sábado, 26 de novembro de 2011

O Diário de Ciro - página 1.328

Das páginas do diário que Ciro M. Costa deveria ter escrito


É importante comunicar primeiramente ao leitor que essa história já foi publicada aqui no blog sob outro título. Mas resolvi colocar novamente como parte de meu diário, pois o mesmo nunca seria completo sem esse episódio em minha vida. Portanto, se não quer ler de novo, aguarde o próximo post. É importante dizer também que a história é verídica, e os nomes foram trocados para preservar a identidade dos mesmos. Porque se eu colocasse seus nomes reais, provavelmente eles teriam que trocar de RG...
Sabe, eu simplesmente odiava alguém fazia aquilo com o carro (e ainda odeio). Não que não fosse divertido, mas eu sabia que um dia ia dar merda. Eu sabia. E deu mesmo. Se todas as merdas que o primo Breno fazia virassem bosta de verdade, com certeza aquela seria uma boa hora de dar a descarga. Nosso bom e velho amigo, "Breno Top Gear"...
Aquele havia sido um dia cheio. Sabe aqueles dias onde acontece de tudo? Toda hora surge um problema e parece que seu cérebro não vai ter sossego enquanto não chegar a hora de dormir? Pois esse era um dia daqueles. E parece que quanto mais coisas acontecem, mais coisas acontecem. E aquele acontecimento foi um grande acontecido, pois eu nunca imaginei que acontecesse o que aconteceu e nem o que aconteceria depois de acontecer. Mas acontece que aconteceu.
Naquele dia, eu precisava buscar um terno na casa de meu irmão. Era o dia de nossa missa de formatura e eu ainda não havia alugado roupa nenhuma. Estive na casa do primo Breno Top Gear para acertar alguns detalhes da festa e comentei sobre o tal terno.
- Eu te levo lá! – disse Breno Gear prontamente.
Achei uma boa idéia, afinal, eu não tinha carro na época. Sem ter o que fazer, o primo Fábio (irmão do primo Top, conhecido como o ‘Químico Jóinha’) também nos acompanhou.
Então fomos os três no carro. Naqueles tempos, meu irmão morava em um condomínio perto da universidade, então tivemos que atravessar um trecho ‘cabuloso’ da cidade pra chegar lá. Um trecho onde uma perigosa descida terminava, dando início a uma perigosa subida. E, o mais engraçado de tudo, é que era a mesma coisa pra voltar! Já pensaram nisso? Se você vai a um lugar onde tem uma descida primeiro, depois uma subida... vai ser a mesma coisa quando voltar! Não é demais?
Bom, o caso é que, quando voltamos, Top Breno veio acelerando na descida. Ele era seguro de si. Veio ‘no gás’ e, no meio do caminho, um moleque atravessou a rua. Bom, na verdade, ele já havia atravessado, mas primo Gear, em um gesto de pura sacanagem (de leve, só pra arrancar umas risadinhas da galera) virou o volante pro lado do menino, e novamente virou pra rua. Um erro fatal.
Amigos e amigas, o que veio depois pareceram horas, mas aconteceram em segundos. O carro saiu totalmente de controle, vindo a ‘patinar’ pela pista. Esquerda, direita, esquerda, direita... e o Gear Breno não conseguia controlá-lo. Virar? Frear? Acelerar? Foi tudo muito rápido pra que ele raciocinasse. De todas as 'costuras' com o carro, acho que aquela foi a menos divertida que ele fez em toda a sua vida. Eu, sentado no banco da frente, apenas tive tempo de falar:
- Filhããão...
Químico Jóinha, que estava no banco de trás, apenas se segurou no banco. Pois uma coisa nós 3 tínhamos certeza: o carro ia bater. Só não sabíamos onde.
Mas descobrimos rápido. Assim que viu uma casa com um muro pra lá de vagabundo, o carro entrou com tudo. CATRRAAAAASH!!!! Era o fim da linha. Game Over, Top Gear!
Ainda me lembro nitidamente da cena do muro se desmaterializando na nossa frente. Parecia coisa de cinema. O muro deu lugar à imagem de uma porta aberta e uma senhora em uma cadeira de rodas que, junto com a família, assistia à TV na hora do almoço. Imagine, você está em sua casa com a família, assistindo Globo Esporte, quando, de repente, você é surpreendido por um carro batendo e destruindo seu muro. Não deve ser legal.
A dona da casa, uma senhora de seus 76 anos e 5 meses veio nos acudir. Lembro-me do Químico Jóinha dizendo:
- Calma, Gear Breno! Vamos resolver tudo.
Sim, resolveram mesmo, como as coisas devem ser resolvidas sob olhares de vizinhos curiosos: discussões, orçamentos, polícia, bombeiros, guincho... eu sei que a coisa toda ficou tão cara, que Breno Top e Fábio Químico tiveram que gastar todo o dinheiro do acerto (ambos haviam acabado de sair de duas empresas, tendo recebido uma boa grana).
Felizmente, ninguém se machucou naquele dia (com exceção do muro, que morreu esquartejado). Mas as pessoas daquela rua devem comentar o fato até hoje. Não é algo que acontece todos os dias. Ou é?
Mas o mais engraçado disso tudo, era a cadeira de rodas. Ela ficou lá sozinha, na porta da casa, terminando de assistir o Globo Esporte. E a senhora antes sentada nela, estava ali, em pé, diante de nós, somando todos os prejuízos.
Deve ter sido mesmo um grande susto...

2 comentários:

Vaides Junior disse...

Isso só aconteceu pq vcs usaram o carro branco... se fosse o vermelho a gasolina teria terminado antes e seus amigos não teriam tamanho prejuízo... haiuhaiuahiauha....

Cecilia Teixeira Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.