Não posso ficar zangado, você sabe como estou doente.&lt;br /&gt; Fiquei em silêncio. Ele continuou, secamente:&lt;br /&gt; - Não quero saber dessas divergências aqui dentro. Quero que você aprenda o serviço com Lucíola e Alberto para poder assumir os negócios da família. Se ela não quiser colaborar, pelo menos observe pra aprender.&lt;br /&gt; - Então é assim? Ela não me ensina e eu que tenho que me virar? Eu quem vai levar chumbo grosso por aqui?&lt;br /&gt; - Entenda como quiser. Se não quiser o serviço, arrumo outro pra por no seu lugar. Não quero gente desinteressada fazendo corpo mole. Sempre tive bom nome na praça e não quero que ninguém estrague isso. Agora, se quiser, volte para seu serviço e vá aprendendo o mais que puder.&lt;br /&gt; Cheguei a abrir a boca pra retrucar, mas sabia que seria inútil. Conversar com aquele homem era um desperdício de palavras e saliva. Achei melhor voltar para o balcão, embora não gostasse da cara de satisfação de Lucíola. Nas costas de meu pai, ela não fazia questão de disfarçar. De alguma forma, ela sabia que sempre sairia ganhando. Que meu pai sempre estaria do lado dela e de Alberto, porque eles eram os funcionários que estavam ali há muito tempo, e eu era só o filho bobo que estava aprendendo.&lt;br /&gt; Bobo. Joshua bobo.&lt;br /&gt; Sim, claro. Havia Alice. Ela sim era uma pessoa com quem eu pudesse conversar. Ah, bela Alice! Naquele dia, apoiado no balcão, pensei se aquilo não tivesse sido um sonho. Um parque tranqüilo, bonitas árvores... e uma bela moça montada num galho, comendo uma fruta saborosa. Só podia ser sonho.&lt;br /&gt; Se era ou não, fui interrompido por Lucíola:&lt;br /&gt; - Joshua, faça-me um favor, vai pro depósito e pegue um saco de ração de cachorro pra mim.&lt;br /&gt; - Mas isso não é serviço do Alberto?&lt;br /&gt; - Quer aprender ou não o serviço, garoto?&lt;br /&gt; - Sim, mas...&lt;br /&gt; - É, vou ter que conversar com seu pai de novo.&lt;br /&gt; Saí “pisando duro” (como diria meu avô) para o depósito. Xinguei mil nomes e Alberto, percebendo meu mau-humor, ainda “ajudou”:&lt;br /&gt; - Pega aí o saco, moleque! Tá muito mole! Pra trabalhar aqui não pode ser molenga não.&lt;br /&gt; “Pro inferno”, pensei, “pro IN-FER-NO!!!”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6282945234461871741?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6282945234461871741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6282945234461871741&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6282945234461871741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6282945234461871741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/menina-das-arvores-parte-iii.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE III'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TO6a_K1e2pI/AAAAAAAAAnA/jf5zAm5yQ4k/s72-c/ra%25C3%25A7%25C3%25A3o%2B%2528menina%2Bdas%2B%25C3%25A1rvores%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2418076228350169526</id><published>2010-11-19T00:01:00.002-02:00</published><updated>2010-11-19T00:01:00.661-02:00</updated><title type='text'>MENINA DAS ÁRVORES - PARTE II</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TOVanHukwjI/AAAAAAAAAm4/TyBP9Q0Z7MM/s1600/Goiaba.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TOVanHukwjI/AAAAAAAAAm4/TyBP9Q0Z7MM/s320/Goiaba.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540934544685056562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tentei de várias formas subir na árvore, mas não tive êxito. Acho que deveria ter namorado menos e brincado mais com meus amigos para ter aprendido essa lição...&lt;br /&gt;- Vai me dizer que não consegue subir numa árvore? – perguntou-me a bela moça lá de cima, e deu uma gargalhada.&lt;br /&gt;- Eu... pois é.. está meio difícil de subir nessa.&lt;br /&gt;Ela desceu mais um pouco e me estendeu a mão:&lt;br /&gt;- Segura aqui, eu te ajudo.&lt;br /&gt;Ainda sem jeito, segurei em sua delicada mão, e ela me puxou com muito carinho.&lt;br /&gt;- Pronto, essa era a parte mais difícil. Vá se segurando nos galhos mais fortes e me acompanhe até lá em cima. – ela disse, e nesse momento percebi que seus cabelos eram naturalmente loiros.&lt;br /&gt;Ela tinha razão, não tive dificuldade em subir no restante dos galhos. Chegando lá em cima ela me mostrou uma bonita fruta para apanhar.&lt;br /&gt;- É goiaba da vermelha. – ela disse. – Você gosta?&lt;br /&gt;- Sim. – respondi, tímido.&lt;br /&gt;- Não gosto de goiabas brancas. Nem sei por que elas existem?!&lt;br /&gt;- Eu também não gosto das brancas.&lt;br /&gt;- Tem tanta coisa que a gente nem sabe porque existe, né?&lt;br /&gt;- É verdade.&lt;br /&gt;- Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;- Eu... eu me chamo Joshua. – estava ainda muito tímido e totalmente intimidado por aquela beleza.&lt;br /&gt;- Bonito nome. Você tem cara de bobo, Joshua. Joshua bobo. Hihihihihi...&lt;br /&gt;Em outra ocasião eu ficaria zangado com aquilo. Mas naquele momento, e vindo da boca dela... acho que isso seria bem difícil.&lt;br /&gt;- Hehehe... – ri, sem-graça. – E qual é seu nome?&lt;br /&gt;- Meu nome é Alice.&lt;br /&gt;Lembrei-me de um desenho da Disney, “Alice no País das Maravilhas”. Essa Alice era bem parecida com aquela. Até o vestido azul.&lt;br /&gt;- Você estava triste lá embaixo. Está com algum problema? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Não. Está tudo bem. Deve ser impressão sua.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Nunca te vi por esses lados, Joshua bobo.&lt;br /&gt;- É a primeira vez que venho aqui.&lt;br /&gt;- Um parque tão bonito com essas árvores maravilhosas, e você só veio até aqui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hoje&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Pois é... quanto tempo perdido. – “Realmente, são belas árvores e aqui é realmente muito bonito, principalmente com você por perto”, pensei.&lt;br /&gt;- Já sei por que você está triste! – disse ela, de sopetão. – Brigou com a namorada, né???&lt;br /&gt;- Bem... na verdade não tenho mais namorada.&lt;br /&gt;- Que pena! Mas vão voltar?&lt;br /&gt;- Eu não sei.&lt;br /&gt;- Ah, volta sim!&lt;br /&gt;- Acho que não...&lt;br /&gt;- Você é um rapaz simpático. Pode encontrar outra por aí.&lt;br /&gt;- Concordo com você...&lt;br /&gt;- Sabe, quero me casar quando for mais velha.&lt;br /&gt;- Você tem namorado?&lt;br /&gt;- Eu? Ainda não. Estou esperando encontrar. Acho que todo mundo, não é mesmo?&lt;br /&gt;- É verdade.&lt;br /&gt;- Você parece sem jeito, Joshua. Também, nem te conheço e fico perguntando essas coisas, né?&lt;br /&gt;- Não, não se preocupe. Acredite em mim, em nenhum momento isso me incomodou. Pra falar a verdade, me sinto bem de estar aqui em cima com você.&lt;br /&gt;- Ah, obrigada! Você está sendo muito gentil.&lt;br /&gt;- Mas não é gentileza...&lt;br /&gt;- Bem, de qualquer forma, gostei de você. Mas agora preciso ir.&lt;br /&gt;- Mas já???&lt;br /&gt;- Sim, preciso ir pra casa.&lt;br /&gt;- Espere... quando a verei de novo?&lt;br /&gt;- Sempre que vier ao parque. Estarei aqui até quando precisar de mim.&lt;br /&gt;- Como assim, “precisar”?&lt;br /&gt;- Oras, Joshua! Precisamos uns dos outros nessa vida. Não quer ser meu amigo?&lt;br /&gt;- Bem, eu... – na verdade, eu pretendia ser ‘mais’ do que um amigo naquele momento.&lt;br /&gt;- Pois então. Pode vir aqui, e sempre que precisar, estarei em uma dessas árvores. Agora preciso mesmo ir.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Até mais.&lt;br /&gt;- Até mais, Joshua bobo! Hahahahah!!!&lt;br /&gt;- Hehehe...&lt;br /&gt;Ela desceu da árvore, e num instante sumiu. Fora como um anjo, enviado por Deus naquele momento. Bem, na verdade esse é um belo de um clichê. Esqueçam o que eu disse. A verdade  mesmo é que, do nada, uma bela moça, em cima de uma árvore, me fez sentir bem, como há muitos dias não me sentia. Mas eu estava triste de novo. Não queria descer da árvore e voltar para minha vida real. Queria continuar ali, e desejei que ela voltasse antes do anoitecer para continuarmos nossa conversa. Queria vê-la de novo, nem que fosse apenas para observá-la, porque isso já me fazia muito bem. Imaginei, desejei, rezei (coisa que não costumava fazer) para que ela retornasse ainda naquele dia.&lt;br /&gt;Mas ela não apareceu. Desci da árvore e voltei pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2418076228350169526?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2418076228350169526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2418076228350169526&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2418076228350169526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2418076228350169526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/menina-das-arvores-parte-ii.html' title='MENINA DAS ÁRVORES - PARTE II'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TOVanHukwjI/AAAAAAAAAm4/TyBP9Q0Z7MM/s72-c/Goiaba.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-240283528051453814</id><published>2010-11-12T00:41:00.003-02:00</published><updated>2010-11-12T00:45:15.812-02:00</updated><title type='text'>Menina das Árvores</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muitas pessoas não irão gostar desse texto. Primeiro, porque ele é dividido em 9 partes. Segundo, porque não se trata de nenhuma comédia ou aventura, e sim mais uma daquelas histórias bonitas que dificilmente são contadas hoje em dia. Bom, hoje senti vontade de contar uma história bonita, e aqui está ela, pra quem quiser gostar. Ou chorar. Ou as duas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PARTE I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; DE IX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TNypo3_nvYI/AAAAAAAAAmw/ddQq2V2d3fA/s1600/tree.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TNypo3_nvYI/AAAAAAAAAmw/ddQq2V2d3fA/s320/tree.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538488161449524610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época em que a conheci, ainda estava no ginasial. Acho que tinha uns 16 ou 17 anos. Estavam começando os anos 80, década em que a criatividade da humanidade ainda estava em alta. Época colorida, boas músicas, boas lembranças, surgia a banda U2... e em meio a tantas coisas boas, eu a conheci.&lt;br /&gt;Meu nome é Joshua. Nenhum de vocês me conhece. Mas basta se lembrar de sua época de escola. Enquanto você estava lá brincando com seus amigos de pique-pega, eu era aquele cara que já estava namorando a menina mais bonita da escola. Você ouvia as meninas comentarem o quanto aquele casal era bonito, e sentia a inveja no tom de suas vozes, pois queriam estar no lugar da namorada. E você, muitas vezes, quis estar no meu lugar. Pois bem, aqui estou. (Goste você ou não).&lt;br /&gt;Mas a garota que disse que conheci no início dessa história não era essa namorada. Na verdade, você pensa que as coisas eram perfeitas pra mim, não é? Namorava a moça bonita, e tudo já estava perfeito. Enquanto você venerava a mulher mais bonita com seu amor platônico e passou as noites ensaiando a maneira mais cinematográfica de conquistá-la (e nunca teve coragem pra isso), eu já estava lá. E você acha que era tudo mesmo perfeito.&lt;br /&gt;Bem, mas não era. Enquanto você me invejava, eu invejava você. Sei lá, talvez a adolescência não seja uma época ideal pra namorar. Talvez devêssemos aproveitar de outra forma. Primeiro temos que aprender a superar as coisas sozinhos, depois sim, acompanhados. É como eu penso.&lt;br /&gt;Naquela época as coisas começaram a ficar difíceis pra mim. Eu ainda não trabalhava e minha mãe era do lar. Meu pai estava com sérios problemas de saúde, e estava com os dias contados.&lt;br /&gt;- Vá para casa e aproveite o máximo que puder. – lhe disse o médico.&lt;br /&gt;- Mas quanto tempo ainda tenho? – perguntou meu pai.&lt;br /&gt;- Talvez uma semana. Talvez um mês. Quem sabe um ano...&lt;br /&gt;Creio que ao ouvir aquilo, meu pai preferiu mil vezes morrer em 1 minuto. Era durão e orgulhoso demais, e jamais aceitaria ficar em casa “aproveitando” os últimos dias com a família.&lt;br /&gt;- Joshua, quero que venha comigo para o armazém. Tudo aquilo será seu um dia e quero que comece a aprender o serviço. – ele me disse certa manhã, me acordando bruscamente.&lt;br /&gt;- Mas pai... eu não quero...&lt;br /&gt;- Vamos logo! Quem vai cuidar da sua mãe depois que eu morrer?&lt;br /&gt;- Mas e a escola...&lt;br /&gt;- Você tem aula só à tarde! Todas as manhãs irá comigo pro armazém e vai aprender também a conciliar as duas coisas. Está na hora de virar homem, rapaz!&lt;br /&gt;Amaldiçoei meu pai para os quatros ventos naquela manhã, mas não tive escolha. Sabem, fiquei realmente furioso. Pensei: “ele nunca me dá atenção, nunca conversa comigo... e agora quer que aprenda seu serviço?”. Mas com um pequeno intermédio de minha mãe, eu fui.&lt;br /&gt;Pra completar, meu relacionamento estava indo por água abaixo. Sheila, minha bela namorada na época, começou a ter ciúmes doentios que vinham do nada. Sei lá o que acontecia com aquela garota! Será que eu estava fazendo coisa errada sem perceber? O caso é que nossas brigas foram ficando cada vez mais rotineiras. Havia algo faltando ali e eu sentia que muita coisa já não fazia mais sentido. Sheila era uma moça espetacular, simpática, bonita (como já disse)... mas não sei. Eu já não sabia se aquilo era mesmo amor. E ainda faltava esse ‘algo’ que não consegui descobrir naquela época, e não estava com paciência pra saber. Havia os problemas, meu pai... e não tive coragem de continuar com aquele relacionamento. Em meio a muitas lágrimas, nós terminamos. Ou melhor, eu terminei. Fora uma das decisões mais difíceis da minha vida.&lt;br /&gt;O colégio inteiro soube da notícia no dia seguinte. Magno, um de meus melhores amigos, não acreditava:&lt;br /&gt;- Cara! Você terminou com a Sheila! Como é isso???&lt;br /&gt;- Ué!? Terminamos. Não deu certo. Acabou simplesmente.&lt;br /&gt;- Não consigo imaginar você sem ela. Desde que te conheço que vocês namoram!&lt;br /&gt;- Pois é! Mas agora você vai me conhecer solteiro, amigo!&lt;br /&gt;Embora eu parecesse tranqüilo, estava sofrendo por dentro. E ainda estava bastante confuso.&lt;br /&gt;Pra piorar, as coisas no armazém não estavam fáceis também. Um casal de funcionários de lá definitivamente estavam querendo dificultar as coisas pra mim. Acredito que eles tenham vibrado com a notícia de que meu pai estava com os dias contados, mas ficaram surpresos ao descobrir que aquela joça não ficaria pra eles, e sim para o filho bobo e único do dono. Será? Será que existem pessoas com pensamentos tão ruins assim? Às vezes gosto de acreditar que não. Mas acreditem, elas existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana difícil, resolvi adotar um hábito saudável: caminhar. Guardei meu dinheiro do ônibus e comecei a caminhar pra casa depois da aula. Era bom. Fazia-me pensar e resolver minhas dúvidas da época. Sentia-me bem. Comecei a me sentir melhor no dia em que cortei caminho por aquele parque, cheio de árvores (coisa rara hoje em dia). Aquele lugar sempre me chamara a atenção. Era um desses lugares que a gente sempre promete que “vai lá qualquer dia” e nunca dá certo (ou nunca queremos que dê certo).&lt;br /&gt;Pois naquele dia eu fui, e me sentei um banco, de frente para várias árvores. Nunca fui bom pra guardar nomes de árvores. Aliás, pra mim foram sempre todas iguais. Sei lá se eram jequitibás, sucupiras ou seringueiras. Eram árvores. Algumas cheias de galhos, prontas pra serem escaladas. Outras mais altas, mas não menos verdes.&lt;br /&gt;Foi então que, olhando para uma delas, vi, lá no alto, a moça mais bonita que já conheci em toda a minha vida. Ela estava lá, comendo uma fruta em cima de um galho, e nem me olhou com seus olhos azuis no primeiro momento. Fiquei olhando insistentemente (acreditem, sem querer), até que ela finalmente percebeu minha presença.&lt;br /&gt;- Você quer? – ela gritou.&lt;br /&gt;- E-eu?&lt;br /&gt;- E quem mais?&lt;br /&gt;- S-sim, eu...&lt;br /&gt;- Vem pegar.&lt;br /&gt;Meio sem jeito, eu fui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-240283528051453814?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/240283528051453814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=240283528051453814&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/240283528051453814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/240283528051453814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/menina-das-arvores.html' title='Menina das Árvores'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TNypo3_nvYI/AAAAAAAAAmw/ddQq2V2d3fA/s72-c/tree.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2923827391324454222</id><published>2010-11-11T07:38:00.002-02:00</published><updated>2010-11-11T07:40:30.112-02:00</updated><title type='text'>É AMANHÃ!!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;ELA VAI APARECER NA SUA FRENTE... E VOCÊ JAMAIS SE ESQUECERÁ!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma nova saga, trazida a você por Ciro M. Costa...&lt;br /&gt;Leia, comente, se emocione...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2923827391324454222?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2923827391324454222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2923827391324454222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2923827391324454222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2923827391324454222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/e-amanha.html' title='É AMANHÃ!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4746833799737028568</id><published>2010-11-10T09:08:00.000-02:00</published><updated>2010-11-10T09:10:12.114-02:00</updated><title type='text'>FALTAM 2 DIAS...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;PARA VOCÊ SE EMOCIONAR COM ELA...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A nova saga de Ciro M. Costa...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4746833799737028568?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4746833799737028568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4746833799737028568&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4746833799737028568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4746833799737028568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/faltam-2-dias.html' title='FALTAM 2 DIAS...'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7767306815693995811</id><published>2010-11-09T08:36:00.001-02:00</published><updated>2010-11-09T08:36:59.662-02:00</updated><title type='text'>FALTAM 3 DIAS...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;PARA VOCÊ SE APAIXONAR POR ELA!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A nova saga de Ciro M. Costa...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7767306815693995811?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7767306815693995811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7767306815693995811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7767306815693995811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7767306815693995811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/faltam-3-dias.html' title='FALTAM 3 DIAS...'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8589178494094851060</id><published>2010-11-08T09:48:00.002-02:00</published><updated>2010-11-08T09:52:04.883-02:00</updated><title type='text'>FALTAM 4 DIAS...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;PARA VOCÊ CONHECÊ-LA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;A nova saga de Ciro M. Costa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8589178494094851060?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8589178494094851060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8589178494094851060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8589178494094851060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8589178494094851060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/faltam-4-dias.html' title='FALTAM 4 DIAS...'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1890531596017363121</id><published>2010-11-05T00:01:00.002-02:00</published><updated>2010-11-05T09:35:23.552-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com Ciro M. Costa sobre a nova saga MENINA DAS ÁRVORES</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Realizado pela revista &lt;strong&gt;Éphoda&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diretamente da varanda de sua casa e com muita pressa (devido à sua agenda lotada), o autor Ciro M. Costa nos concedeu essa entrevista sobre sua nova saga que estréia neste blog na semana que vem: “Menina das Árvores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Boa tarde, Ciro. Obrigado por reservar um pouco de seu tempo para nossa revista&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;CIRO: &lt;em&gt;Não há de quê. Adoro a revista ‘Olhe’ e a leio todos os meses&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;O nome da revista é 'Éphoda' e ela é semanal...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Certo...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Bem, Ciro, está chegando aí o final do ano e lá vem você com mais uma de suas sagas. O que deu em você? Não tem medo de que as festas de final de ano atrapalhem o ibope?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Na verdade, nem &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; sei o que deu em mim (risos). É engraçado vocês me perguntarem isso, pois outra revista me perguntou, na época em que escrevi “O Diabo está lá Fora”, se era viável postar aquilo durante a Copa do Mundo. Mas tenho resposta pra tudo: é nessa época de final de ano em que boa parte das pessoas resolve descansar e tirar férias. Durante todo o ano, quando pergunto às pessoas se estão acompanhando os blogs Boneco Verde ou Estourou, sempre escuto as mesmas respostas: “Ôô, rapaz! Não estou tendo tempo!”, “Muito serviço!”, “Muita correria!” “Xiii, que jeito!?”... ou seja, ninguém nunca tem uns minutinhos sobrando para ler uma boa história. Pois agora, quero pegar essas pessoas que vão descansar no final do ano. Aquelas que vão ficar horas de frente o computador, sem ter nada pra fazer... quero que agora leiam uma boa história com muita calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Você não acha muita pretensão dizer “boa história”?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Se eu dissesse que é ruim, você leria?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Mas você mesmo disse em um anúncio que ninguém gostaria dessa saga.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Se eu dissesse que todo mundo leria, ia fazer diferença? Quando o SBT anuncia uma nova novela e fala que “todo mundo vai gostar”, você acredita??&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Entendemos (ou não). Parece que essa história é diferente de todas as outras que já escreveu. Digo, você está sempre escrevendo algo sobre ficção ou ligado ao humor. “Menina das Árvores” parece ser uma espécie de drama.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;É verdade. Resolvi me arriscar em outra área. Muitos vão dizer que minha fonte na ficção e no humor já secou, por isso estou me arriscando outra “área”. Só que já escrevi textos dramáticos antes, então creio que não será nenhuma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;E essa saga já está pronta? Terá quantas partes? Acha que vai conseguir postar tudo, ao contrário da saga de seu personagem Matso Hatso?&lt;/em&gt; (aqui nossa equipe resolveu ‘cutucar’ um pouco o autor, já que escreve tal saga há mais de 2 anos e nunca terminou)&lt;br /&gt;CIRO: &lt;em&gt;Vocês são ‘phodas’ mesmo (risos). O que acontece é que a saga de Matso Hatso é mais ‘descompromissada’. Sempre que posto um texto deste personagem, penso nos que já o acompanham todo esse tempo. Quem não o conhece, pode pesquisar no blog, e assim conhecer os textos dos outros autores. Mas acreditem, ano que vem ela chegará ao fim. Quanto à “Menina das Árvores”, está 90% pronta, e creio que será dividida em 9 partes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;9 partes??? Não é muita coisa?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Sim. É muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Recentemente, vazou pela internet um pedaço do primeiro capítulo de sua saga. Acha que hoje em dia já não dá mais para fazer surpresas ou lançar histórias pela internet, visto esse risco?(*)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Olha, fiquei mesmo sabendo disso e visitei alguns dos sites que publicaram esse pedaço da história. Trata-se de uma imagem mal feita, tirada por câmera de celular. Alguém aproveitou enquanto eu comia um Doritos e tirou essa foto da tela de meu computador. Devo dizer que esse tipo de coisa não me atrapalha nenhum pouco. Pelo contrário, ajudou ainda mais a divulgar meu trabalho e faz com que as pessoas tenham curiosidade de ler a história na íntegra e com boa imagem. Agora, seria necessário uma maior fiscalização. Tanto é que já acionei meus advogados para entrar na justiça contra esses sites e blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;ÉPHODA: &lt;em&gt;Para encerrar, Ciro, gostaríamos de saber se você acha que essa nova saga fará tanto sucesso quanto “Tem um Exército no Meu Quintal”, “O Diabo está Lá Fora” e “O Guerreiro Sem Lágrimas”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;CIRO: &lt;em&gt;Ué, não sei. Essas sagas aí fizeram sucesso??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(*) se ficou curioso(a) para ver a foto do capítulo ‘vazado’, visite o &lt;a href="http://reibravo.blogspot.com/"&gt;http://reibravo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem agora com um trailer de ‘MENINA DAS ÁRVORES’...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Um rapaz como qualquer outro...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“- Meu nome é Joshua. Nenhum de vocês me conhece.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enfrentando seus problemas familiares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“- Ouvi falar que você anda fazendo corpo mole por aqui. Não quero saber disso.&lt;br /&gt;- Quem falou isso?&lt;br /&gt;- Não importa.&lt;br /&gt;- Escute aqui, pai!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;... ao mesmo tempo em que enfrenta seus inimigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“Alberto parecia um cão mandado quando estava com ela. E, acreditem, Lucíola não gostava de mim...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;E uma menina misteriosamente linda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;"- Oi. Meu nome é Alice."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Uma história inesquecível que você contará para seus filhos...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu quem vai levar chumbo grosso por aqui?&lt;br /&gt;- Entenda como quiser.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Pega aí o saco, moleque! Tá muito mole! Pra trabalhar aqui não pode ser molenga não!&lt;br /&gt;- Pro inferno!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Pra falar a verdade, me sinto bem de estar aqui em cima com você.&lt;br /&gt;- Ah, obrigada! Você está sendo muito gentil...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Dia de 12 de novembro, nos blogs ‘Boneco Verde’ e ‘Estourou’, começa a nova saga de Ciro M. Costa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“Incrível como em tão pouco tempo me apaixonei por aquele ser tão belo... aquela...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;MENINA DAS ÁRVORES &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1890531596017363121?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1890531596017363121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1890531596017363121&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1890531596017363121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1890531596017363121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/11/entrevista-com-ciro-m-costa-sobre-nova.html' title='Entrevista com Ciro M. Costa sobre a nova saga MENINA DAS ÁRVORES'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7032849085102871712</id><published>2010-10-29T00:01:00.001-02:00</published><updated>2010-10-29T07:22:13.760-02:00</updated><title type='text'>O Estranho Caso do Pai daquele Empregado...</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Da empresa de Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMoiRJHzC6I/AAAAAAAAAmc/Y_avU5-Yv38/s1600/Lazaro.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533272770079820706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMoiRJHzC6I/AAAAAAAAAmc/Y_avU5-Yv38/s320/Lazaro.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Corporação Jabarimpe&lt;/span&gt;, o Sr. Gerente estava quase sempre metido em sua sala, resolvendo os assuntos mais importantes. Reuniões, papeladas, telefonemas decisivos... todo o clichê de escritório e grande empresas era encontrado na Jabarimpe.&lt;br /&gt;Certo dia, Gerente saiu de sua sala por uns instantes, no intuito de entregar um papel para sua secretária. No entanto, viu um das centenas de empregados da empresa, conversando com ela:&lt;br /&gt;- Meu pai acabou de falecer, Srta Secretária. Será que posso tirar folga hoje e amanhã?&lt;br /&gt;- Isso é um absurdo, Sr. Empregado!! Onde já se viu...&lt;br /&gt;O Sr. Gerente interviu:&lt;br /&gt;- Ei, ei! Srta Secretária! Não fale assim com ele! O pai dele faleceu, é claro que pode tirar os dois dias de folga!&lt;br /&gt;- Mas, Sr. Gerente...&lt;br /&gt;- Nada de ‘mas’! Pode ir, Sr. Empregado!&lt;br /&gt;- Obrigado, Sr. Gerente!&lt;br /&gt;- Que isso, oras...&lt;br /&gt;E lá se foi o Empregado satisfeito, enquanto a Secretária fazia semblante de insatisfação.&lt;br /&gt;Passado alguns dias, por mero acaso, o Sr. Gerente escutou do lado de fora, a mesma conversa entre o Sr. Empregado e a Srta Secretária. Dessa vez, a Secretária liberou o empregado ela mesma.&lt;br /&gt;Estranhando aquilo, Gerente saiu de sua sala:&lt;br /&gt;- Srta Secretária, que história é essa?&lt;br /&gt;- Ué... – disse ela. – O senhor o liberou daquela vez, então resolvi liberá-lo hoje também.&lt;br /&gt;- Como assim??? Ele usou a desculpa da morte do pai de novo?&lt;br /&gt;- Xiiii, o senhor que não sabe. Ele já usou essa desculpa umas quatro vezes!&lt;br /&gt;- Filho da mãe! Deixa ele comigo!&lt;br /&gt;- Eu tentei avisar... já liguei nos locais onde ele trabalhou, e eles alegam que ele sempre usa essa mesma deixa para conseguir dias de folga.&lt;br /&gt;“Como isso é possível?”, pensou Gerente, “Se ao menos usasse desculpas novas! Mas a morte de uma só pessoa tantas vezes??”.&lt;br /&gt;Nos próximos dias, Gerente ficou mais atento. Tinha certeza de que o Empregado usaria aquilo de novo.&lt;br /&gt;E usou mesmo...&lt;br /&gt;- Srta Secretária, gostaria de folgar hoje e amanhã porque meu pai...&lt;br /&gt;Mal terminou sua frase, e o Gerente saiu de sua sala:&lt;br /&gt;- Ahá!! Usando essa desculpa novamente, hã??&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- Acha que tem algum idiota por aqui, Empregado? Então seu pai morre toda semana?&lt;br /&gt;- Não senhor. De 3 em 3 dias.&lt;br /&gt;- Ah, certo, ent... O QUÊ??? Que palhaçada é essa??&lt;br /&gt;- É sério. Venha comigo ao velório dele de hoje e lhe mostrarei.&lt;br /&gt;Super curioso com aquela história, o Sr. Gerente foi conferir.&lt;br /&gt;Chegando lá, Gerente se deparou com várias pessoas tristes (como já é clichê em velórios) e alguns parentes mais chegados chorando ao lado de um morto defunto e sem vida. Gerente se aproximou do corpo e confirmou que o mesmo estava realmente falecido.&lt;br /&gt;- Não é possível... – ele disse. – Você só pode estar de brincadeira, Empregado! Acha que sou algum idiota otário ou trouxa imbecil?&lt;br /&gt;- Claro que não, Sr. Gerente. Está aí, meu pobre pai, mortinho da silva. Chuif!&lt;br /&gt;- Oras, o que é isso? Isso só pode ser palhaçada!&lt;br /&gt;- Se o senhor acha isso, então por que não volta aqui em 3 dias?&lt;br /&gt;- Pra quê???&lt;br /&gt;- Vai ver que meu pai estará morto novamente!&lt;br /&gt;- Ah não...&lt;br /&gt;O Gerente, ainda muito confuso, acompanhou o restante do velório do falecido, e ainda ficou para o enterro. Mas passados 3 dias, lá estava ele na capela de novo. E lá estava o morto falecido outra vez.&lt;br /&gt;- Como isso é possível?? Vocês só podem estar de brincadeira!? Por acaso estão desenterrando este corpo e enterrando todos os dias??&lt;br /&gt;- Sr. Gerente – disse o Empregado, calmamente. – Deixe-me explicar. O senhor deixa?&lt;br /&gt;- Deixo sim, ué!?&lt;br /&gt;- O caso, é que meu pai sofre de uma doença chamada &lt;em&gt;Mal de Lázaro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Que diabo é isso?&lt;br /&gt;- É uma doença onde a pessoa morre a cada 3 dias, e no quarto ela ressuscita. Ainda não encontramos a cura disso, então temos sempre que fazer esses velórios e enterros. Felizmente, a Funerária tem nos dado um bom desconto por isso.&lt;br /&gt;- Nunca ouvi falar de tal doença...&lt;br /&gt;- Pois é. É algo bem raro, ao que me parece. Por um lado é bom, porque a família só se reúne mesmo quando tem um funeral. Então, estamos aqui, sempre reunidos e homenageando meu pai. Quando ele ressuscita, gosta de saber como foi seu enterro e quem veio vê-lo. Teve uma vez que uma ex dele veio aqui e...&lt;br /&gt;- Ta, ta. Já entendi tudo. Seu caso é bem estranho, Empregado. É muita loucura pra minha cabeça. A partir de hoje, você está liberado para todos os enterros de seu pai, está bem?&lt;br /&gt;- Muito obrigado, Sr. Gerente! Sabia que tinha bom coração.&lt;br /&gt;Confuso, Gerente voltou para a empresa. Pesquisou sobre o “Mal de Lázaro” e encontrou alguma coisa no Google. Existia mesmo.&lt;br /&gt;Empregado continuou com suas folgas e enterros de seu pai por muitos e muitos anos...&lt;br /&gt;Até que um dia, ele mesmo faleceu.&lt;br /&gt;Fora um dia muito triste para o Sr. Gerente, a Srta Secretária e as centenas de empregados da Corporação Jabarimpe. Depois do enterro do Empregado, várias homenagens foram feitas.&lt;br /&gt;Mas a vida tem que seguir em frente.&lt;br /&gt;E o Sr. Empregado apareceu na empresa, vivo, 3 dias depois.&lt;br /&gt;- É hereditário? – perguntou o Sr. Gerente.&lt;br /&gt;- É sim senhor.&lt;br /&gt;- Certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic; COLOR: rgb(0,0,153); FONT-WEIGHT: bold"&gt;E NÃO PERCAM, DIA 12 DE NOVEMBRO, COMEÇA A SAGA QUE NINGUÉM ESTAVA ESPERANDO:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,102,0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7032849085102871712?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7032849085102871712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7032849085102871712&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7032849085102871712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7032849085102871712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/10/o-estranho-caso-do-pai-daquele.html' title='O Estranho Caso do Pai daquele Empregado...'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMoiRJHzC6I/AAAAAAAAAmc/Y_avU5-Yv38/s72-c/Lazaro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8647503327026199482</id><published>2010-10-21T17:29:00.004-02:00</published><updated>2010-10-21T17:46:07.736-02:00</updated><title type='text'>Vem aí...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMCUwdRAJZI/AAAAAAAAAmU/7ta832tc7ZA/s1600/tree.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530583902621541778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMCUwdRAJZI/AAAAAAAAAmU/7ta832tc7ZA/s320/tree.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;em&gt;UMA NOVA SAGA DE CIRO M. COSTA&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;em&gt;UM DRAMA TÃO DRAMÁTICO QUE NEM PARECE ESCRITO POR ELE. UM TEXTO QUE NINGUÉM VAI GOSTAR...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM NOVEMBRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;MENINA DAS ÁRVORES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prepare o seu lenço...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8647503327026199482?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8647503327026199482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8647503327026199482&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8647503327026199482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8647503327026199482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/10/vem-ai.html' title='Vem aí...'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TMCUwdRAJZI/AAAAAAAAAmU/7ta832tc7ZA/s72-c/tree.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3313093654940830819</id><published>2010-10-21T12:03:00.000-02:00</published><updated>2010-10-21T12:03:04.946-02:00</updated><title type='text'>ELEIÇÕES 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TMBIBBCELiI/AAAAAAAAAMw/Yh2n6WLVy34/s1600/eleicoes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TMBIBBCELiI/AAAAAAAAAMw/Yh2n6WLVy34/s400/eleicoes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3313093654940830819?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3313093654940830819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3313093654940830819&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3313093654940830819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3313093654940830819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/10/eleicoes-2010.html' title='ELEIÇÕES 2010'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TMBIBBCELiI/AAAAAAAAAMw/Yh2n6WLVy34/s72-c/eleicoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3965157481189376355</id><published>2010-10-10T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-10-11T09:46:53.226-03:00</updated><title type='text'>Censo 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dcHAg-oI/AAAAAAAAC5s/rwtuMqcwz28/s1600/Censo+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dcHAg-oI/AAAAAAAAC5s/rwtuMqcwz28/s320/Censo+3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3daBLua2I/AAAAAAAAC5o/kKSgkieD5zA/s1600/Censo+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3daBLua2I/AAAAAAAAC5o/kKSgkieD5zA/s320/Censo+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dYYdiyFI/AAAAAAAAC5k/_ol5N-M6JVU/s1600/Censo+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dYYdiyFI/AAAAAAAAC5k/_ol5N-M6JVU/s320/Censo+1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dXCy4aUI/AAAAAAAAC5g/H2MVzIucfFs/s1600/Censo+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://1.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dXCy4aUI/AAAAAAAAC5g/H2MVzIucfFs/s320/Censo+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3965157481189376355?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3965157481189376355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3965157481189376355&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3965157481189376355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3965157481189376355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/10/censo-2010.html' title='Censo 2010'/><author><name>Cecilia Teixeira Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07160557036209865592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-t8x1QcCgXco/TyCtJ3Qi4XI/AAAAAAAAEWo/FM5CiMOgH-c/s220/9.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/TK3dcHAg-oI/AAAAAAAAC5s/rwtuMqcwz28/s72-c/Censo+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7874441016958278384</id><published>2010-09-26T14:38:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T14:38:30.121-03:00</updated><title type='text'>Jones e Sara: Parte 2</title><content type='html'>Bom como prometi ...Agora Jones nos conta a história : Estávamos Sara e eu no shopping, saímos de lá e caminhamos por um longo percurso e eu não contei que estava carregando um violão mesmo saber tocar, daí então sentamos no chão e comecei à cantar , a música fluía naturalmente com se eu a tivesse composto do além, Sara com olhar apaixonado e embriagado pediu para que eu parasse de tocar. Me abraçou e pediu que ficassemos juntos então foi.&lt;br /&gt;Os dias foram passando e o amor crescendo , a paixão cada vez maior e as trapalhadas maiores ainda , lembro-me que um dos shows que fomos ela bebeu tanto que vomitou no meu pé.&lt;br /&gt;O amor era tão intenso que eu me sentia afogado num mar sem fundo e sem resgate, daí então criamos vínculos, a idade foi passando e a responsabilidade chegando . Ela muda-se para a cidade vizinha para cursar medicina e eu como todo pecador fui pagar meu pecado em salas de aula ... semana que vem mais detalhes desse caso de amor sugenis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7874441016958278384?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7874441016958278384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7874441016958278384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7874441016958278384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7874441016958278384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/jones-e-sara-parte-2.html' title='Jones e Sara: Parte 2'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6642963337204480456</id><published>2010-09-23T11:15:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T11:15:56.969-03:00</updated><title type='text'>A Saga de Jones e Sara um amor que apenas aconteceu</title><content type='html'>O poder do olhar dela tinha a capacidade de me deixar no chão em dois segundos , por isso então eu sempre sorria para ela e conversava pouco. O nome dela era Sara , uma garotinha de quinze anos que nunca saía de casa e ouvia Ramones e diversas bandas do punk rock. Eu Jones um garoto já crescido passei pela árdua tarefa de servir à pátria não saía do mato e ouvia tudo quanto é rock. Mas não foi a música que nos uniu , foi a lei dos dispostos , pois naquela época os opostos estavam se destraindo e não se atraindo. Era o ano de dois mil e cinco , eu Jones Homes da Silva havia acabado de chegar de uma longa jornada pelo nordeste de quatro anos. Então Sara apareceu no meu caminho , ela me olhava exageradamente e eu nem ligava pra ela , eu só queria colecionar jóias musicais e andar de bicicleta por aí , ela não saía muito de casa como eu já havia dito mas sempre que suas amigas a chamavam ela estava lá forte como um soldado defendendo sua pátria.&lt;br /&gt;Foi então numa noite de sábado eu passando pela rua dela, foi inevitável coisa de segundos , um relâmpago em menos de um minuto já estávamos falando de literatura coisa que nunca imaginei que iria discutir com a garota ... Fomos à uma sorveteria e depois fomos ao shopping ... o resto desta saga se procede na semana que vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme Fernandes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6642963337204480456?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6642963337204480456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6642963337204480456&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6642963337204480456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6642963337204480456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/saga-de-jones-e-sara-um-amor-que-apenas.html' title='A Saga de Jones e Sara um amor que apenas aconteceu'/><author><name>Guilherme Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13112208905444221926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_5hp5GPivnFA/TJPSbRwE77I/AAAAAAAAACE/V0wt3oHIbPU/S220/rosto.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8568694609824480535</id><published>2010-09-19T18:26:00.000-03:00</published><updated>2010-09-19T18:26:03.125-03:00</updated><title type='text'>AMIZADE</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;“No fundo de uma lagoa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Há um cavalo sonhando.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Denise Emmer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele era estúpido e delicadamente antipático. Possuía olhos negros e estatelados, ao mesmo tempo profundos. Às vezes um tanto melancólicos. Os cabelos, sempre despenteados, tinham um ar desconfortável, desajeitado de se olhar, embora fossem também suaves. A gravata vermelha, sempre suja, era ridícula a primeira vista. Mas na segunda já se tornava antipática. Não tinha nenhum anseio na vida, sendo seu único passatempo passar horas folheando seu antigo álbum de selos. De vez em quando olhava para o chão, talvez procurando algo, talvez pensando no passado. Quase não tivera passado. Ainda olhando para o chão, por vezes dava um meio sorriso. O gato, surpreso, continuava deitado sobre o tapete da sala. Contentava-se em responder ao sorriso do homem com um destemperado miado. Às vezes um ficava olhando para os olhos do outro, simultaneamente, como se um repugnasse e entendesse o outro. O gato falava com o olhar e miava expressões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O gato dormia, quase sempre, sob o efeito da própria antipatia. Ali não se sabia qual dos dois era o mais antipático, e cada vez que ele folheava aquele álbum, o gato dava uma olhada de rabo de olho, virando a cara logo em seguida, num gesto de desprezo, indiferença e antipatia. Mesmo assim eram amigos. Eram amigos mesmo com a gravata vermelha. Mesmo com o antigo álbum de selos, sujo e cheirando a mofo verde. O que os unia era a antipatia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tarde da noite chegava, enfim, a hora do jantar. Ele, sentado à mesa, degustava desesperadamente uma folha de alface. O gato olhava aquele gesto com horror; tinha nojo de ver o homem comendo uma simples salada de alface tão indelicadamente. Enquanto assistia àquela cena, esperava por sua vez, sentado sobre o tapete da cozinha. Às vezes esquecia-se da folha de alface de seu dono e ficava entretido com a própria antipatia. O gato tinha nojo do tapete da cozinha, mas ainda assim ficava sobre o tapete da cozinha. O homem continuava comendo. Depois de mastigar cada bocado, limpava a boca com a gravata vermelha, ao mesmo tempo olhava antipaticamente para o gato, que fingia não dar importância. Mas por dentro tremia de raiva, e, para acalmar-se, esticava o corpo para frente e voltava raspando as unhas no chão de cimento grosso. Nada mais podia fazer, senão depositar mais um pouco de antipatia em seu coração de gato. Assim os dias seguiam, um antipatizando as ações do outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Manhã de domingo, o sol já forte derramava raios maravilhosos e de imensa poesia sobre aquela casa, uma casa parecida com outra qualquer. Mas pouco importava o sol, pois o gato e o homem não sabiam o que era poesia. Aquela casa não era outra qualquer, nada poderia ser comum, sobretudo o homem e o gato. Acordaram juntos e antipáticos. A luz que penetrava a janela do quarto era a primeira causadora de mais uma dose de antipatia que subia pelo peito, quase saía pela boca e depois voltava pela espinha, terminando num calafrio estonteante. O gato sentia o mesmo do vidro fechado da janela. O homem abriu a porta já meio apodrecida da cozinha escura, sentiu o vento. O vento soava-lhe como ventania antipática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com olhos um pouco fechados, começou o dia procurando meios para passar um café. O gato botou a cara para fora da cozinha, seus olhos encolhidos por causa da luz do sol, um miado comprido apareceu. Um miado comprido e carregado de antipatia, preguiça e fome de algo que não fosse humano. Pensou se saía ou não para o quintal, decidiu não sair. O quintal de repente pareceu-lhe antipático, como as flores de cravo-de-defunto eram antipáticas. Sentiu antipatia de si mesmo porque não fora acostumado a comer ratos. Decidiu esperar pelo desjejum. Decidiu esperar pelo homem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele, o homem, abriu aquela geladeira manca, repleta de água e pimenta. Levou uma das mãos ao fundo e apanhou, atrás de um vidro de pimenta malagueta, um copo de coalhada. Verteu-a sobre um pires e o colocou sobre o tapete que ficava na porta da cozinha, onde o gato, sentado, esperava. O gato olhou para o pires, olhou em seguida para o homem semi-acordado, reparou a gravata vermelha ainda suja de pasta de dente e resolveu provar aquilo. Comeu tudo. Desejo não, necessidade. E tinha um gosto antipático, um gosto de todo domingo. Sentiu antipatia de se deixar submeter a tudo aquilo, miou e foi se deitar sobre o tapete da sala. O homem já estava lá, sentado na poltrona, dando continuação àquela rotina estúpida de folhear aquele já antiquado álbum de selos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando o entardecer chegou perto, as primas apareceram. Era costume de domingo. Vieram à casa do homem para comer da coalhada. Todos se sentaram à mesa, cada um ostentando um copo daquela coalhada azeda e, ao mesmo tempo, antipática. O gato via tudo aquilo com náuseas, um sentimento infernal, quase vomitando de nojo da cara que as primas faziam ao comer daquela coalhada, sem nada dizerem, com toda a atenção voltada cada uma para seu próprio copo. Mas o gato via também quando o homem limpava a boca na gravata vermelha e depois sorria, rapidamente retornando à sua antipatia facial. Depois daquele lanche, cada uma das primas se despediu e tomaram todas o caminho de volta. Nem se atreveram olhar para o gato. (O gato ficava contente com aquele gesto, pois não precisava do olhar antipático daquelas moças, se é que eram realmente moças)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Coisas demais já lhe causavam antipatia dentro daquela casa, sobretudo aos domingos, no café de todas as manhãs, e também nos dias mais comuns. Era o reconhecimento do que havia de ser feito em contrário ao que deveria ser vivido por cada um da casa, fosse o gato ou o homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Depois que as primas se foram, o homem juntou as louças sujas dentro da pia e continuou seu trabalho. Dirigiu-se até a sala e sentou-se em sua poltrona favorita. Levou as mãos até a mesinha de centro e pegou o álbum de selos. Pôs-se a folheá-lo. O gato veio logo em seguida e deitou-se sobre o tapete, perto da poltrona. Olhou para o homem. De tempos em tempos os dois trocavam olhares. Às vezes o homem segurava a gravata vermelha e fazia um sorriso antipático. Então o gato virava a cara para o outro lado e, com um jeito todo cheio dele mesmo, miava. Um panapaná passou em frente à janela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8568694609824480535?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8568694609824480535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8568694609824480535&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8568694609824480535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8568694609824480535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/amizade.html' title='AMIZADE'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1351029675116034215</id><published>2010-09-12T08:51:00.001-03:00</published><updated>2010-09-12T08:51:47.421-03:00</updated><title type='text'>INFINITY</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TIy-q6MvgWI/AAAAAAAAALI/9pWQ8wvA6cs/s1600/oceano1016pg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TIy-q6MvgWI/AAAAAAAAALI/9pWQ8wvA6cs/s400/oceano1016pg.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;What a sea!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;How wonderful the sea is!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I can see the sea&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;in the dawn of your eyes,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;you eyes,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;full of sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Loving your eyes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;To love the sea...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Oh, sea! What a sea!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Sensitive infinity...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;is the dawn of your sea,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Loving the eyes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;of your sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Where I am,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I can see the sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Where I am,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I can see your eyes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I love the sea!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Sea that welcomes,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Sea that covers,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Sea that takes my breath away and away&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I look at the sea,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I look at your eyes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Your eyes are like sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;See flows&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;from darkness,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;from your eyes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Your eyes full of sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Loving sea!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I love sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;I can’t hug sea.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;But I can hug thee.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1351029675116034215?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1351029675116034215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1351029675116034215&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1351029675116034215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1351029675116034215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/infinity.html' title='INFINITY'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tT6wC8ekzrg/TIy-q6MvgWI/AAAAAAAAALI/9pWQ8wvA6cs/s72-c/oceano1016pg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2375675223596991060</id><published>2010-09-09T14:52:00.000-03:00</published><updated>2010-09-09T14:52:10.775-03:00</updated><title type='text'>O VESTIDO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, eu chamo Maria Eduarda. E o seu nome é qual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu? O meu é Margareth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você mora aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não moro aqui porque eu moro em outra rua, e a minha casa também fica em outra rua. A minha casa é muito bonita... Eu tô aqui por causa que a minha mãe me trouxe pra festa da Bruna. Sabia que a Bruna é minha colega?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela também é minha colega, a gente brinca toda vez que a minha mãe me leva no clube. E outro dia eu mais a Bruna, eu e a Bruna, a gente foi no shopping. Eu tomei sorvete de chocolate. Você gosta de sorvete de chocolate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aham!... A minha mãe comprou um sorvete de chocolate pra mim um dia desse e eu tomei ele todinho. Eu gosto muito de sorvete de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã a minha tia vai me levar no McDonald’s e eu vou tomar sorvete lá também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu aposto que você não vai lá no MdDonald’s. E você não vai tomar sorvete de chocolate porque eu é que vou com a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas a minha casa é mais bonita do que a sua porque eu moro em uma rua mais bonita do que a sua. Porque a minha rua tem muitas árvores e a sua não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A minha tem árvore sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... mas... mas a árvore da sua rua não tem flor e a árvore da minha rua tem muita... muita flores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mentira!!! Na minha casa tem uma árvore que deu uma florzona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na minha também tem uma florzona. E eu tenho 5 anos e você não tem porque você é velha e feia, porque você tem 10 e eu tenho 5 porque eu sou mais nova que você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mentira que eu tenho 10 anos porque eu vou fazer 5 anos no ano que vem, viu? E eu vou fazer 5 anos. E a minha mãe falou assim que eu vou ir na festa da Patty e ela vai me dar um vestido novo amarelo, e uma bota da Hello Kitty e você não vai na festa da Patty, e nem vai ganhar vestido novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me interessa, sua boba, porque a minha mãe é bonita. Ela é mais bonita que a sua porque a sua mãe é feia. Também a minha mãe falou assim que não é pra emprestar pra ninguém o meu gloss que ela me deu. Eu tenho o gloss da Xuxa e você não tem porque o seu é da Avon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem feito pra você. Eu não tenho gloss porque minha mãe falou que criança que usa gloss fica velha e feia e você vai ficar velha e feia e eu não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... mas... a minha mãe é mais bonita que a sua. E o meu pai também é mais bonito que o seu, e eu vou na festa da Patty e você não vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tô nem aí pra essa tal de Patty. Meu pai falou assim que vai me levar no clube e eu vou entrar na piscina grande sozinha, vou ficar o dia todo lá e ele vai me dar um monte de picolé porque eu sou uma boa menina, e você não vai ganhar picolé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tô nem aí pra você, porque a minha mãe tem dinheiro, eu vou pedir pra ela ir na sorveteria e comprar um montão de picolé pra mim. E tomara que você suje o seu vestido amarelo de picolé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou contar tudo pra minha mãe que você quer sujar o meu vestido de picolé. Daí ela vai falar pra sua mãe bater em você todinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me importa, porque eu falo pro meu pai e ele bate no seu pai. O meu pai é muitão mais forte do que o seu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, ouvem-se vozes de mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maria Eduarda, venha cantar “parabéns”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Margareth, minha filha, olha o “parabéns” aqui, venha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oba! Olha, Margareth, o “parabéns”, vamos lá cantar, oba!, vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso mesmo, Maria Eduarda! Vamos, oba!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2375675223596991060?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2375675223596991060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2375675223596991060&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2375675223596991060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2375675223596991060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/o-vestido.html' title='O VESTIDO'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1069490982508699899</id><published>2010-09-05T00:00:00.001-03:00</published><updated>2010-09-05T15:08:43.648-03:00</updated><title type='text'>Very Hard Work</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BpWM0FNPZSs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BpWM0FNPZSs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1069490982508699899?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1069490982508699899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1069490982508699899&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1069490982508699899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1069490982508699899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/very-hard-work.html' title='Very Hard Work'/><author><name>Cecilia Teixeira Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07160557036209865592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-t8x1QcCgXco/TyCtJ3Qi4XI/AAAAAAAAEWo/FM5CiMOgH-c/s220/9.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2656882784258229254</id><published>2010-09-04T15:23:00.001-03:00</published><updated>2010-09-06T11:38:12.597-03:00</updated><title type='text'>BONS AMIGOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Não é novidade pra ninguém, ou quase ninguém, que estamos na era das novas tecnologias, e, portanto, sujeitos às delícias que essas tecnologias podem nos dar. E se na noite podem surgir fadas e bruxas, também o podem surgir na vida que levamos na internet. A web é uma maravilha, fantástico conseguirmos encontrar amigos de toda parte, alguns que inclusive seria quase impossível revê-los devido à distância que nos separa. Eu, por exemplo, tenho dois amigos que moram em Portugal, e sinceramente não sei se os veria se não fosse a internet. Essa é uma das boas razões para sustentar uma conexão banda larga em casa. Mas a web também esconde algo estranho, pra não outro termo, e parece que quando o assunto é relacionamento, a coisa se complica. Sei que há uma infinidade de problemas decorrentes do mau uso da internet, mas nem é meu objetivo escrever sobre isso agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Hoje quero escrever especificamente sobre as salas de bate-papo da web, que possuem a função social de levar as pessoas a se relacionarem, mas podemos ver que elas se tornaram, na maioria das vezes, uma espécie de feira gratuita. Explico melhor. Uma feira é um lugar onde temos muitas opções de frutas, verduras, roupas, e muitas outras coisas. Em uma feira eu escolho o abacaxi que quero, o chuchu que me agrada e aquilo que não se enquadra exatamente nos meus padrões do que é um chuchu perfeito, ou um abacaxi perfeito, eu simplesmente não ponho na sacola. E se acontece de escolher alguma coisa por engano, é só jogar fora quando chega em casa. Pois bem, os chats da web se transformaram em algo parecido. Dia desses fiz uma experiência. Primeiro escolhi uma sala dentro da cidade onde moro, inventei um apelido entrei na primeira das oito salas disponíveis de Uberaba. Assim que entrei, perguntei com toda educação: “boa tarde, alguém gostaria de conversar?”. A primeira pessoa que respondeu minha pergunta foi alguém com o nome de Gatão HxH, com a frase “oi, o que procura?”. Então respondi que procurava amizade, ao que o cara respondeu perguntando a minha idade. Respondi “33 anos, e você?”, e fiquei aguardando a resposta dele, mas ela não veio. Diante disso, cheguei à conclusão de que ele, o Gatão HxH não procurava alguém pra iniciar uma amizade, e sim alguém com quem transar naquele dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Na verdade, só pelo apelido já é possível fazer inferências, porque uma pessoa que esteja interessada apenas em amizade não entra em um chat com esse tipo de apelido. Muitos, inclusive, chegam a dizer que só querem curtir um sexo naquele exato momento. Então a gente vê, por exemplo, internautas identificados como “flex procura namorado”, “Grande e Grosso”, “negradesacramento”, “Coroa discreto”, e por aí a lista vai só aumentando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Quando a conversa no bate-papo desperta algum interesse em ambos internautas, o primeiro passo é cada um adicionar o outro no msn e seguir o diálogo mais tranquilamente. E nesta feira “chateana”, a foto que é colocada no perfil pode se tornar determinante de todo o futuro daquela relação, pois assim que um vê a foto do outro, quase sempre um exclui o outro, simplesmente porque não foi com a cara, ou porque simplesmente não encontrou o deus grego que esperava. Esse é o lado “feiresco” da web, porque o “produto” é escolhido pela foto e a descrição. Muito poucas pessoas marcam um encontro ao vivo e a cores para conhecer a pessoa de perto, senti-la, ouvi-la, perceber suas intenções, conhecer sua experiência, em outras palavras, começar um relacionamento, seja amoroso ou de amizade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Acho muito estranho esse tipo de comportamento, porque é tão bom conhecer pessoas, fazer amizade com elas, trocar experiências, e tantas outras coisas! Mas a web, nesse caso, parece, sim, uma grande feira, onde cada um escolhe e joga fora o não o que poderia ser uma grande amizade, e sim o que pode apenas lhe satisfazer os instintos sexuais daquele dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2656882784258229254?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2656882784258229254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2656882784258229254&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2656882784258229254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2656882784258229254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/09/bons-amigos.html' title='BONS AMIGOS'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4614888205256056786</id><published>2010-08-28T10:01:00.005-03:00</published><updated>2010-09-06T11:37:39.711-03:00</updated><title type='text'>NO PRÓXIMO ANO...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Desta vez não acontecera antes da aurora, como de costume, mas sim antes do crepúsculo. O sol já se preparava para despencar na imensidão da noite. Na sala, dois copos sobre a mesa um pouco vazios, não era possível saber se era vinho branco ou cerveja, mas era alguma coisa, talvez até refrigerante. Na cozinha, sobre a pia, um frango descongelava para o jantar que seria servido sabe-se lá a que horas. No corredor, um resto de aroma levemente amadeirado ainda resistia ao dia. Uma fragrância que sugeria algo masculino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;O quarto era relativamente grande. Nada exorbitante, mas havia uma cama de casal, uma cômoda e um guarda-roupa. Em um canto, havia uma mesinha com a televisão e um aparelho de DVD. No chão, um tapete de pelúcia. Sobre esse tapete de pelúcia, restos de perfume masculino. Na cama, os dois corpos ainda quentes e suados, levemente abraçados. No rádio, uma melodia romântica e ao mesmo tempo um pouco antiga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Há muito que não passávamos momentos assim, Paulo! Foi muito bom. Foi bom pra você também?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Foi assim... Fantástico! Aliás, é uma pena que nunca tivemos um relacionamento fixo, pois sempre nos demos muito bem. Talvez seja por isso, né!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- É... fazia tanto tempo que não passávamos momentos assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Isso é porque você já se acostumou com o meu corpo, tá ligado? Nossa, você foi demais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Não, Paulo, é você que é demais. Eu sou só uma pessoa que gosta de estar perto de você. Gosto muito de estar perto de você. E como é bom estar com você!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Ah, acho melhor pararmos com essa de quem de nós dois é o cara melhor, senão vamos acabar brigando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Bobo, até parece que algum dia brigamos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- É verdade, cara, pensando bem... nós dois nunca brigamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Por um momento, pararam a conversa. Os dois amigos pararam a conversa, finalmente, pois de repente palavras eram desnecessárias. Nada, aliás, levaria a nada, pois aquele momento que houvera sido iniciado no princípio da tarde, e findaria depois do crepúsculo, estava repleto de sentimentos eloquentes e um pouco fortes demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Sempre houvera promessas de sentimentos puros, e realmente não eram somente promessas, eram, sim, sentimentos puros. Depois de um momento de silêncio, os dois amigos iniciaram nova conversa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- E como estão você e a Gina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Ah, Paulo, ainda na mesma. A verdade é que a Gina é muito cheia de mal humor, reclama de tudo, não tem paciência com nada. E com isso as crianças acabam sofrendo também. Que arrependimento eu tenho de ter me casado com ela! Aliás, que arrependimento, cara, de ter me casado. E pensar que naquela época eu e você poderíamos ter tido um relacionamento sério...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Não se culpe, Carlos. Não se culpe por isso. Nós dois sabemos que você foi praticamente obrigado a se casar. Até hoje eu não esqueci da cara de raiva do pai dela achando que aquele filho era seu. Mas acho que você deveria ter contado tudo depois que ela perdeu a criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Não, Paulo, não... Se fosse hoje talvez eu contaria, mas naquela época foi pressão demais em cima de mim. Depois que ela perdeu a criança, veio a fase da depressão, lembra? Além disso, minha família fazendo chantagem, me acusando de um monte de coisas, achei melhor ir levando a vida com ela do jeito que desse e pronto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- É, Carlos, agora não adianta chorar o passado, mas você fez errado, cara, porque acabou assumindo algo que não era sua responsabilidade. Afinal, você e a Gina não tiveram nada além de um relacionamento passageiro, não foi?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Eu a conheci na boate, ela não largava do meu pé. Demos um beijo e passamos a noite juntos, mas não chegamos a transar. Depois de muito tempo soube que na noite em que nos conhecemos ela já estava grávida do ex dela. Talvez tenha sido um erro sim, mas agora fazer o quê? Eu era muito jovem na época, morria de medo de meus pais, e no fundo achava que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;casamento logo logo chegaria ao fim. Mas deixa isso pra lá, não tem mais jeito. Que merda de sociedade é essa que acha que todo homem tem que casar com mulher!!! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;E você, cara, como anda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Ah, Carlos, ando na mesma também. Sozinho. Mas graças a Deus não me casei com mulher nenhuma, pelo menos nesse ponto eu tive força pra dizer “não” pra sociedade. Eu queria mesmo é viver contigo... Eu nunca tive nenhum outro homem além de você, cara. Vamos viver juntos, você ainda é jovem, Carlos, acabou de completar quarenta anos. Tem toda uma vida pela frente, seus filhos já estão em idade de entender que se o casamento entre você e a mãe deles nunca foi legal, o melhor é...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Melhor o quê, cara? Chegar pros meus filhos e dizer na cara deles que o pai que eles dizem que tanto amam é um homossexual frustrado e enrustido? Que casou com a mãe deles só pra mostrar pra família que era “macho”? Dizer pra eles que o pai deles na verdade sempre amou um outro homem? E eu vou dizer o que pra minha família inteira? E pros meus amigos? Vou dizer o que pra família da Gina? Eu não presto, cara, não presto, eu sou um fraco, eu fracassei!!!!! Me abraça, Paulo, me abraça!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Calma, cara, calma... calma... calma!... Vem aqui, calma... Vai, chora... põe a cabeça aqui no meu peito... vai, chora... Alivia sua alma, vai, eu estou aqui contigo!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Eu te amo, Paulo! Como eu queria só você na minha vida, como eu queria!!!! Valeu, cara, valeu...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Eu também te amo demais, Carlos. Amo você, cara. Pode chorar, estou aqui pra te dar meu amor...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;- Valeu, cara, valeu...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Esta é a história de Paulo e Carlos. Esta é a história de dois amigos que se amavam um pouco demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;No próximo ano pretendiam fazer uma viagem para ficarem mais tempo juntos. Dentro de Paulo e Carlos havia muitas tentivas de seguir caminhos profundos através do que em outros lugares poderia ser chamado de amor. Mas aqui é chamado de Grá. Isso é porque o Grá é superior, e não poderá jamais ser carregado inteiramente por qualquer criatura deste mundo, apenas poderá ser desvendado ou ainda sentido pelas pessoas que são. Essa era a lembrança do dia em que Paulo e Carlos se conheceram. Havia muitos anos, era uma tarde de chuva. Na rua, o asfalto molhado provocou o encontro dos dois ainda adolescentes, e o resultado fora a luz dos olhares que naquela hora se cruzaram, revelando que o Grá já havia escolhido ambos para serem amantes por toda a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Foi assim que se conheceram, em plena chuva, quando a bicicleta derrapou no alfalto molhado pela chuva forte e Paulo caiu no meio da enxurrada. Foi assim que Carlos, que também vinha de bicicleta, parou para ajudar o futuro amigo e amante a se levantar. Foi assim que os olhos dos dois, um azul e outro verde, se encontraram. Foi assim que um sentiu, pela primeira vez, a pele e a presença do outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;Foi assim que hoje os dois amigos ainda se amam e se desejam e se consomem e se amam e se doam... Tudo por meio do Grá. E assim os dias seguem únicos e unidos. Depois da crise de choro, Carlos adormeceu nos braços de Paulo, que ficou até tarde da noite dando carinho e amor ao amado. Lá fora, começava a chover levemente. Na cozinha, o frango que antes descongelava fora novamente guardado no freezer, para outra ocasião. Na cama, os dois amantes, adormecidos, sonhavam com o próximo ano. Foi assim que o Grá fez a escolha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4614888205256056786?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4614888205256056786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4614888205256056786&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4614888205256056786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4614888205256056786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/08/no-proximo-ano.html' title='NO PRÓXIMO ANO...'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-529004233589386428</id><published>2010-08-21T16:54:00.004-03:00</published><updated>2010-09-06T11:37:09.174-03:00</updated><title type='text'>O QUE ELES QUEREM SER?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ouvi, dia desses, algo que julguei ser interessante. Era um daqueles momentos em que estamos distraídos frente à televisão assistindo a novela da noite. Antes de o leitor querer perguntar o motivo que me levou a ver novelas em vez de fazer algo mais útil, digo que trabalho o dia todo e a noite gosto de assistir as narrativas que passam na televisão. Eu posso, não? Mas voltando ao texto, o personagem de determinada novela, precisando se passar por gay para que o marido de sua amante não desconfiasse do caso dos dois, disse a seguinte frase: “sua esposa é a mulher que eu sempre quis ser”. Parece algo muito simples e sem relevância, mas que nos leva a pensar em uma questão importante: será que um homem é gay porque quer ser mulher? E uma mulher é lésbica porque quer ser homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já respondo: é claro que não é bem assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar de uma coisa não significa querer ser aquela coisa, e em matéria de homossexualidade muita gente acredita que todos os gays querem ser mulher e as lésbicas querem ser homem. Pura falta de informação. Fazendo uma comparação um pouco grosseira demais, mas necessária, o fato de eu gostar de sorvete não indica que eu queira ser uma geladeira. Da mesma maneira, um homem homossexual pode muito bem sentir atração sexual por outro homem sem, contudo, sentir vontade ser mulher, e o mesmo se dá com as lésbicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que existem gays que gostariam muito de ser mulher e lésbicas que gostariam de ser homem, mas não são todos. Se você vai a uma boate GLBT, certamente encontrará gays com trejeitos femininos, travestis com lindos vestidos e cabelos longos e cacheados, lésbicas que de tão masculinas chegam a “coçar o saco”. Mas também encontrará gays praticamente sem trejeitos femininos, que se forem vistos fora da boate ninguém desconfiaria serem homossexuais, assim como encontrará lésbicas muito femininas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dois amigos que são namorados há muitos anos, e possuem uma rotina, digamos, dentro dos padrões sociais em relação ao que geralmente o senso comum espera de um homem, isto é, fazem barba com gilete, vão à feira de carros de vez em quando, um torce pro Cruzeiro e o outro pro Flamengo, assistem corrida de Fórmula 1 aos domingos, fazem bagunça na cozinha, não possuem nenhuma habilidade para trabalhos manuais, colocam o pano no rodo do lado errado, etc. A diferença é que um sente atração pelo outro. Nada mais. E olha que hoje em dia a descrição que coloquei neste parágrafo está até certo ponto ameaçada, pois cada vez torna-se mais normal um homem, seja hétero ou não, fazer coisas que antes era "coisa de mulher" como usar brinco nas duas orelhas e fazer depilação com cera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez uma pessoa me perguntou qual era o meu nome de guerra. Sinceramente, eu nunca tinha visto isso na minha vida, até que a pessoa explicou que ouviu falar que todo homossexual tem um nome usado para fazer “atendimentos”. Na época não acreditei no que ouvi. Acho que essa pessoa que fez tal pergunta deve ter assistido muito filme pornô, ou então fazia uso de algum serviço de garotos de programa. Esse é outro erro, achar que todo gay vai pra rua fazer programa. Todo mundo sabe que apenas uma pequena parcela das mulheres existentes na sociedade se prostituem, mas muito poucos sabem que apenas uma pequena parcela de gays vão para as ruas fazer programa, sendo que a maioria se dedica a outras profissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre um homossexual está na atração sexual, na maioria das vezes. Quando um homem hétero vê uma mulher interessante, sente por ela desejo, uma vontade imensa de conhecê-la melhor, sente tesão. O mesmo sente um gay quando vê um homem interessante. Um homem hétero vê em outro homem apenas um homem. Um homem gay vê em outro homem o mesmo que um homem hétero vê em uma mulher, isto é, a sensualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi também homens héteros não quererem se aproximar de homens gays por dois motivos. Um deles é o medo do que os outros amigos poderão pensar se o virem tendo amizade com um gay, o que é uma tremenda ignorância. Se houvesse “perigo” de um homem hétero se tornar gay tendo amizade com um, então qualquer um que não quisesse mais ser gay bastava fazer amizade com héteros. O outro motivo é que há homens héteros que evitam se aproximarem de gays porque pensam que todo gay tentará seduzi-los, o que também não é verdade. Assim como existem homens e mulheres héteros muito atirados, também há gays que não podem ver um homem que já querem “chegar junto”. O mesmo vale para as lésbicas. Mas isso não é regra geral, já que não faltam na sociedade gays e lésbicas que não saem por aí dando em cima de tudo que é homem ou mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de um gay sentir atração por homens, não significa que ele tenha desejo por todos os homens, e na maioria das vezes um gay sabe quando um homem oferece abertura para ser seduzido por ele, ou se o melhor é nem tentar se insinuar e caçar outro rumo. Talvez o personagem da novela quisesse fazer o papel da pequena parcela de gays que realmente gostariam de ser mulher.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-529004233589386428?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/529004233589386428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=529004233589386428&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/529004233589386428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/529004233589386428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/08/o-que-eles-querem-ser.html' title='O QUE ELES QUEREM SER?'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-2177503198426660708</id><published>2010-08-14T09:37:00.005-03:00</published><updated>2010-09-06T11:38:51.966-03:00</updated><title type='text'>A Festa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Por Giovanni Oliveira&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não era muito grande o bar, nada que se assemelhasse a algo pomposo, mas era por si só um ambiente agradável, com quadros nas paredes, umas poucas mesas do lado de dentro e mais um bocadinho do lado de fora. Dois ambientes, não por conta de algum luxo esperado, mas por exigência do tamanho do local, casa antiga transformada em bar, ou em lanchonete, ou &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em restaurante. Cozinha" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em restaurante. Cozinha&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; apertada mas produtiva. As bandejas rodavam por todos os cantos. Num outro canto o garçom pensativo e preocupado com o horário de ir embora. O movimento era de morte, pessoas de diversos locais da cidade invadiam o pequeno bar, senhoras com seus cigarros em meio a copos e copos de cerveja. Conversavam sobre trabalho, roupas e empregadas domésticas. Uma delas falava mal da costureira. Outra havia pegado o marido com a madrasta, pediu mais cerveja. Homens conversavam sobre coisas estranhas, inclusive negócios. Alguns vinham da bebedeira diurna, era sábado. Era noite. Ele chegou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele chegou, primeira vez no bar, mulher e dois filhos o acompanhavam. Era triste o quadro, os olhares redondos. Ele também era redondo, crianças pequenas, magras e quietas, mal conseguiam conversar porque tinham sono. Haviam acabado de sair de uma festa de criança, local onde todos comem de todas as coisas que há em festas de criança. Mas mesmo depois de comer de todas as coisas que há em festas de criança, estes queriam provar da especialidade servida no bar: batatas recheadas, todas grandes, suculentas. Na Roma antiga, soldados marchavam para a conquista de terras. Assim eles marcharam em busca de batatas enormes, com recheios enormes e também sabores enormes. O bar lotado. O garçom atendendo, a hora não passava. Calor insuportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As crianças queriam ir embora, mas ele esperaria o tempo que fosse preciso para ter acesso àquelas batatas, todas lindas e grandes, vinham em uma tigela de barro. A encomenda deles demoraria a ficar pronta, havia muitos clientes na fila. O calor aumentava. Na cozinha todos os fornos ligados na tentativa de agilizar o trabalho e satisfazer clientes, embora fornos não saibam que clientes esperam. Calor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele sentia um calor que vinha de dentro, intenso, parecia que tudo pegaria fogo, a começar por ele mesmo. Em volta da mesa bandejas circulavam ágeis, e ele com pressa, as crianças sonolentas e com pressa, a esposa, sem saber o que pensar, não pensava nem dizia nada. E ele com calor, muito calor, precisava lavar o rosto, refrescar-se. Pediu licença à esposa e às crianças, iria ao banheiro do bar porque bares não possuem toaletes. Bares possuem banheiros. Ele havia gostado do banheiro, eram individuais, um para ele e outro para ela. O calor ainda era insuportável, talvez porque comera de tudo na festa. Ao sair do banheiro encontrou o garçom e pediu-lhe que o desculpasse, pois sentira pequena indisposição no banheiro. “O bar possui um belo banheiro”, disse ele ao garçom, que sorriu enquanto o cliente voltava para a mesa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao chegar à mesa, viu que as crianças dormiam juntas, uma abraçada com a outra. Chegou a ficar com pena delas, mas logo estariam &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em casa. As" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em casa. As&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; batatas eram mais importantes no momento, haveria muito tempo para as crianças dormirem quando chegassem &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em casa. Parecia" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em casa. Parecia&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; que o calor já não era tão insuportável, com certeza o asfalto esfriara, pois já eram onze horas da noite e além disso quase todos os clientes já haviam ido embora, restando somente eles no bar. Finalmente as batatas chegaram, cheirosas e grandes, quentes, duas recheadas de frango e duas de calabresa. As de frango para as crianças, mas estas dormiam, inocentes e abraçadas, o sono era-lhes mais importante que batatas, já haviam comido doces na festa e para crianças doces são mais importantes que batatas, mesmo que se tratassem de batatas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele começou a comer. As batatas, um sabor fantástico, forte e ao mesmo tempo sugestivo. A esposa também comia calada, encantada com cada bocado do prato. O garçom sentia sono, já era meia noite e aquele não era um bar comum, pois fechava cedo. Depois de saborear a batata recheada com calabresa, ele começou a comer as de frango, antes destinadas às crianças. A mulher disse que seria melhor que mandassem embrulhar para levarem para casa, as crianças sentiriam vontade no outro dia. Mas ele não concordou, poderiam voltar no outro dia, o que importava era acabar com aquelas batatas. Havia na mesa duas batatas de frango que eram das crianças, as duas grandes e suculentas, e ele comera as duas. A esposa comera a sua de calabresa, ele comera a dele e as das crianças. Eram deliciosas. O garçom já guardava as mesas do lado de fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Finalmente, ele terminou sua refeição com um semblante de satisfação por tudo o que acontecera naquele dia, àquela altura interessante. As crianças, já debruçadas sobre a mesa, mesmo dormindo, cansaram-se da mesma posição. Pediu a conta ao garçom, este já alegrando-se com a ida do último cliente. Pagaram e saíram, cada criança no colo de um. Abriram o carro, colocaram as crianças lá dentro e foram embora. E ele feliz, porque comera e depois que fora ao banheiro o calor passara. Ela feliz porque comera e dentro em breve estaria deitada, dormindo. No bar, o garçom feliz porque fechara as portas, dentro em breve estaria &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em casa. A" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em casa. A&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; cozinheira já preparava uma porção para levar para casa, uma batata enorme, mais enorme que as servidas no bar, e estava também feliz, pois comeria acompanhada do namorado e cervejas, muitas a noite inteira. No final da noite comeria uma cocada japonesa que ganhara de uma amiga chamada Dora, pois ouvira que doces ajudam a curar bebedeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O garçom também arrumara uma batata para levar para casa e mudara de roupa. Estava sonolento, a noite havia sido bastante tumultuada e além disso não gostava de atender clientes, pois muitos eram chatos e ignorantes. Chamou um táxi e dirigiu-se para o banheiro. Lembrou-se do homem que fizera elogios ao banheiro daquele bar. Abriu a porta e o mundo abaixo de seus pés parecia deslizar, sentiu vontade de desaparecer, algo em seu mais profundo âmago desnorteado, um amontoado das mais recônditas tristezas da vida afloravam de repente, pois nunca presenciara tal cena, tal cenário, tal novela, tal tudo. Somente pôde lembrar-se que aquele homem que havia se desculpado pela indisposição que sentira fora o último cliente a entrar no banheiro, mas só agora passou a entender a que tipo de indisposição aquele homem redondo de olhares redondos se referia, nunca vira nada como aquilo. Foram apenas pouco mais de dois segundos, porque fechara a porta rapidamente dado o horror que sentira, mas vira o suficiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E todas as peças do banheiro, na verdade não as via mais, pois estavam todas cheias, todas lotadas, o chão tornara-se o que não deveria tornar-se, mesmo em sua condição de chão de banheiro. O calor havia sido grande, e a festa de criança, deve ter sido maior ainda.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-2177503198426660708?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/2177503198426660708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=2177503198426660708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2177503198426660708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/2177503198426660708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/08/festa.html' title='A Festa'/><author><name>Giovanni</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17063124127758742268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Q7iUQWE0j-I/TaBPneEoe7I/AAAAAAAAAN0/qa3c_oVWqZw/s220/SAM_0675%2B-%2BC%25C3%25B3pia%2B%25282%2529.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3771934255090423195</id><published>2010-07-23T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-07-23T00:01:00.686-03:00</updated><title type='text'>A Estranha Casa do Senhor Guímper</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Construída por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TEkApKxVSbI/AAAAAAAAAlw/E5A6ZPLXAus/s1600/Casa+de+Guimper.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TEkApKxVSbI/AAAAAAAAAlw/E5A6ZPLXAus/s320/Casa+de+Guimper.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496925527448308146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A época era das melhores em sua vida. Era aquela época em que 97,8% dos seres humanos ainda vão viver neste planeta: planejamento de casamento e demais planos futuros. Assim estavam Guímper e Damalena. Há poucos dias haviam dado entrada nos papéis para construir a nova casa, e estavam mais do que empolgados.&lt;br /&gt;Mas é preciso adiantar que Guímper também tinha em mente uma idéia muito estranha. Isso vocês já devem ter percebido, pois o título já acusa e, se não houvesse uma idéia muito estranha ou fato interessante nesta história, ela nem valeria a pena ser contada. Por que alguém contaria uma história comum hoje em dia?&lt;br /&gt;- Devo lhe dizer que essa é uma idéia estranhíssima! – disse o engenheiro, assim como já havia dito sua futura esposa, Damalena (sem sucesso de fazê-lo mudar de idéia).&lt;br /&gt;- Não há nada de estranho! – disse Guímper. – É somente precaução!&lt;br /&gt;- Precaução até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;demais&lt;/span&gt;, eu diria. Bom, até que é possível, mas você sabe que isso irá gerar altos custos, não sabe?&lt;br /&gt;- Não tem problema! Tenho um bom Fundo de Garantia no banco que deverá cobrir tudo.&lt;br /&gt;- Mas com esse dinheiro o senhor poderia construir um cômodo a mais ou até aumentar o muro...&lt;br /&gt;- Senhor engenheiro, de que vai me adiantar um cômodo a mais ou um muro mais alto se algum dia um monstro gigante invadir a cidade e destruir minha casa?&lt;br /&gt;Era isso, meus amigos. Guímper queria construir uma casa à prova de monstros gigantes. Com certeza, havia visto filmes demais como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;King Kong&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Godzilla&lt;/span&gt;. Ou quem sabe algum daqueles seriados japoneses dos anos 80...&lt;br /&gt;- O senhor sabe qual é a probabilidade disso acontecer, senhor Guímper?&lt;br /&gt;- Amigo, quem é que sabe o quê hoje em dia? Hoje estamos vivos, amanhã quem sabe? Com todo esse progresso, guerras, poluição, testes nucleares... acha que não haverá conseqüências algum dia?&lt;br /&gt;- Acho é que o senhor deveria escrever roteiros de filme B, mas tudo bem. O senhor está pagando mesmo, faremos do seu jeito!&lt;br /&gt;E assim foi feito. Guímper e Damalena acompanharam todo o processo de ‘construimento’ (legal essa palavra, né? Inventei agora!) da casa. Para que fosse uma casa à prova de monstros, foram utilizados tijolos com um material secreto fornecido pelo governo dos EUA. Até hoje, ninguém jamais descobriu que tipo de material fora aquele. Dizem as más línguas (e essas más línguas falam potoca, viu?) que o material fora utilizado pelo exército para testes com quedas de aviões na guerra.&lt;br /&gt;Damalena, por sua vez, já havia parado de tentar fazer Guímper mudar de idéia. Ela pensou que o importante mesmo era que sua casa já estava sendo construída e o casamento estava próximo. Não importava do que sua casa iria ser construída, contanto que não fosse de esterco (pesquisas recentes revelaram que crianças andam lendo essas histórias, então resolvemos maneirar no palavreado. Ao invés de “m****”, vamos utilizar “esterco”).&lt;br /&gt;Bem, apesar de tudo, a casa foi construída. E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muito bem&lt;/span&gt; construída. E Guímper e Damalena se casaram-se os dois juntos. E durante muitos anos foram felizes e tiveram 3 filhos: Guilena, Damaímper e Mister Brokenheart.&lt;br /&gt;Durante muitos anos, Guímper também ouviu gozações sobre a estrutura de sua casa. Muitos achavam aquela idéia de ‘casa à prova de monstros gigantes’ muito engraçada. Vocês podem até não acreditar, mas muitas pessoas hoje em dia não acreditam nesse tipo de coisa. Isso significa que vocês não acreditam nas outras pessoas. Aliás, penso eu que há muitas coisas que os seres humanos ainda não acreditam. Será que a humanidade anda desacreditada? Ou está desacreditada mesmo deitada ou sentada, sem andar? Vale aí uma reflexão.&lt;br /&gt;Mas devo dizer a vocês que Guímper tinha razão. Mas é claro! Essa é uma história de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ciro M. Costa&lt;/span&gt;, acharam que ele perderia a oportunidade de colocar um monstrinho ou algo sobrenatural na historinha dele? Não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acreditaram&lt;/span&gt; nisso... acreditaram?&lt;br /&gt;Sim, meus amigos e amigas! Um enorme monstro invadiu a cidade vários anos depois! Não se sabe de onde veio ou para onde estava indo, ou como aquilo havia sido criado, mas estava lá. Estava lá andando e destruindo tudo em seu caminho. Guímper, por sua vez, não sabia expressar desespero ou... alegria!?&lt;br /&gt;- Rá! Estão vendo? Eu avisei! Eu avisei!! Olha lá! Ó! Ó o monstrão, aí gente!!! Só a minha casa está preparada pra ele!&lt;br /&gt;Damalena sentiu até um certo alívio. Mesmo não acreditando, estava feliz por seu marido ter sido maluco. Maluquice essa que iria salvar suas vidas. E vocês aí também não acreditaram, né?&lt;br /&gt;O monstro fez realmente um estrago muito grande na cidade. Tão grande que, após algumas horas, o exército foi acionado e abateu o bichão alguns quilômetros adiante. Horas depois seu corpo foi levado para uma famosa universidade para ser estudado. Mesmo assim, jamais descobriram como ele surgiu. Se eu estivesse lá, teria dito: “surgiu da idéia do Ciro, gente. Esquece!”.&lt;br /&gt;Guímper por sua vez, naquele mesmo dia, saiu gritando na rua:&lt;br /&gt;- Hahahahha!!! Eu avisei! Vocês acharam que eu fosse maluco, mas olha aí! Um monstro destruiu metade de nossa cidade! Um monstro gigante, gente!! Eu avisei!!!&lt;br /&gt;Uma pessoa que por ali passava (e cujo nome não nos é revelado) viu a alegria de Guímper. É importante dizer, pessoal, que essa pessoa, apesar de não sabermos o nome, sabia de toda a história de Guímper e sobre sua casa à prova de monstros. Então, seja lá o que essa pessoa estivesse pensando ou fosse falar, ela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabia&lt;/span&gt; das coisas. Ela estava por dentro. Ela estava bem informada.&lt;br /&gt;E ela falou mesmo, na cara de Guímper:&lt;br /&gt;- Não sei por que você está comemorando, meu amigo.&lt;br /&gt;- Estou comemorando porque eu estava certo o tempo todo! Veja, o monstro passou por aqui e estou salvo! Somente eu tenho a casa à prova de monstros!&lt;br /&gt;- É claro que está salvo! O monstro passou por nossa cidade, destruiu quase tudo, mas sequer passou por este bairro. Apesar do dinheiro que você gastou com sua ‘casa legal’, ela foi inútil. Grande abraço!&lt;br /&gt;Guímper pensou consigo: “ESTERCO!!!!!!”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3771934255090423195?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3771934255090423195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3771934255090423195&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3771934255090423195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3771934255090423195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/07/estranha-casa-do-senhor-guimper.html' title='A Estranha Casa do Senhor Guímper'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TEkApKxVSbI/AAAAAAAAAlw/E5A6ZPLXAus/s72-c/Casa+de+Guimper.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6255436382877121313</id><published>2010-07-15T23:56:00.002-03:00</published><updated>2010-07-16T00:03:57.100-03:00</updated><title type='text'>O DIABO ESTÁ LÁ FORA (FINAL)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exorcizado por Ciro M. Costa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TD_K7O84ygI/AAAAAAAAAlo/C1KZPO6v0yc/s1600/diabos.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TD_K7O84ygI/AAAAAAAAAlo/C1KZPO6v0yc/s320/diabos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494333189389863426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O restante dos alunos ficou se perguntando o que poderia ter havido do lado de fora e foram conferir. A essas alturas, o diabo já havia se escondido de novo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Tímido ele, né Jonathan?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Vocês não vão até a cantina para comer? – perguntou-nos Rosemary, que já havia chegado há algum tempo.&lt;br /&gt;- Eu não. – respondi.&lt;br /&gt;- Eu também não. – disse Thabyta. – Pode ir sozinha, Rosemary.&lt;br /&gt;Rosemary, claro, achou estranho:&lt;br /&gt;- Mas nós sempre subimos juntos!? O que houve com vocês hoje?&lt;br /&gt;- Nada, Rose! – eu disse. – É que estamos meio cansados, né Thabyta?&lt;br /&gt;- É sim!&lt;br /&gt;- Então eu vou ter de subir sozinha? – perguntou Rosemary.&lt;br /&gt;- Eu acho que sim! – respondi. – Ou então, por que não deixa pra comer depois? Fique conosco aqui na sala! O que acha?&lt;br /&gt;- De jeito nenhum! Eu estou com fome!&lt;br /&gt;Aquilo não era novidade nenhuma. Rosemary &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vivia&lt;/span&gt; com fome.&lt;br /&gt;- E daí? – perguntei. – Eu também estou com uma fome dos diabos e...&lt;br /&gt;Thabyta me deu um chute.&lt;br /&gt;- Ai!!!! Por que fez isso, Thabyta??&lt;br /&gt;- Não diga essa palavra!!&lt;br /&gt;- Que palavra?&lt;br /&gt;- “Diabos”!&lt;br /&gt;- Putz! Me desculpe!&lt;br /&gt;- Vocês dois estão muito esquisitos hoje! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu&lt;/span&gt; vou comer! Quem quiser, que me acompanhe. – disse Rosemary, saindo da sala.&lt;br /&gt;O diabo voltou a espiar da janela. Algo em seu semblante me dizia que ele já estava ficando meio impaciente. Começou a fazer sinal para que fôssemos do lado de fora.&lt;br /&gt;- De jeito nenhum! – eu disse. – Por que você não vem aqui dentro?&lt;br /&gt;O diabo levantou uma placa, onde estava escrito: “Não quero entrar aí! Tenho medo de público!”.&lt;br /&gt;- Então vai se danar! – respondi.&lt;br /&gt;- Jonathan??? Você pirou de vez?? Não pode falar assim com o capeta!&lt;br /&gt;- Fica fria, Thabyta! Esse chifrudo aí não faz jus a seus chifres! Parece mais um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corno&lt;/span&gt;! Hahahahahahahah!!!&lt;br /&gt;Acho que eu estava ficando louco. Talvez aquela adrenalina toda do fato do diabo estar do lado de fora nos esperando tivesse afetado meu cérebro de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Às vezes, as pessoas ficam loucas, Jonathan! Não é estranho? Hein? Hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O diabo, claro, não achou nada engraçado. Seus olhos começaram a faiscar.&lt;br /&gt;- Xiiii... – eu disse, sem me importar. – Olha lá! Acho que o diabo tomou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Red Bul&lt;/span&gt;l! Hahahahahaha!!&lt;br /&gt;- Jonathan, pare com isso!!!&lt;br /&gt;O diabo levantou outra placa: “Quem você pensa que é, rapazinho? Não sabe do que sou capaz?”.&lt;br /&gt;- Sim, eu sei! Você é capaz de furar várias bexigas com esses chifres! Hihihihihihi!!!&lt;br /&gt;- JONATHAN!!! PARE COM ISSO!! – gritou Thabyta.&lt;br /&gt;Leitores, isso o que fiz não é recomendado. Se por acaso algum de vocês cruzar com o capeta algum dia, jamais faça hora com a cara dele. É claro, sei que é difícil encontrá-lo por aí, mas nunca se sabe o dia de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Coisas estranhas podem acontecer, não é Jonathan?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O caso, é que o diabo tinha paciência muito curta. Ele sabia perfeitamente que eu e Thabyta não sairíamos dali para conversar com ele. Então, ele nos deu uma última chance. Levantou outra placa: “Seguinte, vocês me chamaram e não quero perder minha viagem! Tenho outros compromissos no Inferno e não posso ficar aqui a noite toda. Ou vocês vêm aqui fora para entrarmos em um acordo, ou vou fazer do meu jeito”.&lt;br /&gt;- Viu aquilo, Jonathan? – disse Thabyta. – Ele quer fazer um acordo. Talvez seja melhor irmos até lá para conversar com ele!&lt;br /&gt;- Hahahahahahah!!! Está louca? Onde já se viu entrar em acordo com o capeta?&lt;br /&gt;- Eu não sei, eu...&lt;br /&gt;- Dá um tempo, Thabyta! Ninguém que eu conheço se deu bem em tratos com o capeta!&lt;br /&gt;- Credo! Você conhece alguém que já fez um trato com o capeta?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então, como... ah, deixa pra lá! Você é impossível, Jonathan!&lt;br /&gt;O diabo entendeu o recado. Cruzou seus musculosos braços e fez um gesto com a cabeça.&lt;br /&gt;- Olha lá! – eu disse. – Parece até “Jeannie é um gênio!”. Hahahahahahaha!!!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Você tem senso de humor, Jonathan! Eu gosto disso! Hahahahahahahah!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O diabo sumiu e uma estranha fumaça cor de beterraba pairou no ar. Ele se fora.&lt;br /&gt;- Viu, Thabyta? – eu disse, satisfeito. – Ele se foi! Hahahahahahah!!! Foi fácil nos livrarmos dele!&lt;br /&gt;- Será? – ela perguntou. – Não creio que ele tenha deixado isso de graça.&lt;br /&gt;- Claro que deixou! Veja! Não aconteceu nada!&lt;br /&gt;E assim terminamos nossa história. Derrotei o capeta e fomos felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Jonathan!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que é??&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Não me obrigue a desmenti-lo em público!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem está mentindo aqui??&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Conte a verdade, Jonathan! Ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt; contarei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Grrrr!!! Maldita voz!! Está bem, está bem!!!&lt;br /&gt;Na verdade, pessoal, não foi bem assim. Algumas horas depois, quando foi pegar seu celular, Thabyta descobriu algo terrível (para ela). De alguma forma, o celular dava choques em sua mão. E não foi só isso: qualquer aparelho celular que Thabyta tocasse, ela tomava um choque. Esse foi o castigo do diabo: jamais Thabyta poderia mexer em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;qualquer&lt;/span&gt; aparelho celular, para o resto de sua vida. Pobre coitada, ela nunca se acostumou com isso.&lt;br /&gt;Quanto a mim, bem... eu... fui condenado a ficar ouvindo essa voz chata para sempre!! Maldição! Às vezes eu a ignoro, mas é impossível!! Ela não me deixa em paz!! Isso é insuportável! Estou ficando louco!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Hahahahahahahahah!!! Estarei sempre com você, Jonathan! Sempre!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;VAI À MERDA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Fim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6255436382877121313?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6255436382877121313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6255436382877121313&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6255436382877121313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6255436382877121313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/07/o-diabo-esta-la-fora-final.html' title='O DIABO ESTÁ LÁ FORA (FINAL)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TD_K7O84ygI/AAAAAAAAAlo/C1KZPO6v0yc/s72-c/diabos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6184901063967131935</id><published>2010-07-13T18:02:00.003-03:00</published><updated>2010-07-13T18:05:16.933-03:00</updated><title type='text'>TÁ CHEGANDO A HORA DO FINAL!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TDzUY1dGchI/AAAAAAAAAlg/zkKekKNc9xM/s1600/dev.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493499168616247826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TDzUY1dGchI/AAAAAAAAAlg/zkKekKNc9xM/s320/dev.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SEXTA-FEIRA, DIA 16 DE JULHO DE 2.010, ENCERRA-SE NESTE BLOG A SAGA MENOS ESPERADA DO ANO.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DE &lt;span style="color:#336666;"&gt;CIRO M. COSTA&lt;/span&gt;, A GRANDE CONCLUSÃO !!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O DIABO ESTÁ LÁ FORA !!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6184901063967131935?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6184901063967131935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6184901063967131935&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6184901063967131935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6184901063967131935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/07/ta-chegando-hora-do-final.html' title='TÁ CHEGANDO A HORA DO FINAL!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TDzUY1dGchI/AAAAAAAAAlg/zkKekKNc9xM/s72-c/dev.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-5762288369058025386</id><published>2010-07-09T07:12:00.003-03:00</published><updated>2010-07-09T07:42:08.989-03:00</updated><title type='text'>O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte IV de V)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Sai de ré” por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto lê, ouça essa canção:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sKkP_OahH_s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sKkP_OahH_s&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então fiquem em silêncio, ou saiam. Vocês estão me atrapalhando!&lt;br /&gt;Sair da sala era a última coisa que eu e Thabyta queríamos naquele momento.&lt;br /&gt;Resolvi falar mais baixo. Quase um sussurro:&lt;br /&gt;- Você sabe o que significa a oração que fez, Thabyta?&lt;br /&gt;- Não. – ela disse, também num tom mais baixo. – Só sei que é para um santo e serve para espantar o Satanás. Hum...&lt;br /&gt;- O que foi? O que quer dizer com “hum”?&lt;br /&gt;- Eu não tenho certeza... mas certa vez ouvi falar que, se a oração não for feita corretamente, ela pode ter efeito contrário.&lt;br /&gt;- Céus!&lt;br /&gt;- Mas não é possível! Foi assim que me ensinaram! Ou será que faz tempo que não a digo que acabei esquecendo como se faz?&lt;br /&gt;- Olha, Thabyta, eu não sei! O que sei é que algo deu errado e agora o capeta está lá fora, certamente esperando por nós.&lt;br /&gt;Do lado de fora, o diabo fez sinal de positivo com a mão. Ele podia nos ouvir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Sim, Jonathan! Ele pode ouvi-los! Não pode se esconder!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Viu aquilo? – perguntei. – Ele concordou com o que eu disse! Estamos fritos!&lt;br /&gt;- Ai! Eu estou com medo, Jonathan!&lt;br /&gt;- Eu sei! Você já disse isso!&lt;br /&gt;- Deveríamos avisar alguém! Chamar ajuda!&lt;br /&gt;- Ah, claro! E &lt;strong&gt;&lt;em&gt;quem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; vamos chamar? A polícia? Os caçadores de capeta? O &lt;em&gt;Constantine&lt;/em&gt;? Ou os caras do &lt;em&gt;Supernatural&lt;/em&gt;? E o que vamos dizer? “Olha, o capeta está lá fora e quer me pegar!”. Ou então: “Por favor, chamem o super-padre!”. Dá um tempo! Ninguém vai acreditar em nós! Ainda mais que o chifrudão lá fora não deixa ninguém mais vê-lo além de mim e você!&lt;br /&gt;- Mas não podemos ficar aqui parados para sempre!&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;O diabo riu mais uma vez. Um dos alunos olhou pela janela para ver de onde vinha a risada, mas a criatura se escondeu novamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ele é bastante esperto, hein Jonathan? Você não é tão esperto assim, é?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Putz! Será que você não vai parar de me encher o saco? Como você é chata, hein?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Só estou fazendo meu trabalho!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando no que fazer. Eu tinha que pensar em algo. É claro que não é todos os dias que se vê o capeta do lado de fora de uma janela, então não era nada fácil de se bolar um plano.&lt;br /&gt;- Hum... talvez se tivéssemos um crucifixo... – eu disse.&lt;br /&gt;O diabo riu e jogou um punhado de crucifixos pra cima, gritando “uhúúúú!!!”.&lt;br /&gt;- Não. Não vai adiantar. Talvez água gelada. Se ele veio do inferno quente, um banho de água gelada poderá lhe causar um “choque térmico” e matá-lo!&lt;br /&gt;O diabo agora estava dentro de uma banheira cheia de cubos de gelo e assobiava.&lt;br /&gt;- Também não! Quem sabe... água benta?&lt;br /&gt;O diabo tirou uma enorme garrafa com o rótulo “Água Benta DaBoa” e o bebeu inteiro. Depois arrotou.&lt;br /&gt;- Hóstia?&lt;br /&gt;Agora ele estava tirando hóstias de um pacote e comendo uma por uma. No saquinho estava escrito: “Hóstias sabor Bacon, da marca &lt;strong&gt;HELL&lt;/strong&gt;ma Chips”.&lt;br /&gt;- Que droga! Nem um exemplar da Bíblia?&lt;br /&gt;Que nada. Agora o diabo estava de óculos, sentado em um sofá e folheando a Bíblia calmamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Hahahahahahahahaha!!! Esse capeta é mesmo muito engraçado, não é Jonathan?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;- Não adianta, Jonathan! – disse Thabyta, desconsolada. – Estamos perdidos! Ou vamos até lá, ou ficaremos presos nessa sala pra sempre!&lt;br /&gt;- Não! – eu disse. – Tem que haver um jeito! Quem ele pensa que é?&lt;br /&gt;- Ele não pensa. Ele &lt;strong&gt;é &lt;/strong&gt;o diabo!&lt;br /&gt;- Tem que haver uma maneira. Como o diabo foi derrotado nos filmes “O Exorcista” e “A Profecia”?&lt;br /&gt;- Olha, Jonathan, eu não sei. Só sei que ele não deve ter sido derrotado tão facilmente, pois todos os filmes que você citou tiveram duas ou três seqüências!&lt;br /&gt;- Tem razão!&lt;br /&gt;- E eu continuo com medo!&lt;br /&gt;O diabo ainda estava lá fora. Desta vez ele estava segurando seu tridente e bocejava. Parecia estar chateado. Por um momento, pensei se ninguém lá fora o tivera visto. Mas depois, vi que ele estava perto de uma grande árvore, e esta com certeza o estava escondendo das outras pessoas, ainda mais estando de noite.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Putz! Que “forçada” na história, hein Jonathan? Não tinha uma desculpa melhor?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sua idiota! Eu disse a verdade! Realmente havia uma árvore por lá!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Dá um tempo! Pare de querer ficar explicando as coisas direitinho!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Eu paro se quiser! Sou eu quem está contando a história!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Pois saiba que você conta histórias muito mal! Você é bem fraquinho, amigo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Ora, sua... Ei!!! Eu nem deveria estar discutindo com você! Que droga!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Hahahahahahahahahahaha!!!!! Eu ADORO isso!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Neste momento, o professor Nilton olhou para o relógio. Sua aula terminara.&lt;br /&gt;- Por hoje é só pessoal! Terminaremos esse assunto na próxima aula!&lt;br /&gt;Antes que o professor pegasse seus materiais e fosse para a porta, o diabo sumiu da janela.&lt;br /&gt;- Veja, Jonathan! – disse Thabyta, um pouco aliviada. – Acho que o capeta foi embora!&lt;br /&gt;- Será? – perguntei.&lt;br /&gt;- Nossa, como você é pessimista, hein?&lt;br /&gt;- Desculpe.&lt;br /&gt;O professor saiu da sala e fechou a porta. Era hora do intervalo. Alguns alunos começaram a se levantar, mas eu ainda estava “grudado” em minha carteira.&lt;br /&gt;- Será que vamos ter coragem de ir até a cantina tomar um lanche? – perguntou Thabyta.&lt;br /&gt;- Eu sei que &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; não! – respondi.&lt;br /&gt;- Acho que eu tamb...&lt;br /&gt;Antes que Thabyta completasse sua frase, a porta da sala se abriu novamente. Era o professor Nilton.&lt;br /&gt;- Eu... eu... – disse ele, mas não passou disso.&lt;br /&gt;O professor estava com uma cara bem estranha. Parecia ter visto um fantasma.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Sabemos muito bem &lt;/strong&gt;quem&lt;strong&gt; ele viu, não é Jonathan?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Com certeza, ele havia visto o diabo. Por algum motivo, este último lhe pregou algum susto, para que eu e Thabyta ficássemos mais apavorados ainda.&lt;br /&gt;E o professor, coitado, além de estar com uma cara de espanto, ainda estava de cabelos em pé. Detalhe: antes de sair da sala, ele era &lt;em&gt;careca&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Minha Nossa, Jonathan! Você viu aquilo?&lt;br /&gt;- Claro que vi, Thabyta! Eu não sou cego!&lt;br /&gt;- Ai! Eu estou com medo de novo!!&lt;br /&gt;O professor saiu da sala novamente, e eu nunca mais o vi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;CONCLUIRÁ NA SEMANA QUE VEM!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-5762288369058025386?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/5762288369058025386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=5762288369058025386&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5762288369058025386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5762288369058025386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/07/o-diabo-esta-la-fora-parte-iv-de-v.html' title='O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte IV de V)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-3659067583033628323</id><published>2010-07-02T00:01:00.004-03:00</published><updated>2010-07-02T08:11:10.067-03:00</updated><title type='text'>O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte III de V)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Temido por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489033583022883218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCz29ixEwZI/AAAAAAAAAlQ/7GTbB8Tw_M0/s320/digitalizar0001.jpg" /&gt;Estava na cara que ela havia visto o cara fantasiado de “belzebú”. Mas ela tinha que ficar tão assustada? Será que a fantasia era tão bem feita assim?&lt;br /&gt;- Thabyta! – repeti. – Você está vendo coisas! Era apenas uma pessoa fantasiada! Não precisa ficar tão assustada.&lt;br /&gt;- Ah, é? – ela disse. Então, apontou o dedo para a janela. – E aquilo lá? É um cara fantasiado?&lt;br /&gt;Sabem, acho que nunca levei um susto tão grande em toda a minha vida. Assim que olhei para janela, tive vontade de sair gritando. Mas não. Minha voz não conseguia sair, tamanho foi meu apavoramento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Hahahahahahahah!!! A coisa está feia, hein Jonathan??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Naquele momento, compreendi por que Thabyta voltara correndo para dentro da sala naquele estado. A “coisa” na janela era realmente feia. E o pior de tudo: estava nos encarando!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Cuidado, Jonathan! Não vá desviar os olhos! É sinal de fraqueza!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Ei, sua vozinha chata!!! Será que pode parar de falar?? Toda hora você fica me interrompendo!! Estou em um momento de clímax da história!! Me deixe em paz!!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Não deixo, não deixo, não deixo, não deixo, não deixo!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Continuando, a coisa estava lá fora, como se nada estivesse acontecendo. Naquele momento, percebi que a “coisa” não era alguém fantasiado. Primeiro, porque era real demais. Os enormes chifres e a cara de boi bravo daquela criatura não poderiam ser uma mera fantasia para apresentações teatrais. A não ser que algum diretor hollywoodiano estivesse envolvido. Mesmo assim, seria bastante difícil confeccionar algo tão real.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Sabemos QUEM era, não sabemos, Jonathan? Hein?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E, segundo, a criatura estava em pé, do lado de fora da janela. Até aí tudo bem. Mas o caso é que a janela não possuía parapeito e... bem... estávamos no 3º andar do bloco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ele pode flutuar! Você sabe que pode! Hahahahahahahah!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Q-quem é a-aquele? – perguntei, temendo qual fosse a resposta.&lt;br /&gt;- E-eu não... eu não sei! – disse Thabyta. – Acho que estou sonhando!&lt;br /&gt;- P-pois mais parece um pesadelo!&lt;br /&gt;- Jonathan, eu estou com medo!&lt;br /&gt;Como todo bom homem que se preze, tentei demonstrar coragem para que Thabyta não ficasse mais apavorada do que já estava:&lt;br /&gt;- Calma, Thabyta! Não é nada de mais! É apenas nossa imaginação! - mas eu sabia que não era.&lt;br /&gt;- Mesmo assim, estou com medo! – ela disse. – Não gosto disso!&lt;br /&gt;- Calma, filha! Muita calm...&lt;br /&gt;- Eu não sou sua filha!&lt;br /&gt;- Desculpe! Saiu sem querer!&lt;br /&gt;- Humpf!&lt;br /&gt;O engraçado de tudo, é que a criatura continuava do lado de fora nos encarando, e ninguém mais via. O professor continuava com sua aula de Latim normalmente e ninguém mais percebera a presença do monstro.&lt;br /&gt;Em certo momento, um aluno olhou em direção à janela. A criatura se escondeu rapidamente, e depois tornou a olhar novamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Rápido ele, não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Isso provara que ela era &lt;strong&gt;real&lt;/strong&gt;, pois, se fosse fruto de nossa imaginação, não iria precisar se esconder de terceiros. Se fosse fruto da imaginação minha e de Thabyta, somente &lt;em&gt;nós&lt;/em&gt; veríamos aquilo! E se a criatura se escondeu, é porque poderia ser vista por outras pessoas. Caso contrário poderia continuar lá! Porque se alguém a visse, então... bah! Acho que vocês já entenderam o que quis dizer!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O que foi, Jonathan? Está nervoso? Hein? Hein?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tentei me controlar. Olhei para Thabyta, e esta ainda tremia muito.&lt;br /&gt;- Tente se controlar, Thabyta!&lt;br /&gt;- Não posso! Eu ainda estou com medo!!!&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem! Escute! Vamos analisar a situação, está bem?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Olha só... estamos aqui dentro, certo?&lt;br /&gt;- C-certo.&lt;br /&gt;- Nós dois sabemos que tem alguma coisa do lado de fora. Certo?&lt;br /&gt;- Certo...&lt;br /&gt;- Tudo bem. Vamos pensar com a razão. Aquilo não pode ser um monstro. Monstros não existem! Certo?&lt;br /&gt;- E-eu não sei...&lt;br /&gt;- Diga “certo”!&lt;br /&gt;- Certo!&lt;br /&gt;- Ok! Vamos pensar nas várias coisas que pode ser aquilo, mas continuando com a razão!&lt;br /&gt;- Então, p-pode começar.&lt;br /&gt;- Tudo bem! Hum... você acreditaria se aquele fosse um homem fantasiado pendurado em alguma corda?&lt;br /&gt;- A-acho que não! Por que um homem se vestiria de boi e ficaria pendurado numa corda em uma faculdade?&lt;br /&gt;- Bem, eu não sei... Ei! Você disse “fantasiado de boi”?&lt;br /&gt;- Sim. Por que?&lt;br /&gt;- É isso! Aquilo é um boi, Thabyta!&lt;br /&gt;- Um boi voador? E com corpo de gente? Dá um tempo, Jonathan! Não piore as coisas!&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem... – eu também estava muito apavorado, mas ainda não queria demonstrar isso. – É um minotauro então. Alguém deve estar fazendo algum trabalho sobre mitologia por aí!&lt;br /&gt;- Puxa vida! Deve ser um trabalho bem feito, não é mesmo? E que efeitos especiais!&lt;br /&gt;- Bem, eu...&lt;br /&gt;- É melhor calar a boca, Jonathan! Deixe-me ficar apavorada sozinha!&lt;br /&gt;Que situação! O pior de tudo é que tive uma tremenda vontade de ir ao banheiro, mas não pude, de tanto medo que estava de sair da sala.&lt;br /&gt;E a criatura continuava lá, nos encarando. De vez em quando, ela tentava nos assustar. Em certo momento, aproximou-se do vidro da janela e jogou seu bafo, embaçando-o. Depois, com sua mão vermelho-escura, fez um desenho estranho. Era mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 73px; DISPLAY: block; HEIGHT: 62px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489035317816202002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCz4ihYCExI/AAAAAAAAAlY/i8CB38_GWhc/s200/smile.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Seja lá quem fosse, estava fazendo hora com nossa cara...&lt;br /&gt;- Você viu aquilo, Jonathan? – perguntou-me Thabyta.&lt;br /&gt;- Sim, eu vi! A criatura quer nos assustar!&lt;br /&gt;- E-ela... ela fez aquilo para nós, Jonathan! Ela está ali por nós dois!&lt;br /&gt;- Ééééé’... eu já percebi isso. Mas... por quê? Por que eu e você? O que foi que fizemos de...&lt;br /&gt;Foi aí que me toquei. Tudo aquilo começara desde que Thabyta havia feito a oração em Latim e o cheiro de enxofre surgira.&lt;br /&gt;- Thabyta... que espécie de oração você fez? – perguntei.&lt;br /&gt;- Por que está perguntando isso em um momento desses?&lt;br /&gt;- Só me diga que oração era aquela!&lt;br /&gt;O professor nos chamou a atenção novamente. Desta vez, parecia mais zangado:&lt;br /&gt;- Psssiuu!! Vocês dois! Vocês não param um minuto, hein? Não estão interessados?&lt;br /&gt;- S-sim! – eu disse, prontamente. - Estamos interessados, mas é que...&lt;br /&gt;- Então fiquem em silêncio, ou... &lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;SÓ NA SEMANA QUE VEM PRA SABERMOS!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-3659067583033628323?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/3659067583033628323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=3659067583033628323&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3659067583033628323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/3659067583033628323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/07/o-diabo-esta-la-fora-parte-iii-de-v.html' title='O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte III de V)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCz29ixEwZI/AAAAAAAAAlQ/7GTbB8Tw_M0/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7156518585959302464</id><published>2010-06-27T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-06-27T00:00:01.932-03:00</updated><title type='text'>A Estrela e o Arco-Íris</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SZmT46q3IcI/AAAAAAAAA64/Md9v8RK-_m0/s1600-h/Estrela+Lil%C3%A1s.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303432642236457410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SZmT46q3IcI/AAAAAAAAA64/Md9v8RK-_m0/s320/Estrela+Lil%C3%A1s.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez uma estrela que brilhava longe no infinito escuro do Universo. Há zilhões de anos ela brilhava sem parar, mas seu pisca-pisca chegava fraquinho no céu dos planetas do Sistema Solar, os mais próximos que havia - embora extremamente distantes. Tão distantes que sua luz chegava fraquinha até eles. Tão fraquinha que até se confundia com as outras zilhares de estrelas que também piscavam por ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa estrela era lilás, única entre todas as outras que tinham cores. Única estrela lilás de todo o Universo. Mas que é que interessava a cor da estrela se seu brilho chegava tão fraquinho nos planetas para os quais piscava? Tão pouco interessava a cor que refletia que nem mesmo ela mesma sabia que era única. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia, cansada de brilhar tão longe e ser só mais uma entre todas as outras, a estrela lilás se jogou no planeta Terra. Queria cair naquele azul tão lindo que via de longe. Jogou-se e caiu numa praia de areia clarinha e bem fina, tão macia e leve que nem se machucou na queda. Olhou para o céu e viu todas as suas colegas estrelas, tantas cores elas tinham... Com um pouco mais de observação, descobriu, cheia de susto, que não tinha uma colega com cor gêmea. Era única, pois. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A dúvida, então, se instalou em sua vida. O que “era” agora que se descobria única? O que “fora” antes de sabê-lo? O que seria daqui em diante, sabendo-se assim? Cheia de dúvidas, conflituosa que se tornava, perguntava-se qual seria sua função no mundo. Não sabia, nem imaginava – por isso, desesperava-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SZmUR4zBBlI/AAAAAAAAA7A/uKLdz8B1JKc/s1600-h/Arco-%C3%ADris+Noturno.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303433071230518866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SZmUR4zBBlI/AAAAAAAAA7A/uKLdz8B1JKc/s320/Arco-%C3%ADris+Noturno.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A noite seguia seu curso e, de repente, a estrela viu o arco-íris. A visão a deixou alucinada, jamais havia visto imagem tão linda em todo o seu existir. Quis subir nele e descer de tobogã, mas, quanto mais tentava se aproximar, mais ele se afastava. Virou criança entretida com o novo brinquedo. Corria para o arco-íris e ele lhe fugia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo se passou até que a estrela intuísse algum engano. Que estranho amigo era aquele que aparecia para alegrá-la com suas cores mas lhe fugia o tempo todo? Tanto pensou nisso que chegou a dizê-lo em voz alta. O arco-íris, então, soube o que se passava na cabeça da amiga e fez questão de responder o que sabia, tão óbvio parecia – o arco-íris era tão somente reflexo que a estrela fazia na água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7156518585959302464?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7156518585959302464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7156518585959302464&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7156518585959302464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7156518585959302464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/estrela-e-o-arco-iris.html' title='A Estrela e o Arco-Íris'/><author><name>Cecilia Teixeira Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07160557036209865592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-t8x1QcCgXco/TyCtJ3Qi4XI/AAAAAAAAEWo/FM5CiMOgH-c/s220/9.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SZmT46q3IcI/AAAAAAAAA64/Md9v8RK-_m0/s72-c/Estrela+Lil%C3%A1s.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4311644425087472203</id><published>2010-06-25T16:28:00.004-03:00</published><updated>2010-06-25T17:25:19.581-03:00</updated><title type='text'>O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte II de V)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Visto por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCUDuBH8oiI/AAAAAAAAAlI/yp10xctz2U4/s1600/digitalizar0002.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486795810131452450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCUDuBH8oiI/AAAAAAAAAlI/yp10xctz2U4/s320/digitalizar0002.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei se algum de vocês já sentiu tal cheiro, mas devo dizer que ele era muito forte! Era impossível ignorá-lo! E digo mais: que sorte que alguns de vocês conhecerem enxofre somente pela tabela periódica! Jamais gostariam de sentir aquele cheiro terrível, podem ter certeza!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Que isso, Jonathan? Não é tão mal assim, hã&lt;/span&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após algum tempo, o cheiro ficou mais fraco. Não sei se é porque nos acostumamos com ele, mas o aroma ficou mais suportável de uma hora para outra. Em momento algum o cheiro se dissipou até que a “coisa” toda terminasse. Ele estava sempre ali. O cheiro de enxofre...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Jonathan, isso está parecendo uma história de suspense! Quer andar logo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Argh! – disse Thabyta. – Ainda bem que esse cheiro ficou mais fraco! Já não agüentava mais!&lt;br /&gt;- Nem eu! – respondi. – Engraçado, o cheiro surgiu&lt;em&gt; justamente&lt;/em&gt; na hora em que você terminou sua oração!&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- É claro que é! Você não percebeu?&lt;br /&gt;- Claro que sim!&lt;br /&gt;- Então por que perguntou: “sério”??? – perguntei isso, fazendo cara de idiota.&lt;br /&gt;- Só para te provocar! Hihihihihi!&lt;br /&gt;- Eu já imaginava!&lt;br /&gt;O professor apelou:&lt;br /&gt;- Pessoal, está difícil hoje, hein? Como vocês conversam! Quem não estiver a fim de aprender, a porta está aberta. Aliás, a porta está fechada, mas se quiserem...&lt;br /&gt;Ele foi até a porta, a abriu e continuou:&lt;br /&gt;- ... posso abri-la para vocês!&lt;br /&gt;Neste momento, todo mundo ficou calado. Era assim todas as vezes que um professor apelava. Na hora, todo mundo ficava quieto, mas depois de alguns minutos, começava tudo de novo.&lt;br /&gt;Porém, fiquei em silêncio por outro motivo. Algo estranho acontecera. No momento em que o professor abrira a porta, por mero acaso, olhei para o lado de fora. O professor não viu o que vi, pois ele ainda estava dentro da sala, ao lado da porta entreaberta. O que eu vi? Bem, a coisa foi meio rápida, pois o professor fechou a porta novamente antes que eu pudesse distinguir o que era aquilo.&lt;br /&gt;Aquilo, por um momento, pareceu um homem. Um homem feio pra cacete. E com chifres.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Hahahahahahah!! É ele, Jonathan!! O chifrudão! Hahahahahahah!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;O professor continuou sua aula. Mas eu não continuei o mesmo.&lt;br /&gt;- T-Thab-Thab...&lt;br /&gt;- O que foi, Jonathan? Parece amedrontado! – ela me disse.&lt;br /&gt;- V-você n-não v-viu a-aquilo...?&lt;br /&gt;- Aquilo o quê?&lt;br /&gt;Estava na cara que somente &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; havia visto. Ninguém ficou assustado ou comentou sobre.&lt;br /&gt;- Jonathan? Você está bem? – perguntou Thabyta, chacoalhando-me.&lt;br /&gt;- Eu... eu...&lt;br /&gt;- Olá? Tem alguém em casa? – desta vez, ela me bateu forte no braço, como costumava fazer sempre.&lt;br /&gt;- Iau! Isso dói!&lt;br /&gt;- Mas você parece um bobo! O que foi que aconteceu?&lt;br /&gt;Neste momento, minha razão voltou ao normal. Pensei que o que havia visto do lado de fora pudesse ser apenas alguém fantasiado. Sim, era isso! Nas turmas de licenciatura, havia muitos trabalhos envolvendo teatros e era normal ver esse tipo de “coisa” do lado de fora das salas, antes que entrassem para apresentar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas nós dois sabemos que não era nada disso! Não é mesmo, Jonathan?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Comecei a rir.&lt;br /&gt;- Hehehehehehhe... Hahahahahahahahahahhaha!!&lt;br /&gt;- Céus! Ficou louco agora? – perguntou Thabyta.&lt;br /&gt;- Hahahahahahahah... ai.. ai! Não foi nada, Thabyta! Putz, como sou bobo!&lt;br /&gt;- Isso já estou cansada de saber!&lt;br /&gt;Como se nada houvesse acontecido, Thabyta começou a “fuçar” em seu aparelho celular, como costumava fazer sempre. Parecia uma mania! Ela adorava fazer aquilo! Penso eu que, se algum dia ela fosse separada daquele objeto, jamais seria a mesma. A menina e seu celular. Parecia até um caso de amor!&lt;br /&gt;Então, coincidentemente ou não, o celular tocou.&lt;br /&gt;- Céus! Que vexame! - gritou Bruce, um aluno que adorava deixar os outros de “saia justa” sempre que algum celular tocava. (Outro nominho americanizado. ‘Bruno’ cairia melhor)&lt;br /&gt;- Psssiiu! Só um minuto, pessoal! – disse o professor Nilton pela milésima vez.&lt;br /&gt;Thabyta levantou-se e foi para o lado de fora para atender o aparelho.&lt;br /&gt;Foi bem rápido. Aliás, foi mais do que rápido. Quando comecei a mergulhar em meus pensamentos de “qual o sentido da vida?” e “por que nascemos e morremos?”, Thabyta voltou e sentou-se novamente.&lt;br /&gt;- Nossa! Mas já atendeu? – perguntei.&lt;br /&gt;Thabyta estava branca. Aliás, Thabyta já era branca. Porém, parecia que ela estava mais do que branca. Parecia que uma caixa de sabão em pó Ace tivesse passado por ela, como na propaganda na TV.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ace se todo branco fosse assim! Hahahahahahahahah!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Thabyta, o que aconteceu??&lt;br /&gt;Ela não piscava os olhos. Parecia que havia visto um fantasma!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Foi quase isso, Jonathan!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Thabyta!!! Você está bem?&lt;br /&gt;Ela continuou parada, olhando fixamente para frente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Ei! Ela estava realmente assustada, não é Jonathan?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiquei preocupado com ela. Não uma preocupação comum. Uma preocupação de pai. Não que eu me sentisse um pai para ela... bem, eu sei lá! Não é hora para ficar analisando sentimentos paternos! Acho que nenhum de vocês vai querer saber sobre psicologia agora, não é? Que bom, pois não entendo nada de psicologia! Meu negócio é Letras!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Você está fugindo do assunto, Jonathan! Está com medo de continuar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Dei uma chacoalhada em Thabyta, assim como ela havia feito comigo antes. Ela piscou os olhos e me olhou, parecendo acordar de um pesadelo.&lt;br /&gt;- Thabyta! – eu disse.&lt;br /&gt;- Eu... eu... – ela disse.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Por que voltou tão rápido? E neste estado?&lt;br /&gt;- Lá fora...&lt;br /&gt;- O que tem lá fora?&lt;br /&gt;- Um... um...&lt;br /&gt;- Um o quê??&lt;br /&gt;- Um... monstro...&lt;br /&gt;- Monstro?&lt;br /&gt;- Eu... estou... com medo...&lt;br /&gt;Estava na cara que ela havia visto o... &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;SÓ NA PRÓXIMA SEXTA, PESSOAL!!!!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4311644425087472203?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4311644425087472203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4311644425087472203&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4311644425087472203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4311644425087472203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/o-diabo-esta-la-fora-parte-ii.html' title='O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte II de V)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TCUDuBH8oiI/AAAAAAAAAlI/yp10xctz2U4/s72-c/digitalizar0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-7152928254214640600</id><published>2010-06-22T18:03:00.007-03:00</published><updated>2010-06-22T18:40:23.333-03:00</updated><title type='text'>PTIA - Psicologia do Trabalhador Ignorante Atual</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Acordo cedo &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o8DMFw8ZBBo/TCEtWWwdmdI/AAAAAAAAAUw/NYyOq9Gc2Nw/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 195px; FLOAT: right; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485715683203193298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_o8DMFw8ZBBo/TCEtWWwdmdI/AAAAAAAAAUw/NYyOq9Gc2Nw/s320/imagem.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pelo despertador&lt;br /&gt;Tomo café rapida-&lt;br /&gt;Mente. Tomo&lt;br /&gt;Banho e vou&lt;br /&gt;trabalhar&lt;br /&gt;Procuro fazer o meu melhor, sem responder o patrão. Ele sempre&lt;br /&gt;Tem razão. Não podemos fugir às regras, o dinheiro é que vale. Quem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sou eu para discutir. Devemos dar valor ao que a sociedade diz, e não ao&lt;br /&gt;Que a gente realmente pensa. Ir à luta é perigoso. Ficar quieto é o me-&lt;br /&gt;lhor a se fazer. Quem está no poder é que manda! Eu nem sei votar!&lt;br /&gt;Voltar pra casa&lt;br /&gt;Assistir TV no sofá &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o8DMFw8ZBBo/TCEs-Y7p58I/AAAAAAAAAUo/to4Ff7E62A4/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dormir preocupado &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_o8DMFw8ZBBo/TCEtWWwdmdI/AAAAAAAAAUw/NYyOq9Gc2Nw/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o dia seguinte&lt;br /&gt;Não divertir&lt;br /&gt;Trabalhar &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-7152928254214640600?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/7152928254214640600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=7152928254214640600&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7152928254214640600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/7152928254214640600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/ptia-psicologia-do-trabalhador.html' title='PTIA - Psicologia do Trabalhador Ignorante Atual'/><author><name>Bruno Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16692180864918591214</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_o8DMFw8ZBBo/TCEtWWwdmdI/AAAAAAAAAUw/NYyOq9Gc2Nw/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-115042494295354270</id><published>2010-06-18T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-06-18T00:01:01.498-03:00</updated><title type='text'>O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte I de V)</title><content type='html'>Invocado por Ciro M. Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483832302373199410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBp8bKbEXjI/AAAAAAAAAlA/5bbsF4exIqU/s320/digitalizar0001.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sabem, nunca acreditei nessa história de “ir para o inferno”, criaturas chifrudas e fogo eterno após a morte. Parece meio absurdo, não é? Sim, é absurdo mesmo. Porém, depois daquele dia de aula, não sei se isso é mais tãããão absurdo assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Jonathan. Jonathan Marcel. Muitos acham meu nome ridículo. Eu também acho. Sendo brasileiro, eu deveria ter outros nomes mais comuns como João, Paulo, José, Fernando, Marcio, Ricardo... dentre tantos outros. Mas não! Meus pais tinham que dificultar as coisas! Nada contra esses nomes americanizados, mas... ei! O que é que estou fazendo? Isso não tem nada a ver com a história que vou contar! Vamos mudar de parágrafo e começar de novo.&lt;br /&gt;Meu nome é Jonathan Marcel. Sou calouro de Letras na Universidade de Uberaba. E a história que vou lhes contar, aconteceu justo lá. Eu poderia perder algum tempo contando como é a universidade e detalhar um pouco as coisas, mas o caso é que quero ficar livre disso logo. Estou muito traumatizado com essa história toda! Às vezes sonho que estou dentro daquela sala e o chifrudão está do lado de fora, me esperando com seu tridente. Quem é o chifrudão? Vocês sabem quem é! Está no título desta história! Aliás, não foi só eu quem ficou traumatizado com aquilo tudo. Minha amiga, Thabyta, também ficou. Mas foi tudo culpa dela...&lt;br /&gt;Como sempre, o professor de latim, Nilton, um homem careca e com seus óculos de grau sempre ajeitados acima do nariz, estava fazendo suas costumeiras explicações recheadas com piadas do arco da velha. Bem, pessoalmente nunca tive nada contra as piadas dele, mas é que já havia escutado todas, então já não tinham mais tanta graça – se é que já tiveram algum dia. Mesmo assim, aquela era uma aula que todos gostavam. O professor Nilton era um ótimo profissional e creio que se houvesse aulas de latim com outro professor, não seria a mesma coisa. Hum... pra falar a verdade, seria sim! De qualquer jeito, com qualquer professor, eu e Thabyta nunca iríamos prestar atenção! Aprender latim? Pra quê?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Latim é a origem de todas as palavras, Jonathan! Você não sabia disso? Hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Eu e Thabyta nos sentávamos quase ao fundo, um ao lado do outro. Engraçado, quando estamos na faculdade, a sala fica um tanto estranha. Um tanto de gente pra lá, outro tanto pra cá, outro tanto ali na esquerda... uma verdadeira divisão de “panelas”. E eu e Thabyta fazíamos parte da pior delas, pois não prestávamos atenção em 82,7% daquelas aulas. Hein? Vocês querem saber quem é Thabyta? Thabyta é minha amiga. Ela já foi mais estudiosa em tempos passados, mas ultimamente eu sentia que ela não estava nem aí para muitas matérias, principalmente latim. Na maioria das vezes, Thabyta ficava lá, com seus longos cabelos loiros e seu aparelho celular na mão, sem fazer nada. Ou, pra não falar que não fazia nada, ela conversava à beça comigo e com nossa outra amiga, Rosemary. Putz! Mais um nomezinho americanizado para vocês decorarem. Não poderiam ter nomes mais simples como ‘Thaís’ ou ‘Roseli’?&lt;br /&gt;Naquele dia, Rosemary ainda não havia chegado. Ela tinha problemas de estômago e creio eu que ela estava em algum banheiro do lado de fora. Ou então havia visto uma daquelas barraquinhas de bijuterias e tenha parado por lá. Sabem como são essas mulheres... acho que aquelas “coisinhas” costumam brilhar mais para o olho feminino, como uma espécie de hipnose. E às vezes elas ficam tão “psicadas” com aquilo, que passam fome só para ter um brinco novo pendurado na orelha.&lt;br /&gt;O professor Nilton começou com aquele negócio de “pruella sei lá o quê”, e eu estava observando Thabyta folhear uma revista que falava sobre o cavalo de Tróia.&lt;br /&gt;- Putz! Essa aula é terrível! – comentei.&lt;br /&gt;Ela, sem tirar os olhos da revista, disse:&lt;br /&gt;- Se você prestasse mais atenção, iria gostar dela!&lt;br /&gt;- Ei!!! – eu disse.&lt;br /&gt;Neste momento, o professor olhou pra o nosso lado e levantou a mão direita, dizendo:&lt;br /&gt;- Psssiiu! Só um momentinho, gente!&lt;br /&gt;Esse era o modo como ele nos mandava &lt;em&gt;calar a boca&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Thabyta, o que foi que te fiz, hein? Por que falou assim comigo? – perguntei, sussurrando.&lt;br /&gt;Ela riu. Continuei:&lt;br /&gt;- E você? De certo está prestando atenção na aula, né? E essa revista aí? Hein? Isso aí é latim?&lt;br /&gt;- Não! – ela respondeu. – Mas também não estou reclamando como você!&lt;br /&gt;- Meu Deus! Está com a língua afiada hoje, hein?&lt;br /&gt;- Desculpe, Jonathan! Estou apenas brincando.&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;- Na verdade, essas aulas de latim são mesmo muito chatas. A língua em si é chata!&lt;br /&gt;- É verdade! Isso não vai nos servir de nada!&lt;br /&gt;Novamente, o professor pediu silêncio. Tive a impressão de que ele começava a não gostar de nós.&lt;br /&gt;- A única coisa que sei falar em latim, é uma oração que aprendi. – disse Thabyta, desta vez falando mais baixo.&lt;br /&gt;- É mesmo? – perguntei. – E como é essa oração?&lt;br /&gt;Sabem, leitores, se eu tivesse uma máquina do tempo, retornaria exatamente na hora em que fiz essa pergunta e me daria um tapa na cara. Eu &lt;em&gt;jamais&lt;/em&gt; deveria ter pedido para Thabyta fazer tal oração. Aquilo foi o início de nossos problemas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você quer mesmo ouvir? – ela perguntou, com a maior tranqüilidade do mundo (&lt;em&gt;deste&lt;/em&gt; mundo, não de outro).&lt;br /&gt;- Claro! – respondi ingenuamente.&lt;br /&gt;- Então, lá vai...&lt;br /&gt;Com certeza, vocês devem estar curiosos para saber como era a tal oração. Rá! Mesmo que eu me lembrasse, nunca – eu disse &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt; – a colocaria aqui, por dois motivos: primeiro, como já disse, tenho trauma disso tudo! Tenho arrepios só de lembrar daquilo! Jamais arriscaria fazer aquilo acontecer de novo! E, segundo, vocês leitores poderiam repetir essa oração a “torto e a direito” por aí e isso não seria nada bom para a saúde de vocês. Nada bom mesmo!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ei! Ei! Está com medo Jonathan? Hein? Está com medo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Thabyta começou a fazer a oração em voz baixa para que somente eu a escutasse. Sabem, a oração em si era mesmo muito apavorante. Sei lá, parecia saída daqueles filmes de exorcismo, quando algum padre tenta tirar o ‘demo’ do corpo de alguma pessoa.&lt;br /&gt;Mas parece que o efeito foi o contrário.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Agora as coisas vão ficar mais emocionantes, hein Jonathan?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Assim que Thabyta terminou a oração, não sei por que diabos, mas comecei a me sentir estranho. Talvez fosse apenas uma tontura repentina. Ou talvez fosse pelo cheiro forte que comecei a sentir de repente.&lt;br /&gt;Cheiro de enxofre.&lt;br /&gt;- Céus! – exclamei. – Que catinga é essa?&lt;br /&gt;- Alguém comeu algo estranho no almoço. – ela disse.&lt;br /&gt;- Estou falando sério, Thabyta! Esse cheiro não é comum! Não está sentindo?&lt;br /&gt;- Pra falar a verdade, estou sim! Cheiro esquisito...&lt;br /&gt;Começamos a olhar para os lados, a fim de descobrir de onde vinha aquilo. Algumas pessoas também começaram a reclamar do cheiro. Alguém disse:&lt;br /&gt;- Desta vez não fui eu, hein?&lt;br /&gt;- Putz! Alguém está podre por aqui!&lt;br /&gt;E o professor pediu silêncio novamente.&lt;br /&gt;- Só um momento, pessoal! O latim é uma língua...&lt;br /&gt;Não sei se algum de vocês já sentiu... &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;CONTINUA NA SEMANA QUE VEM!!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-115042494295354270?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/115042494295354270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=115042494295354270&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/115042494295354270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/115042494295354270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/o-diabo-esta-la-fora-parte-i-de-v.html' title='O DIABO ESTÁ LÁ FORA (parte I de V)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBp8bKbEXjI/AAAAAAAAAlA/5bbsF4exIqU/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-1261928237986259247</id><published>2010-06-17T08:50:00.001-03:00</published><updated>2010-06-17T08:52:15.643-03:00</updated><title type='text'>Ops !!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBoMFUu8dUI/AAAAAAAAAk4/0_M4JpuhFLA/s1600/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483708781881488706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBoMFUu8dUI/AAAAAAAAAk4/0_M4JpuhFLA/s320/digitalizar0001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;ELE JÁ ESTÁ LÁ FORA, GENTE!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;COMEÇA AMANHÃ, AQUI &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NESTE BLOG&lt;/span&gt;!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-1261928237986259247?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/1261928237986259247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=1261928237986259247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1261928237986259247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/1261928237986259247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/ops.html' title='Ops !!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBoMFUu8dUI/AAAAAAAAAk4/0_M4JpuhFLA/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-453240608251374223</id><published>2010-06-13T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T00:00:02.070-03:00</updated><title type='text'>O Gato e a Borboleta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;*** Segundo a opinião de muitos, esse é o meu CLÁSSICO. Como meu aniversário está chegando, resolvi postá-lo para receber uns elogios extras... (Eita, carência... rsrsrs...) ***&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando ela nasceu, estranho ser de consciência adormecida e feições ainda mal definidas, ele já era ágil, esperto e cheio de manhas no enfrentar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto a curiosidade o levava a observar e analisar diariamente os hábitos daquela criatura primitiva e quase abominável, ela parecia nem se dar conta de sua própria existência, tão preocupada estava em apenas prover-se de substâncias nutritivas. Nem sequer imaginava que também era fundamental camuflar-se dos predadores. Se a natureza não tivesse se encarregado de criá-la em tons e nuances especiais que a tornavam parte das folhas, talvez esta história nem pudesse ser contada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYtcJNc9yLI/AAAAAAAAAw4/7bQ1VNN7SPQ/s1600-h/Olhos+de+Gato.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299430699831249074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYtcJNc9yLI/AAAAAAAAAw4/7bQ1VNN7SPQ/s200/Olhos+de+Gato.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Certo dia, o felino se viu diante de uma novidade sem precedentes: aquele bicho asqueroso, ultimamente objeto de seus estudos, fechava-se em si mesmo, numa casca até que bastante esmerada. E, o que era mais curioso, parecia ter se dado conta do sentido de sua vida, parecia mais altivo e objetivo em seus atos. Como era possível? Teria espaço lá dentro para o bicho viver? Ou seria sua forma de morrer? Pela imobilidade do casulo recém acabado, a segunda opção parecia a mais verdadeira, mas por algum motivo inexplicável o bichano sentia que ainda não chegara o momento de perder seu novo brinquedo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resistiu à tentação inicial de tocar aquela espécie de tumba e limitou-se a gastar mais tempo do seu dia na observação de fenômeno tão inusitado. Logo, porém, movido pela curiosidade pessoal e investigativa, viu-se obrigado ao gesto que, no mínimo, aliviaria suas dúvidas: tocou de leve o casulo, como se o acariciasse. E foi então que, com surpresa e alegria, viu a pupa se mexer em suave movimento ondulante. Constatou, assim, que o bichinho lá dentro ainda estava vivo. E não pôde compreender, no momento, o porquê de se sentir tão contente por isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias se passavam lentos para ambos. O felino cochilava ao lado do casulo e lá permanecia durante grande parte de seu tempo desperto. Pressentia que mais alguma surpresa surgiria dali e ansiava para que isso acontecesse logo. A criatura encerrada lá dentro, por sua vez, sentia as transformações pelas quais passava e começava a perceber a seriedade da vida. Embora na escuridão de sua casca, sabia que outro bicho a observava lá fora e temia que ele a devorasse assim que saísse do casulo. Sentia suas carícias de vez em quando e não conseguia se fingir de morta: o toque do bicho predador provocava-lhe cócegas. Já estava em tormentos com a dúvida: queria sair logo da casca, ver-se transformada, conhecer seu destino; mas se fosse para morrer antes mesmo de conferir o resultado da metamorfose, preferia ficar ali dentro para sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criatura do casulo mal sabia que o felino era seu maior protetor: o bichano afugentara vários passarinhos que tentaram molestá-la e outros bichos cujo intuito era similar. Agora, ele se sentia responsável por aquela estranha e surpreendente forma de vida que acompanhava desde muito tempo, desde o início. Queria ver o que surgiria dali e, para isso, precisava garantir que ela sobrevivesse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A metamorfose pareceu incrivelmente lenta: ambos concordariam com isso. O felino, por estar ansioso demais em suas expectativas de observador. A criatura do casulo, por estar na escuridão e saber que seu período de vida já estava pela metade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYo_h2yodXI/AAAAAAAAAt0/CKVjJv8ZgeU/s1600-h/borboleta-casulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299117762430924146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYo_h2yodXI/AAAAAAAAAt0/CKVjJv8ZgeU/s200/borboleta-casulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E eis que chegou o dia em que a criatura saiu do casulo. O bichano estava lá, a postos, e presenciou o espetáculo todo. Com que dificuldade a pobre criatura parecia lutar para se libertar da tumba em que se encerrava! Apesar da vontade quase incontrolável de ajudá-la a se livrar daquela casca que tanto sofrimento parecia causar, o gracioso felino apenas observou. Sentia que não poderia interferir. Sabia que suas patas eram grotescas demais para qualquer atuação naquela cena. Sabia que, por algum motivo, tinha que ser daquela maneira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, após uma eternidade, o gato pôde contemplar a linda borboleta azul recém liberta do casulo. Linda, graciosa, suave, sublime! Agora que sentia as asas secas e prontas para o voo, a borboleta estava segura o suficiente para encarar o bicho predador. E foi com certa surpresa que constatou a beleza e a graciosidade do felino. Não, aquele não poderia ser um bicho predador, de forma alguma. Não foi somente a graça harmoniosa das feições do gato que lhe deu essa certeza, visto que muitos predadores se disfarçavam assim justamente para atrair as presas. Havia, no entanto, algo inexplicável, uma energia forte que emanava do felino e garantia à borboleta que ele era um amigo simpático e gentil. Pressentiu que o bichano não representava perigo e imediatamente se lembrou de suas carícias que lhe provocavam cócegas. Ah! Aquelas carícias demonstravam carinho - e não ameaça. Como fora tola em temer bicho tão lindo e atencioso!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como prova de amizade e para retribuir os carinhos do gato, a borboleta arriscou seu primeiro voo e pousou-lhe delicadamente no nariz. O bichano sentiu uma felicidade tão intensa que pensou ser capaz de explodir a qualquer momento. O que aconteceu de mais parecido com uma explosão, no entanto, foi o espirro que o pó liberado pelas escamas das asas da borboleta causou ao felino. Foi a primeira crise de gargalhada que ambos tiveram juntos. E a amizade incondicional entre os dois bichos acabava de ser selada. E somente aumentava a cada dia, a cada hora, a cada momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amavam-se, sem dúvida. Mas amavam-se de amores diferentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele queria abraçá-la, beijá-la, tocá-la, senti-la fisicamente perto... Queria envolvê-la com as mãos, experimentar o gosto da cor tão interessante que ela tinha, acariciar suas asas macias e sentir a suavidade delas... Amava a beleza, a delicadeza, a leveza da borboleta... Admirava a capacidade de transformação que a amiga havia demonstrado. Não se cansava de contemplá-la, de usar todos os seus sentidos para aproveitar ao máximo a existência sublime que ela representava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYuF7M7IeaI/AAAAAAAAAxI/XMStJGIRtH0/s1600-h/Gato+e+Borboleta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYuGsZnyCTI/AAAAAAAAAxQ/b4KPZVc1iW8/s1600-h/Gato+e+Borboleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299477483881630002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYuGsZnyCTI/AAAAAAAAAxQ/b4KPZVc1iW8/s200/Gato+e+Borboleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A borboleta, por sua vez, queria brincar, esvoaçar as belas asas em torno do amigo, mostrar-lhe as incríveis danças aéreas que criava, voar bem alto e ver o gatinho correndo lá embaixo para acompanhá-la, trazer a ele o cheiro das flores que visitava. Amava o gato por ele ser corajoso, forte, grande e ao mesmo tempo gracioso e esperto – o mais inteligente de todos os animais que conhecera em sua curta existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pobre felino compreendia o instinto da borboleta, por isso nunca se ressentiu por ela sempre se manter afastada dele. Todas as brincadeiras da amiga implicavam certa distância entre os dois e ele sabia que essa distância era necessária. Logo no começo, constatou que era impossível tocá-la sem machucá-la: as unhas felinas arranhavam as asas da borboleta, as lambidas deformavam-lhe o voo, certa vez quase a matou ao apertá-la num abraço. Amava-a mais a cada dia, ansiava fisicamente por tê-la perto de si, sofria de vontade de tocá-la. Contentava-se, porém, em participar das brincadeiras cautelosas da amiga, satisfazendo-lhe o capricho de ser apenas um espectador de seu suave e sublime balé aéreo. Amava a borboleta e queria enchê-la de tudo o que ela quisesse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A borboleta jamais imaginou que fosse amada dessa maneira. Nunca percebeu o sofrimento que suas brincadeiras – o exibir a graça de suas danças – causavam ao amigo. Nem mesmo chegou a desconfiar da vontade que ele tinha de abraçá-la, beijá-la e tocá-la. Até já havia se esquecido dos acidentes que aconteceram logo no começo, quando ele a machucou sem querer. Na ocasião, pensou que ele também estava apenas brincando. Amava o gato e queria enchê-lo de beleza e divertimento. Pensava ser a melhor amiga do mundo, por proporcionar ao felino o espetáculo sublime do voo e das cores de suas asas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim foi, até que chegou o dia em que o gato não pôde mais se controlar diante daquele espetáculo de asas. Talvez tenha sido na época em que a borboleta começava a procurar outro de sua espécie. A amiga aprendia novas coreografias a cada dia e se tornava ainda mais bela e irresistível. Para ele, já não bastava ver a dança da borboleta: ele tinha muitos outros sentidos e queria – precisava – usá-los! Tinha o tato para tocar, o olfato para cheirar, a língua para provar... Não queria machucá-la, é lógico que não, afinal, ele a amava intensamente e cada vez mais! Queria apenas senti-la de verdade, dar carinho a ela e receber seu toque suave como retribuição. Não queria machucá-la, de forma alguma... Não queria e tentaria ser delicado e gentil, para que nada de mau acontecesse à amada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando ela apareceu, esvoaçando-se numa dança em torno da cabeça do bichano, ele estendeu a pata para capturá-la. A amiga escapou, pensando ser mais uma das inúmeras brincadeiras que ele inventava para diverti-la. O felino, no entanto, voltou a estender a pata, estendeu de novo e mais uma vez, depois passou a usar as duas e em intervalos cada vez menores. Logo suas garras afiadas já estavam de fora sem que ele mesmo percebesse, o instinto sobressaindo-se à intenção inicial de apenas sentir sua amada mais de perto. Em pouco tempo, as unhas agarravam-se às asas, dilacerando-as, e a borboleta se via presa entre as mãos do amigo, sem entender direito o que acontecia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYuCQ1tGRNI/AAAAAAAAAxA/D6aULUgHcLA/s1600-h/Borboleta-Derretendo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299472612337272018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYuCQ1tGRNI/AAAAAAAAAxA/D6aULUgHcLA/s200/Borboleta-Derretendo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele a lambia com avidez, não se contendo de felicidade por, finalmente, ter a amada para si. Queria experimentar o gosto daquelas asas tão lindas e macias que tanto o enterneciam. Nem se dava conta de que terminava de destruí-las com sua saliva grossa. Nem se dava conta do quanto a amiga sofria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era tão gostoso sentir aquela criaturinha em suas patas, que não pôde resistir à vontade de envolvê-la como se a abraçasse com as mãos. A borboleta se contorcia, tentava escapar, previa o que poderia acontecer se o amigo calculasse mal a força do abraço. Surpreendeu-se ao constatar que suas asas já não serviriam mais ao propósito para o qual haviam sido feitas. O felino, cada vez mais afoito, envolveu a amada com força, como se faz quando a saudade é muito grande. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi nesse dia que, com o maior dos amores e a melhor das intenções, o gato acabou com a vida da linda borboleta azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-453240608251374223?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/453240608251374223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=453240608251374223&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/453240608251374223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/453240608251374223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/o-gato-e-borboleta.html' title='O Gato e a Borboleta'/><author><name>Cecilia Teixeira Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07160557036209865592</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-t8x1QcCgXco/TyCtJ3Qi4XI/AAAAAAAAEWo/FM5CiMOgH-c/s220/9.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qTVLUvKKJpI/SYtcJNc9yLI/AAAAAAAAAw4/7bQ1VNN7SPQ/s72-c/Olhos+de+Gato.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-5016772104886575754</id><published>2010-06-11T00:01:00.004-03:00</published><updated>2010-06-11T08:49:32.146-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Ciro M. Costa sobre “O Diabo Está Lá Fora”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Realizado pela Revista ‘ISTO É TERRÍFICO!’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe agora entrevista feita ao autor pela revista Isto é Terrífico!, (diretamente da varanda do Rancho Santo Antônio), sobre o conto “O Diabo Está Lá Fora”. Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais é uma coincidência dos diabos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISTO É TERRÍFICO: Boa tarde, Ciro. Primeiro você escreveu “Triste no Céu, Feliz no Inferno”, “José Rafaskos e a Hiena Squilkor vão para o Inferno”, “Roça dos Diabos”, “Entrevista com o Diabo (da TV C?RO)”... e agora você nos presenteia com “O diabo está lá fora”. Levando em conta tantos textos sobre o assunto, é inevitável perguntar: Você acredita mesmo no diabo?&lt;br /&gt;CIRO M. COSTA: Boa tarde a todos vocês. E respondendo à sua pergunta, sim, eu acredito nele. Aliás, tenho até um trato com o diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISTO É TERRÍFICO: Mesmo? Que tipo de trato?&lt;br /&gt;CIRO: Ué, ‘tratei’ com ele de vir aqui hoje, mas até agora nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: ?!?!?!!?!&lt;br /&gt;CIRO: (risos) Só uma brincadeira pra começar, pessoal. Na verdade, não acredito em nada disso. Diabo, inferno, tridentes, danação eterna... acho tudo uma grande besteira e que foi mal interpretada através dos séculos. Aliás, se eu acreditasse, nem brincaria com esses assuntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: Então pode-se dizer que seus textos sobre esses assuntos são duras críticas a outras religiões?&lt;br /&gt;CIRO: Absolutamente não! O que faço aqui não é nenhuma crítica, e sim aproveitando velhos contos do folclore popular. Pois isso é o que esses assuntos são pra mim: apenas folclore. Acha mesmo que Deus permitiria que um diabo existisse e que os maus fossem condenados no inferno para sempre, sem uma segunda chance? Que tipo de Deus teríamos então??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: Assim como “Tem Exército no Meu Quintal”, esse conto também foi anunciado sem estar ao menos terminado?&lt;br /&gt;CIRO: Heheheh! Não, dessa vez é diferente. “O Diabo Está Lá Fora” já está pronto há pelo menos cinco anos. Escrevi durante o tempo em que terminava meu último ano de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: E por que resolveu mostrá-lo ao mundo só agora?&lt;br /&gt;CIRO: Bom, primeiro, porque LOST já terminou, e assim posso conseguir maior audiência (risos) Segundo, porque esse é um texto maior do que os de costume, e é difícil uma pessoa parar de frente o computador para ler essas coisas. A maioria das pessoas entra em um blog e sai procurando os textos menores para ler. Quando se depara com um mais comprido, das duas uma: ou fica com preguiça de ler e desiste no meio, ou simplesmente não lê e faz um comentário assim mesmo para não passar em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: E o que você fez? Diminuiu o texto?&lt;br /&gt;CIRO: Nada disso. Eu vou simplesmente postá-lo em 5 capítulos, um a cada sexta-feira da semana no mês desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: E como você acha que será recebido pelo público?&lt;br /&gt;CIRO: Bom, eu sempre espero o pior! Acho que ninguém vai ler essa porcaria, ou os que começarem a ler vão parar no meio do caminho. O texto é em parte, polêmico, muitos não vão gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: Você acha viável postar uma saga nessa época de Copa do Mundo? Acha que ainda vai atrair o público?&lt;br /&gt;CIRO: Sabe, entrevistador, eu tenho uma teoria. Já perceberam como nessa época a mídia só se preocupa com quem gosta de futebol? Nunca pararam pra pensar que existem muitas pessoas (como eu) que não ligam pra essa baboseira toda e, durante essa época, procuram outras coisas para ler ou para assistir que não estejam ligadas no assunto? Por que somos tão esquecidos? Acho que muitas redes de televisão estão perdendo audiência por não pensar nisso, e muitos jornais e blogs estão perdendo leitores. Portanto, saibam que “O Diabo está lá Fora” é dedicado a essas pessoas, que fogem da Copa durante essa época. E também para aqueles que gostam de futebol e têm um tempo sobrando para apreciar coisas menos “populachas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: Para enc... EI!!! O QUE FOI AQUILO???&lt;br /&gt;CIRO: Hein? Aquilo o quê??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IET: Você não... bom, melhor deixar pra lá. Para encerrar, o que gostaria de dizer aos seus leitores?&lt;br /&gt;CIRO: Foi bom você me perguntar isso, pois várias pessoas têm se impressionado com algo que ainda nem começou. Tenho ouvido comentários como; “Diabo? Você ficou louco?”, “Filhão, virou ateu?”, “Está mexendo com essas coisas agora?”... quero dizer a essas pessoas que fiquem despreocupadas. Não estou mexendo com ocultismo e muito menos virei ateu. Não estou brincando com coisa séria. Aliás, estou brincando com coisa que nem existe. É tudo uma grande piada, pessoal! Não precisam ter medo dessas coisas. Se fosse, o que seria do Iron Maiden quando lançaram o álbum “The Number of the Beast”? Elvis Presley quando cantou “You´re the Devil in Disguise”? E como fica Adam Sandler quando fez "Little Nick, um diabo diferente"? E quanto à Carlos Emanuel, quando sumiu a Montanha de Cata-Passos e gritou ‘Eu sou o Diabo Argentino’”?? Sugiro que tenhamos medo de coisas mais concretas. Um grande abraço a todos, e aguardo vocês na semana que vem para começar a acompanhar essa saga que está dando o que falar (no céu e no inferno).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481250720141940546" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBFQfTLqF0I/AAAAAAAAAkw/i_lenrSZ3B8/s320/fotod.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante a entrevista, uma estranha figura foi vista do lado de fora. Ilusão? Ou coincidência?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Fiquem agora com um trailer de ‘O DIABO ESTÁ LÁ FORA’...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história de Jonathan e Thabyta...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Meu Deus! Está com a língua afiada hoje, hein? (Jonathan)&lt;br /&gt;- Desculpe! Estou apenas brincando. (Thabyta)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma estranha voz...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ei! Ei! Está com medo Jonathan? Hein? Está com medo? (Estranha voz)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles resolveram mexer com algo que não conheciam...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O que foi, Jonathan? Parece amedrontado! (Thabyta)&lt;br /&gt;- V-você n-não v-viu a-aquilo...? (Jonathan)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;E agora não sabem o que fazer...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- P-pois mais parece um pesadelo! (Jonathan)&lt;br /&gt;- Jonathan, eu estou com medo! (Thabyta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você viu aquilo, Jonathan? (Thabyta)&lt;br /&gt;- Sim, eu vi! A criatura quer nos assustar! (Jonathan)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hahahahahahahahaha!!! Esse capeta é mesmo muito engraçado, não é Jonathan? (estranha voz)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não percam, dia 18 de junho...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Nós dois sabemos que tem alguma coisa do lado de fora. Certo? (Jonathan)&lt;br /&gt;- Certo...(Thabyta)&lt;br /&gt;- Vamos pensar com a razão. Aquilo não pode ser um monstro. Monstros não existem! Certo?&lt;br /&gt;- E-eu não sei...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lançamento nacional blog do &lt;span style="color:#006600;"&gt;BONECO VERDE&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#996633;"&gt;ESTOUROU&lt;/span&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Algo deu errado e agora o capeta está lá fora, certamente esperando por nós! (Jonathan)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O DIABO ESTÁ LÁ FORA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hahahahahahah!! É ele, Jonathan!! O chifrudão! Hahahahahahah!!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Presented by REI BRAVO PRODUÇÕES. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-5016772104886575754?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/5016772104886575754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=5016772104886575754&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5016772104886575754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/5016772104886575754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/entrevista-com-ciro-m-costa-sobre-o.html' title='Entrevista com Ciro M. Costa sobre “O Diabo Está Lá Fora”'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TBFQfTLqF0I/AAAAAAAAAkw/i_lenrSZ3B8/s72-c/fotod.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8335697525961973086</id><published>2010-06-08T18:14:00.002-03:00</published><updated>2010-06-08T18:17:40.348-03:00</updated><title type='text'>AI AI AI AI AI !!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;ELE ESTÁ CHEGANDO&lt;/span&gt;!!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O DIABO ESTÁ LÁ FORA&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#000099;"&gt;GENTE&lt;/span&gt;!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É DIA 18&lt;/span&gt; !!! &lt;span style="color:#000099;"&gt;NÃO PERDE NÃO &lt;/span&gt;!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;AI AI AI AI AI&lt;/span&gt; !!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-8335697525961973086?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/8335697525961973086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=8335697525961973086&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8335697525961973086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/8335697525961973086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/ai-ai-ai-ai-ai.html' title='AI AI AI AI AI !!!!!!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-4269343100117877782</id><published>2010-06-04T00:01:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T09:25:41.731-03:00</updated><title type='text'>The Kotydianos I (crônica e vídeo)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Cotidianizado e trazido de volta por Ciro M. Costa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, no dia 20 de outubro de 2.007, postei aqui no blog um texto chamado THE KOTYDIANOS I. Baseado neste texto, um amigo meu, Eduardo Augusto, chamou alguns atores e produziu um vídeo. Depois de lerem o texto re-postado, tem o vídeo, para vocês fazerem a comparação e os devidos comentários.&lt;br /&gt;Espero que gostem (do vídeo e do texto):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui não tem medo de pagar não, ó! Ó! – disse Ziquim, jogando um monte de dinheiro amassado em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Ah nããããão! Aí não, Ziquim! Ou, ou! Ah não!! – disse inconformado o tio Bóris.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;- Hããããm!!! Ahhh, tenha dó! Pára com isso, Ziquim! – disse espantada a tia Maricota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;- Gente, eu tô boba! Tô bobinha, ó! – disse a prima Lourdes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;- Nem vem, gente! Eu fiquei aqui esses dia tudo e não quero dar prejuízo pra ninguém não!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Aaaaaaaah Ziquim! Ou! Psiu! Ou! Pára com isso, ‘véio’! Ahhh, pode pará!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não paro não, viu tio Bóris? O que é certo, é certo! Oooora!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;- Mas Ziquim, ninguém tá te cobrando nada aqui, não bem! Aqui a gente fez tudo é de coração, viu?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&amp;shy;- Geeeeente, eu tô boba!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tô falando que vocês não fizeram de coração, tia Maricota! Só não acho justo sair assim, sem deixar uma colaboração. Pôxa, fiquei aqui quase uma semana!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- Não, Ziquim, ó! Pode pará! Pode pará mesmo, ó!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Naaaaa, tio!! Ceis tudo sabe que eu não costumo deixar dinheiro assim.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Aaaaah, ou! Então não vai começar agora, né?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;- É, toma aqui o seu dinheiro. A gente faz muito gosto de ter você aqui em casa, Ziquim!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;- Não, tia! Não faz isso! Nãããão...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;- Aaaaah, sô! Tenha santa paciência! Toma aí esse dinheiro de volta!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;- Gente, eu tô B-O-B-A!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- É, Ziquim, ó! Ou! A Maricota tá certa! Tem dessa de deixar dinheiro aqui pra gente não, ó! Aaaaah, pára com isso, sô! Assim cê ofende a gente!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;- Mas eu não tô querendo ofender ninguém não, tio!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;- Se não está, então leva esse dinheiro e compra uma coisa boa pra você! Vê se pode!?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- É isso mesmo, ó! Ah neeeem!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;- Ainda tô bobinha, gente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;- Bom, já que é assim, eu já vou embora! Brigado, viu gente? Brigado por tudo aí!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Ahhh, que isso, Ziquim! Tem nada não!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;- Pode voltar mais vezes, viu fio? E fala pro seu irmão que ainda estamos esperando ele vir! Ó! Leva esse doce de maracujá pra sua mãe fazê manjar. Esquece não.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;- Fala pra tia Bilila que dessa vez num deu pra ir lá, mas da próxima prometo ir dar um abraço nela. Tô precisando ver o tio Nena, gente!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;- Tem nada não, fio! Eu falo sim, viu? Vai com Deus!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;- Vai com Deus, Ziquim!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;- Tchau, Ziquim! Bêjo, viu bem?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tchau, gente! Brigado, viu? Fiquem com Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já dentro do carro e de saída, Ziquim grita:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Ó, DEIXEI O DINHEIRO DEBAIXO DA FRUTEIRA, VIU?? TCHAU, GENTE!!!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;- Ahhh nããão, ou!!!!! Ah não, Ziquim!!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;- Ah, Ziquim! Que absurdo, hein???&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;- Geeeente! Eu tô boba!!!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ijJYWJVMqaI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ijJYWJVMqaI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E NÃO PERCAM, DIA 18 DE JUNHO, AQUI NO BONECO VERDE, A SAGA MENOS ESPERADA DO ANO: &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O DIABO ESTÁ LÁ FORA&lt;/span&gt;!!!!!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-4269343100117877782?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/4269343100117877782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=4269343100117877782&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4269343100117877782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/4269343100117877782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/06/kotydianos-i-cronica-e-video.html' title='The Kotydianos I (crônica e vídeo)'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-6892899089196700159</id><published>2010-05-31T11:56:00.004-03:00</published><updated>2010-05-31T11:59:23.184-03:00</updated><title type='text'>Em breve... em breve!!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TAPOgwh_k6I/AAAAAAAAAkY/UyTQ7atZ6wM/s1600/devil.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 412px; DISPLAY: block; HEIGHT: 385px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477448633991271330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TAPOgwh_k6I/AAAAAAAAAkY/UyTQ7atZ6wM/s400/devil.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TAPOUUIkZHI/AAAAAAAAAkQ/ZT_94ainOiI/s1600/devil.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36495344-6892899089196700159?l=bonecoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonecoverde.blogspot.com/feeds/6892899089196700159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36495344&amp;postID=6892899089196700159&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6892899089196700159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36495344/posts/default/6892899089196700159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonecoverde.blogspot.com/2010/05/em-breve-em-breve.html' title='Em breve... em breve!!!!!'/><author><name>Ciro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08794556943399472521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://static.flickr.com/62/201034292_81c5cc919f_m.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/TAPOgwh_k6I/AAAAAAAAAkY/UyTQ7atZ6wM/s72-c/devil.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36495344.post-8903663533204751767</id><published>2010-05-28T00:01:00.002-03:00</published><updated>2010-05-28T07:09:32.414-03:00</updated><title type='text'>A Copa está chegando!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E &lt;strong&gt;Ciro M. Costa&lt;/strong&gt; não está esperando&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mabirito estava há dias esperando a chegada da Copa. Já tinha separado sua camiseta velha e verde-amarela de tempos atrás. Mas a Copa não chegava, e sua ansiedade aumentava cada vez mais. As pessoas o encontravam na rua e diziam:&lt;br /&gt;- A Copa ta chegando, Mabirito!&lt;br /&gt;- Ta certo! – respondia ele, triste.&lt;br /&gt;O carteiro lhe entregou um envelope e lhe falou:&lt;br /&gt;- Ta chegando a Copa, Mabirito!&lt;br /&gt;- Está sim!&lt;br /&gt;Ele foi fazer compras, a mulher do caixa disse:&lt;br /&gt;- E a Copa, Mabirito?&lt;br /&gt;- Tá chegando...&lt;br /&gt;Ele foi até o banco 24 horas, uma pessoa do lado disse:&lt;br /&gt;- Tá quase chegando a Copa, né Mabirito?&lt;br /&gt;- Sim, sim...&lt;br /&gt;Na rua, um motorista parou ao seu lado no sinal vermelho:&lt;br /&gt;- A Copa ta perto, Mabirito!!&lt;br /&gt;- Opa!&lt;br /&gt;Ao dar a preferência para um pedestre, esse lhe falou:&lt;br /&gt;- Valeu, Mabirito! A Copa ta praticamente aí já!&lt;br /&gt;- Ééééé...&lt;br /&gt;Ao descer do carro, ele quase pisou em uma formiga. Essa lhe disse:&lt;br /&gt;- Foi por pouco, Mabirito! E a Copa?&lt;br /&gt;- Ta quase...&lt;br /&gt;Ao passar por uma árvore de copas, essa lhe disse:&lt;br /&gt;- E aí, Mabirito? E a Copa? Se quiser, tenho várias aqui, hahahahahahah!!!&lt;br /&gt;- Beleeeeza...&lt;br /&gt;Chegando em casa, viu seu filho jogando &lt;em&gt;Super Mario Bros&lt;/em&gt;. Esse lhe disse:&lt;br /&gt;- Papai, estou quase chegando na fase do Koopa!&lt;br /&gt;- Uhum...&lt;br /&gt;Até que, finalmente, depois do almoço, ouviu sua esposa gritando:&lt;br /&gt;- Mabiriiiito! A Copa chegou!!!&lt;br /&gt;- Até que enfim!!!&lt;br /&gt;Foi até o lado de fora e se encontrou com os pedreiros.&lt;br /&gt;- Vocês demoraram, hein? – ele disse.&lt;br /&gt;- Tivemos problemas no trânsito. Onde quer que a gente construa a copa, Sr. Mabirito?&lt;br /&gt;- Pode ser ao lado da sala. Só um momento, por favor.&lt;br /&gt;Mabirito vestiu sua camiseta verde-amarela velha para poder ajudar os pedreiros. Não queria sujar nenhuma roupa boa.&lt;br /&gt;Mabirito estava satisfeito, pois queria terminar de construir a copa antes de começar os jogos na tv. Estava de férias, ia viajar e passar o mês de junho fora.&lt;br /&gt;Não iria assistir os jogos. Odiava futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E VEM AÍ...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 74px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475670858830695330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_46v5c0EA6VE/S_19on-Py6I/AAAAAAAAAkI/dAq8WPsZF3I/s400/devil.JPG" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="
